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terça-feira, 16 de maio de 2017


Escolas públicas abastecidas por energia solar em Pernambuco 

Fonte:http://www.celpe.com.br







Cinco instituições de ensino estaduais situadas no Grande Recife serão as primeiras em Pernambuco a produzir parte da própria energia que consomem por meio de usinas solares fotovoltaicas implantadas pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).  O projeto inédito contemplará quatro escolas do ensino Médio e a Escola Politécnica, da Universidade de Pernambuco (UPE). A iniciativa integra o Programa de Eficiência Energética da Celpe, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Serão investidos mais de R$ 1 milhão nos projetos de eficientização das unidades de ensino, com prazo de entrega previsto para o final de julho. A finalidade é disseminar uma cultura de uso eficiente da energia e fomentar a utilização de fontes renováveis de geração elétrica.

Além da Poli, os painéis solares fotovoltaicos serão instalados nas Escolas Assis Chateaubriand, em Brasília Teimosa, no Recife; Alzira da Fonseca Brewel, em Jaboatão dos Guararapes; Gabriela Mistral, em Olinda e Escola Estadual São José, em Paulista. O projeto também prevê a substituição de aparelhos de ar condicionado e lâmpadas fluorescentes por outros itens de desempenho equivalente ou superior, mas de menor consumo. “O esforço da Celpe tem como objetivo assegurar a melhor utilização da energia distribuída, por meio da implantação de medidas que promovam o uso racional da energia elétrica”, ressalta o gestor de Eficiência Energética da Celpe, Daniel Sarmento.

Somadas, as usinas integradas a todo o projeto de eficientização que a Celpe está implantando nas instituições educacionais, vão resultar numa economia de aproximadamente 230 MWh/ano. A redução equivale ao consumo mensal de cerca de 150 residências.

Até o final das etapas de instalação dos equipamentos eficientes e implantação das placas fotovoltaicas, a Celpe promoverá encontros com os professores e corpo administrativo de cada escola capacitando-os a lidar com o ambiente de eficiência energética e entender o funcionamento da usina solar. A intenção é que eles multipliquem os conteúdos e criem hábitos de economia de energia que possam ser reproduzidos continuamente pelos estudantes.

HISTÓRICO – De 2008 a 2016, a Celpe investiu, através do Programa de Eficiência Energética, R$ 18,3 milhões na eficientização de 28 prédios públicos na capital e interior do Estado, promovendo com essas ações uma economia de cerca de 14.000 MWh por ano, o que equivale ao consumo de 9.000 residências.​

Plataforma online mostra quanto custa gerar energia elétrica no Brasil

Fonte:http://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/ambiente-se/plataforma-online-mostra-quanto-custa-gerar-energia-eletrica-no-brasil/













Segundo estimativas oficiais do governo, até 2025 o Brasil precisará de uma produção extra de energia de 200 terawatts-hora (TWh), ou quase um terço a mais em relação à demanda atual. Dependendo de quais tipos de energia serão escolhidos, os custos podem ser maiores ou menores, assim como as emissões de gases de efeito-estufa.

Para ajudar a população a entender o que essas escolhas podem significar para o bolso na hora de pagar a conta de luz e também para a contribuição do País ao aquecimento global, o Instituto Escolhas lança nesta sexta-feira (12) uma plataforma online que permite simular os mais diferentes cenários de composição da matriz elétrica brasileira para atender a essa demanda.

O leitor pode fazer sua própria composição dentro de sete possibilidades de energia: hidrelétrica, solar, eólica, térmica a biomassa, térmica a gás natural, térmica a carvão e nuclear. E a ferramenta informa quanto seria o investimento necessário, quanto essa composição emitiria de gás carbônico e qual seria o valor na sua conta de energia por megawatt-hora. Para este último valor, o usuário deve selecionar também a distribuidora de energia da região onde mora.

