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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018



Como está a temperatura na cidade onde você nasceu???

Fonte: https://www.nytimes.com


À medida que o mundo se aquece por causa da mudança climática induzida pelo homem, a maioria de nós pode esperar ver mais dias quando as temperaturas atingem 32 graus Celsius (90 graus Fahrenheit) ou mais. Veja como sua cidade natal mudou até agora  e quanto mais quente ela pode ficar...












A ÁREA DE TERESINA provavelmente sentirá esse calor extra mesmo que os países tomem medidas para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa até o final do século, de acordo com uma análise conduzida pelo The New York Times pelo Climate Impact Lab , um grupo de cientistas do clima. economistas e analistas de dados do Grupo Rhodium, da Universidade de Chicago, da Universidade Rutgers e da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Se os países continuarem emitindo a taxas historicamente altas, o futuro poderá ficar ainda mais quente.

A projeção futura mostrada aqui supõe que os países reduzirão as emissões de acordo com as promessas originais do Acordo de Paris do mundo (embora a maioria dos países não apareça no caminho certo para cumprir essas promessas ).






PARADOXO AMERICANO: 
EXISTE OU NÃO AQUECIMENTO GLOBAL???



Os invernos nos Estados Unidos ficaram mais quentes nos últimos 30 anos, e algumas das partes mais frias do país se aqueceram mais.


Fonte:https://www.nytimes.com





Em Minnesota, os invernos entre 1989 e 2018 foram em média 3 graus Fahrenheit mais quentes, em comparação com uma linha de base do século 20, de acordo com dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica analisada pelo The New York Times. Os invernos na Flórida ficaram 1,4 graus mais quentes, em média, durante esse período.


Para cada período de 30 anos acima, os mapas mostram quanto invernos mais quentes ou mais frios estavam nos Estados Unidos contíguos, em comparação com um inverno médio para aquele local durante o século XX. Embora nem sempre pareça, invernos mais quentes se tornaram mais comuns em quase todo o país. Os aumentos de temperatura mais significativos podem ser vistos nas Grandes Planícies do Norte, uma região que se estende de Montana a Michigan.

As Grandes Planícies do Norte se aqueceram particularmente rápido, em parte por causa das condições de inverno seco típicas de lá, disse Kenneth Blumenfeld, um climatologista sênior do Departamento de Clima do Estado de Minnesota. O ar frio que se move para a área do Canadá e do Ártico também não é tão frio quanto costumava ser, disse ele.

“Em Minnesota, costumávamos chegar a 30 negativos ou 40 graus negativos com certa frequência. Mas não mais. Talvez tenhamos agora 30 negativos com a frequência que usamos para atingir 40 negativos ”, disse o Dr. Blumenfeld. Mas, acrescentou ele, essa diferença nos extremos frios pode ser difícil para as pessoas perceberem. Quando está frio, afinal, as pessoas tendem a ficar dentro de casa.

O padrão de aquecimento mostrado aqui é amplamente consistente com as tendências globais, disse Jake Crouch, cientista do ramo de monitoramento climático da NOAA. “Em geral, as latitudes do norte estão aquecendo mais rápido que as latitudes do sul. Locais interiores estão se aquecendo mais rápido que os locais costeiros. ”

Mas existem alguns padrões regionais distintos. No sudeste, de Louisiana a Alabama e Tennessee, os invernos viram muito pouco aquecimento entre 1989 e 2018, em comparação com a média do século XX. Os cientistas ligaram este “buraco de aquecimento” de inverno a padrões na circulação atmosférica que empurram o ar mais frio do inverno para a região.

As tendências locais precisam ser colocadas em um contexto mais amplo, disse Crouch. Os mesmos padrões climáticos que contribuem para uma costa leste gelada, por exemplo, também podem trazer invernos mais quentes que a média para a costa oeste e a Europa .

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Alemanha diz adeus à sua última mina de carvão

A última mina de carvão da Alemanha, na bacia do Ruhr, será fechada na sexta-feira, pondo fim à história de uma indústria-chave na Europa, que tornou possível o milagre econômico alemão.


Fonte:https://istoe.com.br/alemanha-diz-adeus-a-sua-ultima-mina-de-carvao/


A fachada da mina de carvão Prosper Haniel em Bottrop, que fecha na sexta-feira - AFP/Arquivos

