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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020



Fonte:tecmundo.com.br/ciencia/150300-chineses-descobrem-transformar-chuva-energia.htm?f

Imagine se todas as chuvas de verão pudessem ser transformadas em eletricidade? Pesquisadores chineses desenvolveram uma máquina capaz de transformar apenas uma gota de chuva em 140 volts, o suficiente para acender 100 lâmpadas pequenas por um curto período de tempo.
Segundo uma pesquisa publicada na revista Nature na última quinta-feira (05), engenheiros da CityU, Universidade da Cidade de Hong Kong, estão pensando em como transformar essa força da natureza em energia com utilidades urbanas.

Inicialmente, as gotas da chuva caem sobre um eletreto, que é um material capaz de manter permanentes cargas elétricas. Em contato com essa superfície, as gotas potencializam a carga elétrica já existente. Assim, de gota em gota, a energia acumula-se e atinge um ponto de saturação. Esse processo gera uma “explosão” que, por sua vez, acende as pequenas lâmpadas.

"Nossa pesquisa mostra que uma gota de 100 microlitros (1 microlitro é igual a um milionésimo de litro) de água liberada a uma altura de 15 cm pode gerar uma tensão acima de 140 volts, e a energia gerada pode acender 100 pequenas luzes LED", explicou o professor e co-autor da pesquisa, Zuankai Wang, do departamento de engenharia mecânica da CityU.

Apesar de, efetivamente, o grupo já ter alcançado uma conversão bem-sucedida, essa “explosão” é momentânea. Isso significa que ainda não foi possível gerar um suprimento contínuo. Até que pesquisadores cheguem a essa solução, o equipamento não pode ser usado nas casas das pessoas.
Segundo o professor Zuankai Wang, os resultados iniciais da pesquisa, no entanto, podem representar uma alternativa renovável no futuro. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020



   CENÁRIO ENERGÉTICO NO BRASIL
(2019 - 2029)


Fonte: oglobo.globo.com

Em dez anos, hidrelétricas perderão espaço na geração de energia para solar e eólica

De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira, energia solar subirá de 2% para 8% da capacidade instalada
Usina Hidrelétrica de São Simão, da SPIC Brasil Foto: Divulgação
Usina Hidrelétrica de São Simão, da SPIC Brasil Foto: Divulgação


Veja aqui - Plano decenal 2019 - 2029
 O governo federal prevê uma redução da participação de usinas hidrelétricas para menos da metade da matriz energética brasileira nos próximos dez anos. Enquanto isso, a energia solar, eólica e usinas térmicas abastecidas com gás natural devem crescer. As informações constam no Plano Decenal de Expansão de Energia, que considera o horizonte 2019-2029. O documento foi lançado nesta terça-feira pelo Ministério de Minas e Energia.
O planejamento energético do país prevê a construção de mais dez usinas hidrelétricas no Brasil até 2029. Como todas as usinas são de pequeno e médio porte, a participação desse tipo de fonte na matriz energética tende a cair.

Apesar do país ainda ter um amplo potencial para gerar energia hidrelétrica, a maior parte dessa capacidade está em terras indígenas e em unidades de conservação, onde hoje não é permitido construir usinas hidrelétricas. As hidrelétriacas planejadas pelo governo estão fora dessas áreas.

A previsão do governo é que as usinas hidrelétricas deixem de responder por 58% da capacidade do país em gerar energia elétrica, e passe a ser responsável por 42% do total da eletricidade disponível no Brasil.

Por outro lado, a previsão é que a energia solar suba quatro vezes, e passe de 2% para 8%. A participação da energia eólica também deve dar um salto, de 9% para 16% da capacidade instalada no país. As usinas térmicas abastecidas com gás natural sairão de 7% para 14% do total da energia gerada no país







