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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Veículos elétricos a passos lentos

Participação desses veículos na frota brasileira não deve ser significativa em 2030, segundo estudo da EPE


Fonte: https://brasilenergia.editorabrasilenergia.com.br




Mesmo com a redução de IPI para veículos híbridos e elétricos e descontos para híbridos com motor flex, a participação de veículos híbridos plug in (que utiliza um motor elétrico e um motor a explosão) e elétricos no mercado brasileiro ainda deverá ser irrelevante do ponto de vista estatístico até 2030. No caso dos modelos híbridos não plug in, há expectativa de que esses modelos alcancem 4,2% dos licenciamentos em 2030. O desempenho para o lento crescimento ainda está relacionado com as dificuldades de viabilidade técnico-econômica e o grau de incentivos governamentais.
Por outro lado, os veículos flex fuel representarão 88% do mercado nacional daqui a 12 anos. No ano passado, essa categoria correspondia a 73% da frota de veículos leves do país. Os números fazem parte do Estudo sobre demanda de energia veículos leves 2018-2030, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e divulgado nesta sexta-feira (26/10).
O documento analisou diversos aspectos, como licenciamento de veículos, oferta interna de etanol, preço doméstico da gasolina e a preferência do consumidor no momento do abastecimento, além do cenário econômico, para basear o levantamento. Também foram considerados os impactos da implantação do RenovaBio, programa de política pública voltada para a expansão dos biocombustíveis na matriz energética nacional com foco na mitigação das emissões dos gases de efeito estufa.
O estudo prevê que, no Brasil, deverá prevalecer o desenvolvimento nacional da tecnologia híbrida com motorização flex fuel, o que deve impactar o perfil de licenciamento de novos veículos leves. Assim, a estimativa é que, até 2020, os híbridos devem ser veículos importados a gasolina e, a partir do ano seguinte, passam a ser produzidos pelas montadoras nacionais com tecnologia flex fuel.
Demanda
Em função da projeção de aumento da frota de veículos flex no país, a demanda por gasolina e etanol também devem crescer no período analisado, porém, em níveis distintos. A diferença se justifica pela variação preferência do motorista de veículos flex fuel. A expectativa é de que a demanda de etanol hidratado aumente 6,5% ao ano entre 2017 e 2030, atingindo volume de 32,8 bilhões de litro em 2030.
Já a demanda de gasolina C, que recebe a adição de 27% de etanol anidro, deve apresentar leve crescimento no período analisado, passando de 44,3 bilhões de litros, em 2017, para 46,1 bilhões de litros em 2030.




quinta-feira, 25 de outubro de 2018



OS RECORDES DA ENERGIA EÓLICA

Fonte:www.osetoreletrico.com.br/os-recordes-da-energia-eolica/ 


No domingo, 19 de agosto, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) registrou um novo recorde horário de geração eólica, com máxima diária de 8.247 MW às 9h28, atendendo 98% da demanda do Nordeste. No período de 8h às 10h, a energia eólica atendeu a praticamente 100% da demanda da região. Mesmo considerando que aos domingos a demanda por energia é mais baixa, esses percentuais de atendimento são muito significativos.
Pouco mais de um mês antes, em 23 de julho, uma segunda-feira, o recorde de geração batido foi o de média diária: naquele dia as eólicas abasteceram 72% da demanda do Nordeste, com uma geração de 7.062Mwmed. O cenário, portanto, mostra que estamos acumulando recordes de forma consistente, tanto aos finais de semana como nos dias de semana, tanto em médias diárias como em horários específicos. Todos estes recordes, juntos, demonstram a força da energia eólica no Brasil.









