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terça-feira, 12 de dezembro de 2017



IEA lança a edição 2017 de seu relatório de indicadores de eficiência energética
 


Fonte: http://www.procelinfo.com.br






Um dos objetivos da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) é apoiar o desenvolvimento de tecnologias energéticas, com o intuito de garantir suprimentos futuros de energia, mitigando impactos ambientais por meio de incentivo a tecnologias com baixa emissão de carbono e de melhorias em eficiência energética.

Nesse sentido, ganha destaque o lançamento da publicação Energy Efficiency Indicators Highlights 2017, um relatório estatístico concebido para ajudar a compreender o que impulsiona o consumo final de energia nos países-membros da agência, a fim de acompanhar e aperfeiçoar as políticas nacionais de eficiência energética. É a segunda edição, de uma seleção abrangente de dados que a IEA vem coletando a cada ano, depois que seus países-membros reconheceram, em 2009, a necessidade de monitorar melhor as políticas de eficiência energética.


O relatório inclui análises específicas dos países-membros sobre os usos finais nos maiores setores - residencial, serviços, indústria e transporte.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017



POLÍTICOS BRASILEIROS PROPÕEM ESTATIZAÇÃO DAS JAZIDAS DE VENTOS 

















Fonte:www.ilisp.org/noticias/proposta-de-cobranca-de-impostos-sobre-o-vento-avanca-na-camara/


Uma Proposta de Emenda à Constituição surreal criada pelo socialista Heráclito Fortes (PSB-PI) – “boca mole” na planilha da Odebrecht – avançou esta semana na Câmara dos Deputados. A PEC 97/2015 determina que o vento seja estatizado e haja pagamento de impostos sobre o seu uso.
De acordo com a justificativa da proposta, os ventos são um “recurso que pertence a todo o povo brasileiro” e, portanto, “os parques eólicos que produzem energia elétrica a partir dos ventos (…) devem gerar compensação financeira” à União. Para viabilizar a cobrança de impostos sobre o vento, o projeto “transforma o potencial energético dos ventos em patrimônio da União, ensejando o pagamento de royalties pela sua exploração”.
O texto também determina que a renda da “participação governamental” sobre o vento “deverá ser distribuída na forma de compensação financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios onde ocorre a exploração da energia eólica, bem como a órgãos da administração direta da União”.
Criada em 2015, a PEC 97/2015 passou quase dois anos e meio parada na Câmara, mas foi retomada por outro socialista – Tadeu Alencar (PSB-PE) – em outubro. Em seu parecer como relator na “Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania” (CCJC) da Câmara, Tadeu afirmou que o uso do vento é uma “atividade econômica que afeta diretamente direitos do povo brasileiro” e “utiliza recursos naturais pertencentes ao conjunto da sociedade”, portanto, deve pagar “compensação financeira aos entes da federação”.
O parecer de Tadeu Alencar foi aprovado na CCJC na quarta-feira (06) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou que seja criada uma comissão especial para analisar a proposta antes que seja encaminhada ao plenário da Câmara para votação.
     PEC 97/2015     
JUSTIFICAÇÃO 
Os parques eólicos produzem energia elétrica a partir dos ventos, recurso que pertence a todo o povo brasileiro. Acreditamos, portanto, que é justo que os benefícios econômicos decorrentes dessa atividade sejam compartilhados entre os proprietários das instalações de geração e o Estado Brasileiro. Além disso, devemos considerar que as fazendas eólicas ocupam vastas áreas, por onde se espalham inúmeras torres, que suportam turbinas de grandes dimensões. Portanto, essas instalações limitam sobremaneira a realização de outras atividades econômicas nos mesmos espaços geográficos. O turismo, por exemplo, grande fonte de renda do litoral do Nordeste, onde se localiza o maior potencial eólico do Brasil, sofre danos irreparáveis, tanto pelas restrições físicas impostas pelos parques de geração como pela deterioração de extraordinárias paisagens naturais. Essa situação provoca a redução dos empregos e da renda, além de causar impactos adversos nas contas públicas dos Estados e Municípios situados nas regiões afetadas. Apesar dos problemas que causa, a exploração da energia eólica não gera compensação financeira, como ocorre no caso da mineração, da extração de petróleo ou da operação de grandes hidrelétricas. No intuito de corrigir essa lacuna de nosso ordenamento jurídico, apresentamos esta proposta de emenda à Constituição, que transforma o potencial energético dos ventos em patrimônio da União, ensejando o pagamento de royalties pela sua exploração. Essa participação 4 governamental deverá ser distribuída na forma de compensação financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios onde ocorre a exploração da energia eólica, bem como a órgãos da administração direta da União.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA 