sábado, 8 de fevereiro de 2020


Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

Carbono verde
Em busca de uma estratégia sustentável para a obtenção em larga escala de carbono - elemento químico fundamental na produção de cosméticos, plásticos, medicamentos e diversos outros produtos - pesquisadores da Universidade de São Paulo em São Carlos criaram uma técnica inédita, que possibilita a construção de moléculas de interesse industrial por meio do aproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar.
A ideia é substituir o petróleo como fonte do carbono por fontes renováveis. Vários países estipularam como meta para as próximas décadas a substituição de 20% a 30% do carbono proveniente do petróleo por fontes consideradas verdes.
Camila Santos e seus colegas desenvolveram um composto que possui 10 átomos de carbono (C10) e apresenta potencial para ser usado na fabricação de plásticos.
Isso foi possível graças à junção de duas moléculas da valerolactona - líquido incolor obtido a partir do bagaço da cana. Cada molécula da substância possui cinco átomos de carbono.
"Usamos transformações simples e fáceis de serem reproduzidas. O método pode ser aplicado de forma rápida, robusta e com baixo custo", disse o professor Antônio Burtoloso, orientador da equipe, acrescentando que a síntese do C10 leva apenas um dia.
Reaproveitamento do bagaço da cana
De acordo com estudo divulgado em 2017 pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), o Brasil gerou 166 milhões de toneladas de bagaço na safra 2015/16. Parte da produção acaba sendo descartada e é justamente nesse ponto que o grupo da USP pretende atuar.
"Não precisamos plantar cana-de-açúcar exclusivamente para colher o bagaço. A ideia é aproveitar a parte do resíduo que acaba virando lixo como insumo para a nossa técnica," disse Burtoloso.
Esta linha de pesquisa envolve a construção de moléculas complexas e com maior valor agregado a partir de moléculas mais simples, que podem ser compradas no mercado. A possibilidade de desenvolver moléculas no laboratório contribui para a preservação ambiental quando a extração de determinada substância da natureza gera prejuízos aos recursos naturais.
Bibliografia:

Artigo: Synthesis of long-chain polyols from the Claisen condensation of λ-valerolactone
Autores: Camila S. Santos, Caio C. S. P. Soares, Adriano S. Vieira, Antonio C. B. Burtoloso
Revista: Green Chemistry
Vol.: 23
DOI: 10.1039/C9GC03343B

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020



NOVOS CAMINHOS PARA A INOVAÇÃO NO BRASIL







INOVAÇÃO E INVESTIMENTO EMPRESARIAL 

"Inovação é a criação de novos produtos ou processos de produção ou o aprimoramento significativo de produtos e processos já existentes. Esse conceito traz vários significados implícitos. O mais importante é que a inovação, como produto ou processo produtivo, precisa ser introduzida no mercado para ser uma inovação. Uma invenção ou uma nova tecnologia não é uma inovação até que se torne um produto (ou processo) colocado no mercado por uma empresa. Nesse sentido, portanto, o agente econômico responsável por realizar a inovação é a empresa, e não um indivíduo ou uma instituição de pesquisa. O segundo significado implícito importante está relacionado com a novidade. Uma inovação não precisa ser algo completamente novo. Pelo contrário, boa parte das inovações são incrementais: aprimoramentos e melhorias de tecnologias e produtos já existentes. Se do lado da produção científica o Brasil obteve alguns avanços significativos, do lado da inovação empresarial os resultados dos últimos anos não parecem ser tão expressivos. Dois indicadores são fundamentais para essa análise: o número de empresas que criam novos produtos e processos (que inovam, portanto) e o valor que essas empresas investem para criar essas inovações. Para inovar, empresas investem recursos em pessoas, equipamentos e pesquisas capazes de criar novos produtos ou processos produtivos mais eficientes. O investimento empresarial em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) é, do ponto de vista da empresa, um insumo do processo inovativo. Do ponto de vista do país, contudo, é um bom indicador de resultado das suas políticas. Efetivamente, aumentar o investimento empresarial em P&D tem sido um objetivo de políticas de inovação em vários países, justamente porque esse investimento tem o potencial de gerar mais inovações e competitividade para a economia. Além disso, o investimento em P&D por parte das empresas é necessário até mesmo para que elas sejam capazes de absorver tecnologias desenvolvidas externamente"



terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Brasil ficou 14% mais eficiente energeticamente em 13 anos






O Brasil ficou 14% mais eficiente energeticamente entre 2005 e 2018, com destaque para os setores residencial e de transportes. Os dados fazem parte do  atlas  da Eficiência Energética 2019, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na última semana. 
A eficiência energética no país é medida pelo ODEX, índice que de conservação de energia que considera a variação de indicadores de consumo e pondera em relação ao peso no consumo.