“A ideia é que as pessoas possam fazer o mix de matriz elétrica que acharem mais interessante e terem noção de qual impacto isso pode ter no orçamento do país e no próprio bolso. A pessoa pode querer só fontes renováveis ou não ligar para nada disso e querer carvão, mas com a plataforma vai saber em números o que isso significa”, explicou ao Estado Sérgio Leitão, diretor de Relacionamento com a Sociedade do Instituto Escolhas e coordenador da plataforma #Quantoé? Gerar Energia.
O Estado fez uma simulação que não resultasse em mais hidrelétricas nem em fontes sujas, com investimento de 40% em eólica, 25% solar e 35% em térmica a biomassa. O investimento seria de R$ 1,249 trilhão e a conta ao consumidor seria de 249,75 R$/MWh. Em São Paulo hoje esse custo é de R$ 224,02 R$/MWh.
Há cenários mais baratos. Um cenário com 40% de hidrelétricas, 20% de solar, 20% de eólica e 20% de térmica a biomassa demandaria um investimento de R$ 994 bilhões e o consumidor pagaria 165,60 R$/MWh.

Ambiente. O leitor também pode entender o que significam ao ambiente as diferentes fontes clicando no símbolo de exclamação (!) que aparece ao lado de cada uma. Em eólica, por exemplo, há o incômodo do barulho e o risco para bandos de aves. Por outro lado, a fonte, junto como a solar, é a que menos tem impactos ao ambiente e à população. Já as hidrelétricas, apesar de também serem consideradas uma fonte limpa, geram impactos por inundarem grandes áreas.

“Projetos de energia estão ligados aos casos de corrupção no País. Grandes hidrelétricas na Amazônia são cercadas de polêmicas por desalojarem povos indígenas. As fontes renováveis não-hídricas são cheias de predicados interessantes, mas qual é o impacto de tudo isso para o bolso do cidadão? É o que buscamos responder”, disse Leitão.

Hoje a maior fatia da matriz elétrica brasileira é de origem hidrelétrica, uma fonte renovável e limpa. Dos 581,5 terawatts-hora gerados em 2015, segundo dados do Balanço Energético Nacional, 62% vinham das hidrelétricas. Esse valor, porém, já foi maior, mais próximo dos 70%, e cai em situações de seca no País, como foi o ano de 2015.

Na ocasião, muita gente deve se lembrar que a conta de luz vinha mais alta, porque o País teve de acionar as termelétricas. Com a plataforma, é possível ver claramente o impacto que isso traz não são ao bolso, mas ao efeito estufa. Energia a carvão é a fonte mais suja que existe.

A ideia, diz Leitão, é mostrar os benefícios de uma matriz limpa e renovável. “A expectativa é que, ao saber o impacto de suas escolhas no preço da conta de luz, o consumidor entenda seu poder de controle sobre algo que parece tão distante e envolve tantos gastos bilionários”, afirmou.



Para combater aquecimento global, Suíça vai aspirar CO2 do ar (e reaproveitá-lo como adubo na produção de hortaliças)

Fonte:http://thegreenestpost.bol.uol.com.br/para-combater-aquecimento-global-suica-vai-aspirar-co2-ar-e-reaproveita-lo-como-adubo-na-producao-de-hortalicas/







Na corrida contra o tempo para combater o aquecimento global e frear o aumento da temperatura em até 2ºC até o fim deste século, como recomendado pela ONU, começam a pipocar mundo afora diferentes alternativas para reduzir e mitigar as emissões de CO2.
Na Suíça, uma opção pra lá de inusitada está causando reboliço: a empresa Climeworks vai inaugurar uma planta comercial capaz de sugar do ar o dióxido de carbono emitido por carros, aviões e trens.
Mais do que isso: a companhia vai revender o material capturado para uma fabricante de legumes e verduras, que usará o gás como fertilizante vegetal, aumentando em até 20% sua produção.
Sim, você não entendeu errado: vão adubar os alimentos com CO2! Polêmico, não?
A Climeworks garante que o processo é seguro para a saúde e que o CO2 capturado pode ser usado ainda para outras finalidades, como combustível e gaseificador de bebidas. Segundo eles, a planta suíça tem capacidade para sugar até 900 toneladas métricas de dióxido de carbono do ar – o equivalente à emissão de 200 carros populares no ano.
A unidade na Suíça é só o começo. Até o ano de 2025, os fundadores da Climeworks assumiram a ousada meta de capturar do ar o equivalente a 1% das emissões globais. Para tanto, vão precisar implementar mais 750 mil plantas como a da Suíça mundo afora. Será que a moda vai pegar?

quinta-feira, 11 de maio de 2017


Guia de Eficiência Energética










O Guia de Eficiência Energética pretende dinamizar uma série de comportamentos do dia a dia para melhor utilizarmos a energia.
 