Antes que os 1.500 mineiros de Prosper-Haniel pendurem seus capacetes e uniformes brancos, será montado simbolicamente um último bloco de carvão, durante uma cerimônia na presença do presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier.
“Em breve tudo isto terminará, e só restará uma grande tristeza”, disse ao jornal Bild Thomas Echtermeyer, mineiro com 30 anos de experiência.
As minas de carvão e os altos-fornos nas colinas renanas, em auge desde o século XIX, alimentaram a indústria alemã.
“Durante 150 anos, o carvão foi o principal recurso energético e a matéria-prima mais importante do país: na química, na indústria, para aquecer a casa, durante as duas guerras e em todas as negociações de pós-guerra”, comenta o historiador Franz-Josef Brüggemeier.
Nos vestiários dos mineiros tiveram origem grandes lutas sociais alemãs. As greves de 1919 e 1968, lideradas pelos poderosos sindicatos mineiros, estabeleceram as bases das primeiras políticas social-democratas na Alemanha.
Em nível europeu, foi em volta do carvão do Rhur que começou, em 1951, a integração econômica entre países ex-inimigos, com a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço.
Mas desde os anos 1960, o carvão renano está morrendo, incapaz de competir com os preços do exterior. O governo manteve o setor com enormes subsídios, incluindo um bilhão de euros em 2017.
Berlim decidiu pôr fim aos gastos em 2007 e se deu o prazo de 11 anos para se preparar para a conversão socioeconômica de sua bacia mineira.
A Alemanha deixará de extrair seu próprio carvão, mas não o abandonará. Quase 40% da rede elétrica alemã é alimentada pelo carvão em suas duas formas: a hulha e seu primo poluente e barato, o linhito.
O país tem grandes minas de linhito a céu aberto, uma delas ocupada por ativistas ambientais na Floresta de Hambach. E as usinas com carvão importado da Austrália ou da China operam plenamente, inclusive no Ruhr.
A Alemanha está embarcando em uma transição energética perigosa e precisa do carvão para apoiar a eliminação da energia nuclear, enquanto as energias renováveis apresentam problemas de transporte e armazenamento.
Por seus compromissos climáticos, frustrados pelas emissões associadas ao carvão, o governo alemão anunciará em fevereiro o esquema de seu plano para abandonar gradualmente esta fonte de energia, com limite previsto para 2050.

Toyota anuncia que produzirá no Brasil primeiro veículo híbrido flex do mundo

Fonte:https://estadodeminas.vrum.com.br/

A montadora japonesa não confirma, mas modelo que receberá um motor elétrico e outro com tecnologia flexful deverá ser o sedã Corolla, a partir do fim de 2019












Os testes de rodagem com o protótipo híbrido flex comprovaram a resistência do carro em diversos tipos de estrada


A Toyota quer obter resultados ainda melhores em eficiência com o resultado de novas combinações


De olho nas exigências e benefícios do Programa Rota 2030, que visa principalmente estímulos à produção de veículos mais eficientes, a Toyota anunciou hoje, em cerimônia em Brasília, que produzirá no Brasil, a partir do fim de 2019, o primeiro veículo do mundo equipado com um motor elétrico e outro de tecnologia flexfuel. O projeto foi desenvolvido em parceria pelas equipes de engenharia da Toyota Motor Corporation, no Japão, e da Toyota do Brasil. A montadora ainda faz mistério sobre o modelo que adotará a tecnologia híbrida exclusiva, mas é sabido que o Corolla é o candidato mais provável.
O modelo já é vendido na Europa em versão híbrida nas carrocerias hatch e perua, e por isso acredita-se que o sedã tem tudo para ser o primeiro modelo do mundo a adotar a tecnologia com o motor flex. A Toyota já fez demonstrações do inovador sistema híbrido flex com um Prius, modelo que foi lançado em 1997. A fabricante japonesa já havia revela que até 2025 todos os seus modelos terão uma versão híbrida, inclusive os “mais baratos” Etios e Yaris. Mas, antes disso, se beneficiando com a redução de impostos proporcionada pelo Rota 2030, a Toyota deverá trazer para o Brasil versões híbridas do RAV4 e do Camry, que já são comercializadas em outros mercados.
O projeto de desenvolvimento do primeiro veículo híbrido flex que será produzido no Brasil tem parceria com a União da Indústria de Cana de Açucar (Unica) e está dentro de um programa de apoio às universidades, como USP e UnB. Será o primeiro veículo híbrido equipado com motor à combustão interna flexfuel do mundo, capaz de rodar com gasolina ou etanol brasileiro ou apenas eletricidade.

De acordo com o departamento de engenharia da Toyota, “o estudo foi direcionado no sentido de extrair o potencial máximo de cada solução: alta eficiência, baixíssimos níveis de emissões e capacidade de reabsorção dos impactos de gás carbono ao usar combustível oriundo de fonte 100% renovável”.

Os testes de rodagem com um protótipo híbrido flex construído sobre a plataforma de um Prius comprovaram a resistência do carro em diversos tipos de estradas, revelando ainda que a combinação do motor elétrico com o propulsor a combustão bicombustível é eficiente.
A Toyota aproveitou a oportunidade para divulgar o Desafio Ambiental Global 2050, que visa, dentre outras coisas, reduzir os impactos negativos causados por automóveis ao meio ambiente para o mais próximo possível de zero, neutralizando a emissão de CO² até a metade do século em novos veículos, no ciclo de vida dos produtos e nas unidades industriais da Toyota de todo o mundo. A empresa pretende ainda diminuir o consumo de água, incentivar a reciclagem e estabelecer uma sociedade que esteja em harmonia e preserve a natureza.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Brasil terá 1ª usina de geração de energia por meio de esgoto e lixo orgânico (incluindo cocô!)