E como explicar a força da eólica brasileira? 
Bom, em primeiro lugar, pelos nossos bons ventos. Para produzir energia eólica, são necessários bons ventos: estáveis, com a intensidade certa e sem mudanças bruscas de velocidade ou de direção. O Brasil tem a sorte de ter uma quantidade enorme deste tipo de vento, o que explica em grande medida o sucesso da eólica no Brasil nos últimos anos: saímos de menos de 1GW de capacidade instalada em 2010 para 13,4 GW em agosto de 2018.
 Já são mais de 500 parques eólicos em funcionamento, com mais de 6.600 aerogeradores em 12 Estados. Outro fator que explica o eficiente desenvolvimento da energia eólica no Brasil é o seu grande potencial. Estimamos que o Brasil tenha, em terra, um potencial de mais de 500 GW.
 O sucesso da eólica no Brasil também pode ser explicado pelo rápido desenvolvimento de uma cadeia produtiva local e eficiente, que começou com índice de nacionalização próximo de 60% e alcançou a fabricação em território nacional de 80% de um aerogerador, conforme regras de financiamento do Programa FINAME do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 
O desenvolvimento da eólica no Brasil já acumula um investimento de mais de US$ 32 bilhões nos últimos sete anos, segundo dados Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Segundo dados de 2017 do Climatescope da BNEF, o Brasil é o 2º país mais atrativo mundialmente e o 1º colocado neste ranking para a América Latina e Caribe para atratividade de investimentos em energias renováveis.
 RESUMO
A qualidade do nosso vento, nosso enorme potencial, uma eficiente cadeia produtiva, atração de investimentos e a consolidação de leilões competitivos colocam, portanto, o Brasil em posição de destaque no cenário mundial de geração de energia eólica. São estes os fatores que explicam porque a energia eólica cresceu tanto e seguirá crescendo no Brasil.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Geração de energia eólica cresce 19% no Sistema Interligado Nacional em 2018


Fonte:www.ccee.org.br





Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 19% de janeiro a agosto de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017, registrando 4.795 MW médios frente aos 4.032 MW médios.

Durante o mês de agosto, as usinas eólicas registraram a maior produção de energia da história ao alcançar 7.017 MW médios.

 A produção elevou a representatividade da fonte, em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema, para 11,5% em 2018. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 62,2% do total, as usinas térmicas responderam por 25,8 e a fonte Solar com 0,6%.
A CCEE contabilizou 519 usinas eólicas em operação comercial no país, ao final de agosto, somando 13.212 MW de capacidade instalada, incremento de 10,6% frente aos 11.951 MW de capacidade das 470 unidades geradoras existentes em agosto de 2017.

Geração Eólica por Estado
Quando a análise foca na geração por estado, o Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no país com 1.351,2 MW médios de energia entregues nos primeiros oito meses de 2018. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.162,7 MW médios produzidos, o Piauí com 619,1 MW médios, o Ceará com 617,3 MW médios e o Rio Grande do Sul com 590,5 MW médios.



Capacidade instalada por Estado

Os dados consolidados da CCEE, ao final de agosto de 2018, confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.592 MW, Em seguida aparece a Bahia com 2.967 MW, o Ceará com 2.162 MW, o Rio Grande do Sul com 1.778 MW e o Piauí com 1.443 MW de capacidade.




terça-feira, 16 de outubro de 2018

As impressionantes fazendas solares da China que estão transformando a geração de energia mundial

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Novos materiais estão impulsionando a revolução da bateria

Fonte: https://www.greenbiz.com/article/new-materials-are-powering-battery-revolution



As baterias de iões de lítio, como as aqui apresentadas, são actualmente o tipo de bateria mais comum na electrónica.
Existem mais telefones celulares no mundo do que pessoas. Quase todos eles são alimentados por baterias de íons de lítio recarregáveis , o componente mais importante que possibilita a revolução da eletrônica portátil das últimas décadas. Nenhum desses dispositivos seria atraente para os usuários se eles não tivessem energia suficiente para durar pelo menos várias horas, sem serem particularmente pesados.
As baterias de íons de lítio também são úteis em aplicações maiores, como veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia de redes inteligentes . E as inovações dos pesquisadores em ciência de materiais, buscando melhorar as baterias de íons de lítio, estão preparando o caminho para ainda mais baterias com desempenho ainda melhor. Já existe demanda para baterias de alta capacidade que não pegariam fogo ou explodiriam . E muitas pessoas sonharam com baterias menores e mais leves que carregam em minutos - ou mesmo segundos - e armazenam energia suficiente para alimentar um dispositivo durante dias .
Pesquisadores como eu , porém, estão pensando ainda mais aventureiramente. Carros e sistemas de armazenamento em rede seriam ainda melhores se pudessem ser descarregados e recarregados dezenas de milhares de vezes ao longo de muitos anos, ou mesmo décadas. As equipes de manutenção e os clientes adorariam baterias que pudessem se monitorar e enviar alertas se estivessem danificados ou não funcionassem com desempenho máximo - ou até mesmo conseguissem se consertar. E não pode ser demais sonhar com baterias de propósito duplo integradas à estrutura de um item, ajudando a moldar a forma de um smartphone, carro ou prédio, ao mesmo tempo em que potencializa suas funções.
Tudo isso pode se tornar possível à medida que minha pesquisa e outras pessoas ajudem cientistas e engenheiros a se tornarem cada vez mais aptos a controlar e lidar com a matéria na escala de átomos individuais.