É uma publicação com informação útil, onde se inclui: a nova etiqueta energética da U.E.; iluminação LED; as potencialidades das medidas de melhoria do certificado energético da habitação, as vantagens das Janelas com etiquetas energéticas,etc..
 
A intenção é e apresentar algumas medidas para que todos possamos contribuir com um consumo mais racional da energia e aumentar, deste modo, a eficiência global.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

BNDES capta US$ 1 bilhão em "títulos verdes" no mercado internacional

Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil







O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (9) a emissão no mercado internacional de títulos verdes, ou green bonds, no valor de US$ 1 bilhão. É a primeira vez que um banco brasileiro emite esse tipo de título no mercado internacional. A emissão foi preparada pelos bancos J.P.Morgan, Crédit Agricole e Bank of America Merrill Lynch. A demanda superou US$ 5 bilhões.
Os títulos verdes são títulos de dívida emitidos por empresas e instituições financeiras para viabilizar projetos capazes de trazer benefícios ao meio ambiente ou ainda contribuir para amenizar os efeitos das mudanças climáticas. Esse tipo de título só pode ser emitido com o objetivo público e único de viabilizar projetos sustentáveis, em um processo que passa por uma verificação feita por consultorias responsáveis em avaliar se os recursos estão sendo investidos em ações ambientais.
Essa é a primeira vez em três anos que o banco capta recursos no mercado exterior. O prazo para pagamento é de sete anos. A taxa de retorno é de 4,80% ao ano. Até agora, apenas companhias privadas brasileiras haviam captado bônus verdes no mercado externo. Os títulos serão listados na Bolsa Verde de Luxemburgo (Luxembourg Green Exchange).
O diretor da Área de Crédito e da Área Financeira e Internacional do BNDES, Claudio Coutinho, destacou a importância da captação para o banco, não só por seu tamanho, mas pela qualidade da operação. “O bônus verde mostra o compromisso do BNDES com energias alternativas, energias limpas, e é muito importante para a gente marcar essa posição que o BNDES cada vez mais vai ter com os seus qualificadores empreendimentos que sejam ambientalmente consistentes”.
Os recursos captados têm de ser usados em projetos de geração de energia eólica ou solar já existentes na carteira do banco, para refinanciar empreendimentos de usinas já aprovados, ou projetos novos que venham a ser apresentados.
Semiárido
A diretora de Infraestrutura do banco, Marilene Ramos, disse que os projetos a serem contemplados, além das suas características ambientais, são, em grande parte, implantados na região semiárida do interior nordestino, em áreas pobres que não têm muitas alternativas de geração de renda.
“A implantação desses projetos nessas regiões também é um fator de desenvolvimento econômico, de geração de renda, traz impactos sociais muito relevantes”. Marilene disse que essas questões foram levadas aos potenciais investidores estrangeiros no road-show(apresentação itinerante) promovido pelo banco na semana retrasada.
O superintendente da Área Financeira e Internacional, Selmo Aronovich, disse que a operação tinha valor inicial de US$ 500 milhões, mas as ordens apresentadas por mais de 370 investidores ultrapassaram US$ 5 bilhões, o que levou o BNDES a decidir ampliar a emissão para US$ 1 bilhão.
Segundo informou Aronovich, a distribuição foi feita para um grupo de 250 investidores. “Um terço da demanda apresentada foi de investidores especializados em finanças ambientais sustentáveis”. O diretor Claudio Coutinho deixou claro que não há, no curto prazo, nenhuma disposição do banco em fazer uma nova emissão internacional.
Aronovich disse que os recursos aplicados serão disponibilizados no site do banco, pelo menos uma vez por ano, até 2024, para comprovação junto aos investidores para quais projetos eles foram direcionados.

Eólicas

Marilene Ramos disse que no período de 2003 a 2016, o apoio do BNDES no setor de energia eólica registra aprovação de 87 operações de crédito, no total de R$ 28,5 bilhões, o que proporciona aumento de capacidade instalada de cerca de 10,7 gigawatts (GW). Para serem elegíveis para receber os novos recursos, os projetos têm que passar por uma terceira opinião independente reconhecida internacionalmente, que vai dar para os projetos um selo de qualidade tanto em termos ambientais como sociais.
De acordo com a diretora, o BNDES demonstrou aos investidores que tem projetos de energias limpas que superam o valor captado. Ela acredita que com a economia se recuperando, no futuro, haverá uma demanda maior por recursos para projetos sustentáveis. “Certamente, em outras ocasiões, nós vamos necessitar fazer captações. Já ter esses contatos, esses ritos e processos estabelecidos, tanto internamente como com nossos financiadores, isso é muito importante”.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Blog CO2Energia disponibiliza...