Políticas de eficiência energética (breve histórico)


Os programas governamentais brasileiros para eficiência energética datam de 1984, conforme Figura 1. O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE/1984), coordenado pelo INMETRO, foi o pioneiro. As etiquetas comparativas de desempenho energético dos equipamentos fornecem informações sobre o consumo específico dos produtos, orientando a escolha dos consumidores. Este programa, além de colaborar na educação do cidadão, estimula a fabricação de produtos com maior nível de eficiência energética. O número de equipamentos inclui sistemas fotovoltaicos, veículos leves e edificações.. 





Comparação da renovalibidade da matriz brasileira:
 (com o mundo e países da OCDE)


terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Fonte:https://www.saberatualizadonews.com


Em um estudo de revisão publicado no periódico Bulletin of Science, Technology & Society (1), o pesquisador Norte-Americano James Powell - em associação com o National Physical Science Consortium (uma organização sem fins lucrativos nos EUA composta pelas principais universidades, laboratórios, corporações e agências governamentais voltadas para o ensino superior no campo das Ciências Físicas) - mostrou que o consenso entre os cientistas atestando o aquecimento global antropogênico como um fato científico cresceu para 100%, baseado na análise de 11602 artigos revisados por pares sobre as mudanças climáticas publicados nos primeiros 7 meses de 2019. As evidências acumuladas até o momento são inegáveis: as atividades humanas estão impactando perigosamente o clima global, em particular devido às crescentes emissões de gases estufas e consequente exacerbação do efeito estufa atmosférico.
Desde que Manabe & Wetherald (1967) mostraram via um simples modelo computacional que ao se dobrar a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera a temperatura global subiria em cerca de 2°C (menor do que as atuais estimativas, mas não por muito), as evidências corroborando a Teoria do Aquecimento Global Antropogênico (AGA) rapidamente se acumularam nas décadas seguintes. A partir da década de 1970, um primeiro consenso entre os cientistas climáticos emergiu defendendo que a AGA era real e preocupante. A preocupação científica alcançou o nível governamental, o que culminou na primeira e famosa Convenção-Quadro sobre o Clima, evento que foi sediado no Rio de Janeiro, em junho de 1992. E o objetivo do encontro: "Alcançar a estabilização das concentrações de gases estufas na atmosfera a um nível que preveniria perigosas interferências antropogênicas com o sistema climático."

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(2) Leitura recomendada: Modelos climáticos e as Nuvens: Por que os negacionistas insistem nessas teclas?

Mas como ações para frear as emissões de gases estufas, especialmente CH4 e CO2, batem de frente com a poderosa indústria dos combustíveis fósseis, uma pesada campanha de negacionismo climático começou a ser fomentada e financiada, apoiada especialmente em cientistas céticos quanto à realidade da AGA. À medida que os argumentos dos cientistas céticos foram sendo derrubados, restaram apenas os negacionistas, os quais começaram a usar pseudo-ciência para sustentar ideologias pessoais ou ideias ultrapassadas. Com a atividade solar mostrando-se totalmente não associada com o aquecimento global do pós-industrial no decorrer do século XXI, "argumentações" ridículas começaram a emergir dos negacionistas climáticos, como a ideia de que o efeito estufa atmosférico não existiria. Nos últimos anos, nenhum trabalho científico negando a AGA foi publicado em periódicos de alta qualidade, como a Nature e a Science. Estudos de revisão em 2013 e em 2016 encontraram consensos entre cientistas climáticos ativos (publicando trabalhos científicos na área) sobre a AGA que aumentou de 97% para 99,94%.
Nesse sentido, no novo estudo, foram analisados 11602 artigos científicos revisados por pares publicados de 1 de janeiro de 2019 até o início de Agosto sobre 'aquecimento global' e 'mudanças climáticas', através do banco de dados do Web of Science. Enquanto alguns poucos trabalhos científicos questionavam o quão acurado eram as previsões da teoria AGA, nenhum a rejeitou ou usou as incertezas associadas para rejeitá-la. O acumulado de trabalhos - especialmente aqueles publicados em periódicos de grande impacto - não deixou dúvidas: não existe mais espaço para o negacionismo. A velha desculpa do "Não existe consenso!" não vale mais. A AGA é um fato científico, e isso precisa ficar bem claro para a população.

(1) Publicação do estudo: SAGE