Fonte:http://thegreenestpost.com/



Foto: Paulo Szostak/Divulgação

O mérito é todo do Paraná: o Estado será o primeiro do Brasil a colocar em funcionamento uma usina de geração de biogás, que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos (como cocô) em eletricidade para abastecer as casas da região.
A companhia de geração de energia CS Bioenergia já possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.
A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizante para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros. É ou não é um excelente negócio?
A inspiração vem da Europa (e sobretudo da Alemanha!), onde já existem mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade por meio de resíduos orgânicos. Esta será a primeira usina do tipo no Brasil, mas espera-se que seja só o começo e ela também inspire muitas outras pelo país!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018




Geração fotovoltaica chega a 1% da matriz elétrica brasileira


ABSOLAR PROJETA: 

FONTE SOLAR LIDERARÁ MATRIZ EM 2040


Fonte: http://www.absolar.org.br                                          


A potência instalada fotovoltaica do País, impulsionada pelos:

  •  Parques solares (usinas de maior porte) e;


  •  Pela geração distribuída (produção de eletricidade no local de consumo, por consumidores menores, com painéis fotovoltaicos), 


É hoje na ordem de 1.613 MW, tendo recentemente atingido 1% de participação na matriz elétrica nacional. Porém, é esperado um salto para o setor. 

Conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em 2040 a fonte solar alcançará cerca de 126 mil MW, conquistando o posto de primeira fonte no ranking da matriz, com 32% de participação, superando a hidreletricidade, que terá 29%.

O presidente executivo da entidade, Rodrigo Sauaia, prevê que em um futuro, não muito distante, será inconcebível construir um edifício, uma residência ou um prédio público e não incluir um sistema de geração de energia solar, porque será tão barato que não fará sentido não aproveitar essa solução. No mundo, a capacidade instalada de energia solar é de 402,5 mil MW, sendo que, no ano passado, cresceu 98 mil MW. 

O presidente executivo da ABSOLAR frisa que, enquanto o uso da geração solar vem aumentando, o preço de produção vem caindo no âmbito global. Na década de 1970, 1 watts solar custava cerca de US$ 76 e atualmente esse valor baixou para em torno de US$ 0,30.

Para Sauaia, esse cenário contribui para espalhar o crescimento dessa tecnologia em países emergentes. O dirigente salienta que o século XX foi das fontes fósseis, mas o XXI será diferente, passando por uma transição energética. A expectativa é de que em 2050 cerca de 40% da capacidade instalada mundial de energia elétrica seja proveniente da fonte solar. Hoje, esse percentual é algo entre 1% a 2%, apenas.

No Brasil, a geração distribuída também tem muito espaço para se desenvolver já que representa, no momento, menos de 0,01%, da demanda local. Até novembro deste ano, a modalidade significava uma capacidade de 565,8 MW, sendo que 99,5% dos empreendimentos de geração nessa área são fotovoltaicos. O estado que mais tem aproveitado essa alternativa no País é Minas Gerais, com 103,4 MW de energia solar de capacidade em projetos de geração distribuída, seguido do Rio Grande do Sul, com 70,2 MW. Sem contar as usinas solares de maiores portes, o investimento dos pequenos consumidores em sistemas fotovoltaicos, até o momento, foi de aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Sauaia vê as oportunidades ampliarem-se com a possibilidade do uso de baterias para armazenar a energia e a utilização nos horários de maior demanda.


QUER SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO ???


VEJA O QUE DIZ O PLANO DECENAL DE 
EXPANSÃO DE ENERGIA SOBRE O TEMA:









A micro e a minigeração distribuídas (MMGD)59 foram regulamentadas no Brasil em 2012 pela ANEEL através da Resolução Normativa (REN) n° 482, que instituiu o modelo de net-metering no País. Em 2015, o regulamento foi aprimorado, de modo a tornar o processo de conexão mais célere e ampliar o acesso à geração distribuída para um número maior de unidades consumidoras. Atualmente, a resolução permite a conexão de geradores de até 5 MW na rede de distribuição, a partir de fontes renováveis de energia ou cogeração qualificada. O modelo regulatório favorável, associado à redução de custos das tecnologias de MMGD permitiu que o consumidor evoluísse de uma posição passiva para ativa no setor elétrico. Atualmente, a procura por sistemas de geração própria é alta por parte dos consumidores, que se interessam por esse modelo principalmente para reduzir suas faturas de eletricidade e para investir seu capital (Greener, 2018). De fato, nos dois últimos anos, após a atualização da regulamentação, a MMGD cresceu expressivamente no Brasil, superando as projeções, inclusive as da EPE.

Dentre as tecnologias de MMGD, destaca-se a baseada no aproveitamento solar fotovoltaico. Essa tecnologia se apresenta com maior potencial de penetração no horizonte decenal, em razão da sua modularidade, custo decrescente e difusão da tecnologia entre a sociedade. No entanto, principalmente através do modelo de autoconsumo remoto e geração compartilhada se enxerga grande potencial para a geração eólica, termelétrica e hidrelétrica. São fontes que podem apresentar custos menores que a fotovoltaica e, portanto, ganhar espaço da fonte solar.