1) Resenha mensal de energia elétrica no Brasil ( EPE )

2) Ideias sobre meio ambiente, energia e mudanças climáticas (IEA)













segunda-feira, 8 de maio de 2017

Cientista inventa forma de desencadear fotossíntese artificial para limpar o ar


Fonte:http://hypescience.com/categoria/meio-ambiente/

Natasha Romanzoti, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.








O professor de química da Universidade da Flórida Central (EUA) Fernando Uribe-Romo encontrou uma maneira de desencadear artificialmente o processo de fotossíntese em um material sintético, transformando gases do efeito estufa em ar limpo, e produzindo energia ao mesmo tempo.
A descoberta tem um grande potencial para a criação de uma tecnologia que poderia reduzir significativamente os perigos do efeito estufa ligados à mudança climática, enquanto oferece uma maneira mais amigável ao meio ambiente de gerar energia.
Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Materials Chemistry A.

O avanço

Uribe-Romo e sua equipe de estudantes conseguiram desencadear uma reação química em um material sintético chamado de “estrutura metal-orgânica” (ou MOF, na sigla em inglês), que quebra o dióxido de carbono em materiais orgânicos inofensivos.
Pense nisso como um processo de fotossíntese artificial, semelhante à forma como as plantas convertem dióxido de carbono e luz solar em alimento. Em vez de produzir alimentos, o método de Uribe-Romo produz combustível solar.

Dificuldades

Os cientistas de todo o mundo tentam realizar essa façanha há anos. O desafio era encontrar uma maneira da luz visível desencadear a transformação química.
Os raios ultravioleta têm energia suficiente para permitir a reação em materiais comuns, como o dióxido de titânio, mas representam apenas cerca de 4% da luz que a Terra recebe do sol. A faixa visível dos comprimentos de onda representa a maioria dos raios solares, mas há poucos materiais que captam essas cores para criar a reação química que transforma o CO2 em combustível.
Os pesquisadores já testaram uma variedade de materiais, mas os que podem absorver a luz visível tendem a ser raros e caros, como platina, rênio e irídio. Logo, o custo do processo se torna proibitivo.
Uribe-Romo criou uma configuração inovadora: ele usou titânio, um metal comum não tóxico, e adicionou moléculas orgânicas que agem como antenas para “colher” a luz. As moléculas da antena, chamadas N-alquil-2-aminotereftalatos, podem ser projetadas para absorver cores específicas de luz quando incorporadas no MOF. Neste caso, os pesquisadores as projetaram para a cor azul.

Sucesso

A equipe montou um fotorreactor LED (imitando o comprimento de onda azul do sol) para testar sua hipótese. Ao alimentar a máquina com dióxido de carbono, os cientistas viram uma reação química ocorrer, transformando-o em duas formas reduzidas de carbono, formiato e formamidas (dois tipos de combustível solar).


“O objetivo é continuar a aperfeiçoar a tecnologia, para que possamos criar maiores quantidades de carbono reduzido, de forma mais eficiente”, disse Uribe-Romo.
No futuro, a equipe também quer testar se outros comprimentos de onda da luz visível são igualmente capazes de desencadear a reação.

Aplicações

Se funcionar, o processo poderia ser uma forma significativa de reduzir os gases de efeito estufa.
“A ideia seria montar estações que capturam grandes quantidades de CO2 próximas a uma usina de energia, por exemplo. O gás seria sugado para a estação, passando pelo processo e reciclando seus efeitos nocivos, e ao mesmo tempo produzindo energia de volta para a usina”, sugere.
Os pesquisadores não descartam um uso pessoal para a abordagem, também. Os proprietários podem um dia comprar telhas feitas do material, o que limparia o ar em seu bairro enquanto produz energia para alimentar suas casas.
Claro, tudo isso ainda precisa de uma certa infraestrutura para se tornar realidade. Mas já demos o primeiro passo.