Materiais emergentes

Em sua maior parte, os avanços no armazenamento de energia dependerão do desenvolvimento contínuo da ciência de materiais, ampliando os limites de desempenho dos materiais de baterias existentes e desenvolvendo estruturas e composições de baterias totalmente novas.
A indústria de baterias já está trabalhando para reduzir o custo das baterias de íons de lítio, incluindo a remoção de cobalto caro de seus eletrodos positivos, chamados cátodos. Isso também reduziria o custo humano dessas baterias , porque muitas minas no Congo, a principal fonte mundial de cobalto, usam crianças para realizar trabalhos manuais difíceis .
Os pesquisadores também estão olhando para substituir os íons de lítio que lançam entre os dois eletrodos com íons e eletrólitos que podem ser mais baratos e potencialmente mais seguros, como aqueles baseados em sódio, magnésio, zinco ou alumínio.
Meu grupo de pesquisa analisa as possibilidades de usar materiais bidimensionais, essencialmente folhas extremamente finas de substâncias com propriedades eletrônicas úteis. O grafeno é talvez o mais conhecido deles - uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura. Queremos ver se o empilhamento de camadas de vários materiais bidimensionais e a infiltração da pilha com água ou outros líquidos condutores podem ser componentes-chave das baterias que se recarregam muito rapidamente.

Olhando dentro da bateria

Não são apenas novos materiais que estão expandindo o mundo da inovação em baterias: novos equipamentos e métodos também permitem que os pesquisadores vejam o que está acontecendo dentro das baterias com muito mais facilidade do que antes.

No passado, os pesquisadores usavam uma bateria por meio de um processo específico de descarga de carga durante vários ciclos e depois removiam o material da bateria e o examinavam após o fato. Só então os pesquisadores poderiam aprender quais mudanças químicas haviam ocorrido durante o processo e inferir como a bateria realmente funcionava e o que afetava seu desempenho.
Mas agora, os pesquisadores podem observar os materiais das baterias à medida que passam pelo processo de armazenamento de energia, analisando até mesmo sua estrutura atômica e composição em tempo real. Podemos usar técnicas sofisticadas de espectroscopia, como técnicas de raios X disponíveis com um tipo de acelerador de partículas chamado síncrotron  - assim como microscópios eletrônicos e sondas de varredura - para observar os íons se movendo e as estruturas físicas mudarem conforme a energia é armazenada e liberada dos materiais. em uma bateria.
Esses métodos permitem que pesquisadores como eu imaginem novas estruturas de bateria e materiais, os façam e vejam como eles funcionam - ou não - bem. Dessa forma, poderemos continuar com a revolução dos materiais da bateria.

domingo, 30 de setembro de 2018


BNDES anuncia mais R$ 2,2 bi para apoiar investimentos em energias renováveis

Fonte:www.bndes.gov.br/

Banco lançou uma linha permanente para financiar equipamentos: o Finame Energia Renovável, que tem dotação inicial de R$ 2 bilhões 