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO No 97, DE 2015 Dá nova redação aos artigos 20, VIII e § 1º, e 21, XII, “b”, da Constituição Federal. 
Autores: Dep. Heráclito Fortes e outros 
Relator: Dep. Tadeu Alencar  – RELATÓRIO 
...Aduz a referida proposta que a exploração da energia eólica, em especial no litoral brasileiro, gera significativas alterações nas áreas próximas às fazendas destinadas a essa atividade, de modo a limitar a realização de outras atividades econômicas, especialmente o turismo, alterando, ainda, as paisagens naturais e impedindo o acesso aos locais próximos às referidas fazendas. Aponta, também, que as limitações e restrições impostas pela exploração de energia eólica afetam todo o povo brasileiro, tornando necessário que os responsáveis por tais atividades compensem os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e a União, o que deve ocorrer através de justa participação no resultado econômico auferido, tal como ocorre com a exploração de petróleo ou gás natural e de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017


Câmara aprova projeto que cria RenovaBio; texto segue para votação no Senado

Fonte:agenciabrasil.ebc.com.br




Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

A Câmara aprovou nesta terça-feira (28), o projeto de lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis, chamada de RenovaBio. Aprovada de forma simbólica pelos deputados, após a rejeição de emendas que previam a alteração do texto, a matéria deve agora ser apreciado no Senado para que se torne lei.
O objetivo do RenovaBio é aumentar a produção de biocombustíveis no Brasil, a fim de que o país cumpra os compromissos assumidos no Acordo de Paris de redução das emissões de gases de efeito estufa. O projeto cria metas compulsórias anuais dos distribuidores de combustíveis, com a definição de percentuais obrigatórios de biodiesel que deverão ser adicionados gradativamente ao óleo diesel, e de etanol anidro que será acrescentado na produção de gasolina entre 2022 e 2030.
Durante a votação, os deputados acolheram emendas apresentadas pelos relatores, como a que reduz a multa cobrada aos distribuidores de combustíveis: enquanto a cobrança poderia variar, no projeto original, entre R$ 100 mil e R$ 500 milhões, o descumprimento da meta individual terá R$ 50 milhões como limite máximo da multa.
O projeto também cria instrumentos de estímulo à prática de combate às emissões, como a Certificação da Produção Eficiente de Biocombustíveis e o Crédito de Descarbonização, que poderá ser emitido pelos distribuidores de combustíveis para comprovarem o cumprimento da meta individual.
São considerados biocombustíveis florestais, os combustíveis sólidos, líquidos e gasosos produzidos a partir da biomassa florestal, tais como lenha e carvão. Buscando o incremento da medida, o texto prevê incentivos financeiros e fiscais, além de apoio ao cooperativismo.
Algumas emendas apresentadas pelos parlamentares em plenário também foram acolhidas, como a que assegura participação prioritária de agricultores familiares e produtores de biodiesel de pequeno porte na comercialização do produto por meio de leilões públicos. Ao relatar o projeto, o deputado Evandro Gussi (PV-SP) argumentou que a proposta induz os agentes privados na direção do aproveitamento “cada vez mais intensivo” da “bioenergia nas suas diferentes formas”.
Destaques propostos por deputados da oposição foram rejeitados pelos parlamentares. É o caso do pedido do PSOL de votação em separado, que visava a impedir a conversão de áreas ocupadas por vegetação nativa para a produção de biocombustíveis, utilizando somente áreas degradadas ou do aproveitamento de resíduos vegetais.
Na tarde de hoje, a Petrobras se posicionou favoravelmente à aprovação do projeto. De acordo com a empresa, a iniciativa contribui para o desenvolvimento da produção de biocombustíveis no Brasil, contribuindo para a sustentabilidade e preservação ambiental.
Edição: Davi Oliveira

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Próximos mercados Gigawatt  Solar


A GTM Research identifica cinco novos países preparados para instalar mais de um gigawatt de energia solar anualmente

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Atlas Eólico e Solar de Pernambuco




O Atlas Eólico e Solar de Pernambuco apresenta uma visão geral do potencial de geração de fontes eólicas e solares no Estado, através dos níveis de vento e de radiação solar e de uma série de mapas que ressaltam aspectos da geografia, da economia e da infraestrutura do Estado.
Como motivações estratégicas para a elaboração do Atlas Eólico e Solar podemos citar, entre tantas, a identificação das “jazidas” de vento e de radiação, como forma de subsidiar a formulação de políticas e estratégias públicas para atratividade de novos investimentos para Pernambuco.
Abre-se, cada vez mais, um grande espaço para geração a partir das fontes eólica e solar, que pelas suas características apresentam, além de menor impacto ambiental, a possibilidade de instalação gradual e distribuída.
Pernambuco tem mais de 90% da sua área inserida no chamado “Polígono das Secas”, região onde as estiagens prolongadas e a precipitação mal distribuída, colocam a vida de cerca de 4,5 milhões de habitantes em risco. É justamente nesta região que observamos potenciais energéticos eólico e solar altos, fazendo com que a sua exploração se constitua em uma importante ferramenta de transformação social, um vetor do desenvolvimento sustentável.
Os diversos cenários de potencial aqui apresentados consideram as alternativas eólica, solar e o chamado potencial híbrido, composto por eólica e solar ocupando o mesmo espaço de conexão elétrica. Também é explorado o potencial de geração distribuída, usando a mancha urbana como área potencial para tal.
Os próximos capítulos do Atlas Eólico e Solar de Pernambuco detalham como o Atlas foi elaborado, os diversos potenciais e as restrições impostas a cada um. O Capitulo III trata das características do Estado de Pernambuco, sua infraestrutura e suas regiões. No Capitulo IV, a Climatologia do Estado é detalhada. O clima é determinante para quantidade e qualidade da velocidade do vento e para a radiação solar que atinge o solo. No Capítulo V, a metodologia é apresentada e os diversos produtos em forma de mapas são mostrados. Os Capítulos VI, VII e VIII tratam dos potenciais encontrados em Pernambuco. Abre-se um parêntese para detalhar as condições de aproveitamento do recurso solar e eólico no Arquipélago de Fernando de Noronha, Patrimônio Natural da Humanidade.





sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Empresa lança consórcio para microgeração solar em Pernambuco

Blue Sun aposta na modalidade de cotas em usinas de microgeração, buscando ganho de escala

Fonte:http://brasilenergia.editorabrasilenergia.com

Por Lívia Neves






A empresa pernambucana Blue Sun Brasil lançou nesta semana o programa Bandeira Azul, com objetivo de comercializar 100 MW até meados de 2018. A ideia é explorar a opção de microgeração remota de energia e as modalidades criadas a partir da resolução 687 de 2015, como a formação de consórcios, em modelos semelhantes a participações societárias, para investimento em usinas de até 5 MW. 
O plano é ter já no primeiro trimestre de 2018 três usinas em funcionamento. As primeiras usinas serão implantadas nos municípios de Arcoverde, Gravatá e Floresta, localizadas no interior de Pernambuco. Já as cidades de Itaíba e Santa Cruz receberão a segunda parte do projeto.
Cada cidade deve receber, no mínimo, cinco usinas solares. O investimento inicial será de R$ 200 milhões da Blue Sun, aplicado em infraestrutura, tecnologia e mão de obra, e R$ 400 milhões de fundos de financiamento e banco, para equipamentos.
O programa tem apoio do projeto PE Solar do Governo de Pernambuco com articulações internacionais do Programa Noronha Carbono Neutro da Secretaria de Meio Ambiente do Estado.
Como funciona
Os consumidores interessados em aderir ao programa devem adquirir uma cota nas usinas, pagando a partir de R$ 2 mil, se tornando um dos proprietários do empreendimento. A empresa aposta no ganho de escala conquistado com a construção de usinas maiores, que atenderão múltiplos clientes. Este modelo também pode ser conhecido como condomínio solar, nos moldes do que fez a Prátil (atual Enel X).
Os consumidores pagarão, no lugar da conta de energia, valores mensais para arcar com o parcelamento da usina, que deverá gerar o suficiente para compensar o consumo das unidades. Isso deve proteger os consumidores de aumentos nas tarifas de energia, inclusive aqueles ocasionados pelo acionamento de bandeiras tarifárias.
Na assinatura do contrato, o cliente pagará uma adesão que já irá custear o projeto da usina no terreno arrendado, equivalente ao valor que será pago nas parcelas seguintes. As mensalidades, no entanto, devem começar a ser pagas apenas após o início do fornecimento da energia contratada.
Portabilidade
O programa  prevê a possibilidade de que o consumidor retire sua parte na usina, após o fim do contrato assinado, desde que o novo local de instalação fique na mesma área de concessão da distribuidora, no caso, a Celpe. Outra opção é permanecer com a usina no local e pagar apenas a taxa administrativa, equivalente a 5% da energia produzida.
De acordo com o presidente da companhia, Leonardo Leão, a ideia é expandir o modelo para alem de Pernambuco. “Já estamos em negociação em outras regiões. Vamos levar esse modelo de negócio para todo o país”, afirma.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Energia renovável no Brasil: análise das principais fontes energéticas renováveis brasileiras

Fonte: Universidade de São Paulo







Sinopse

O livro “Energia Renovável no Brasil” apresenta as principais fontes de energia renovável que possuem grande potencial de participação na matriz elétrica brasileira: Energia Hidrelétrica, Solar, Eólica e Biomassa. Estabelecendo um panorama nacional e internacional, o livro realiza uma análise sobre as tecnologias e desafios relacionados ao aproveitamento de cada uma dessas fontes. Os leitores poderão aumentar sua percepção sobre os principais impactos ambientais, econômicos e sociais envolvidos na exploração dessas energias; conhecer o funcionamento, os fundamentos do dimensionamento e os principais componentes de cada sistema; se familiarizar com os incentivos governamentais e legislação pertinente; e conhecer o grande potencial que o Brasil possui com relação ao aproveitamento de suas fontes de energia renovável.