Fundo Clima ganha novo aporte, de R$ 228 milhões
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou uma linha permanente para apoiar investimentos em energias renováveis, o BNDES Finame Energia Renovável, com dotação inicial de R$ 2 bilhões. De forma complementar, o programa Fundo Clima – Linha Máquinas e Equipamentos Eficientes também teve aprovado aporte de recursos de R$ 228 milhões para novos financiamentos.
Com a linha BNDES Finame Energia Renovável, os clientes — condomínios, empresas, cooperativas, produtores rurais e pessoas físicas — podem financiar, junto a bancos privados, públicos e agências de fomento, até 100% do total a ser aplicado nos equipamentos, com prazos de pagamento de até 120 meses e carência de até 24 meses. A linha já está em operação para financiar equipamentos como sistemas de geração de energia solar de até 375 KW, de energia eólica de até 100 KW e de aquecimento de água por meio de placas coletoras solares.
O financiamento pode ser corrigido por TLP, Selic ou Taxa Fixa do BNDES, sendo a TFB aplicável apenas às Micro, Pequena e Média Empresas (MPMEs). O custo final inclui a remuneração do BNDES — de 1,05% ao ano — e a do agente financeiro. Considerando o spread médio dos repassadores de crédito no BNDES Finame a taxa final é de, aproximadamente, 1,3% ao mês às MPMEs. A partir do envio da proposta pelo agente financeiro, a aprovação da operação é feita em poucos segundos através da plataforma BNDES Online. 
Os equipamentos a serem financiados devem estar habilitados na base do BNDES, que exige que sejam novos, nacionais e cumpram requisitos de conteúdo local. Essa exigência visa a fortalecer a indústria, mão de obra e serviços nacionais; promover o fortalecimento da cadeia produtiva nacional; e facilitar a difusão e a incorporação de conhecimento técnico pela cadeia de fornecedores e seus elos. 
Destaca-se que além de contribuir para o meio ambiente, por se tratar de geração de energia limpa, os consumidores poderão reduzir seus gastos com a conta de luz e, dependendo da região, trocar o excedente por créditos a serem utilizados futuramente. A geração distribuída reduz o risco de interrupção do fornecimento de energia, dado que a multiplicação dos pontos de geração provê maior segurança ao sistema.
Fundo Clima – O Finame Energia Renovável é a segunda iniciativa recente do BNDES para incentivar o investimento em energia limpa. Em junho foi lançado o Programa Fundo Clima – Linha Máquinas e Equipamentos Eficientes para financiar investimentos em sistemas fotovoltaicos, permitindo o acesso inclusive de pessoas físicas. O resultado foi exitoso: cerca de R$ 80 milhões em financiamentos aprovados em menos de 2 meses. 
Agora, o novo aporte de R$ 228 milhões vai possibilitar a reabertura do Fundo Clima para pedidos de financiamento. Além de sistemas fotovoltaicos, a linha pode financiar aerogeradores de pequeno porte, geradores de energia a biogás e inversores de frequência. Os financiamentos do Fundo Clima devem ser feitos junto a bancos públicos e a taxa de juros é de até 4,5% ao ano, com prazo máximo de até 12 anos. 
Histórico – O Fundo Clima, instituído pela Lei 12.114/2009, é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, e seu objetivo é financiar projetos de mitigação das mudanças climáticas, utilizando tecnologias que ainda precisam de incentivo para sua difusão. Dessa forma, o Fundo Clima alinha-se ao compromisso brasileiro, no âmbito do Acordo de Paris, de reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025.
O BNDES é o Agente Financeiro da parte reembolsável e membro do Comitê Gestor do Fundo, formado por Ministérios, Indústria, Academia e Sociedade Civil. A carteira atual possui aproximadamente R$ 580 milhões em projetos, sendo mais de R$ 430 milhões já aprovados pelo BNDES, que alavancaram mais de R$ 1 bilhão em financiamentos para redução de emissões de gases do efeito estufa. Estima-se que esses investimentos devem reduzir a emissão de gases do efeito estufa em cerca de 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente.



segunda-feira, 10 de setembro de 2018


Países dependentes do carvão podem migrar para energias limpas 



Segundo o estudo, desenvolver estratégias de transição é mais urgente do que nunca, porque a economia subjacente e as preferências sociais estão se voltando contra o carvão

Fonte:www.biomassabioenergia.com.br/

O pico e o declínio do carvão térmico global estão se aproximando mais rápido do que se imaginava: a demanda por esse combustível fóssil poderá ser revertida antes de 2025, de acordo com um novo relatório divulgado hoje pelo think tank francês IDDRI (Institute for Sustainable Development and International Relations) e pela rede britânica Climate Strategies.  Isso significa que a implementação de caminhos compatíveis com o Acordo de Paris, longe do carvão, é viável nas economias que ainda mais usam carvão dentro de 20 a 30 anos, e isso seria benéfico tanto do ponto de vista social quanto econômico.

O relatório, “Implementando transições de carvão: insights de estudos de caso de grandes economias consumidoras de carvão”, também concluiu que as principais economias que usam carvão podem praticamente eliminá-lo sem aumentar significativamente os custos de energia para os consumidores, ao mesmo tempo em que obtêm benefícios econômicos e sociais da transição para novos setores.  Segundo o estudo, desenvolver estratégias de transição é mais urgente do que nunca, porque a economia subjacente e as preferências sociais estão se voltando contra o carvão.








Leia mais sobre esse assunto em https://www.biomassabioenergia.com.br/imprensa/paises-dependentes-do-carvao-podem-migrar-para-energias-limpas-no-prazo-de-uma/20180906-084803-Q853