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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Fazendas solares no mar podem neutralizar CO2 emitido por veículos



Ilhas solares flutuantes formariam grandes fazendas no mar que neutralizariam todo o CO2emitido pelo setor de transporte no mundo todo. [Imagem: Novaton]


Reciclagem de CO2
Os combustíveis líquidos baseados no carbono - os conhecidos hidrocarbonetos derivados do petróleo, por exemplo - continuarão a desempenhar um papel importante no futuro, apesar dos esforços internacionais para reduzir seu uso.
Por isso, parece sensato recuperar o CO2 (dióxido de carbono) do ambiente e usá-lo novamente, assim como já fazemos com papel, latas e vidro.
Então, por que não declarar o mais famosos dos gases do efeito estufa também um produto de reciclagem?
Um grupo de pesquisadores da Suíça e da Noruega fez os cálculos necessários para viabilizar essa ideia e mostrou que "ilhas solares de metanol" poderiam produzir combustível suficiente a longo prazo para tornar neutras - em todo o mundo - todas as emissões de CO2 geradas pelos derivados de petróleo usados no setor de transporte.
Ilhas solares de metanol
A proposta é que a energia solar seja utilizada para produzir hidrogênio (H2) a partir da água do mar. O gás seria então convertido em metanol no próprio local usando CO2 também extraído da água do mar. Para isso, os pesquisadores analisaram em detalhes um cenário ainda hipotético, mas que já fornece a base para uma possível implementação.
A ideia se fundamenta em ilhas solares, ou seja, plataformas flutuantes equipadas com painéis fotovoltaicos. Como a energia solar não pode ser armazenada ou transportada de lá de forma viável, uma usina de energia solar no mar não faz sentido. Mas metanol líquido (CH3OH) e metano gasoso (CH4) podem ser produzidos a partir do dióxido de carbono e do hidrogênio. E tudo está disponível no oceano.
Já existem usinas de energia convertendo hidrogênio e CO2 em combustível. Surge, portanto, a questão: por que levar tudo para o mar? Por que não extrair CO2 do ar atmosférico, como estão fazendo vários projetos já em andamento?
A resposta é simples, diz a equipe: O espaço necessário para um suprimento mundial de combustível seria enorme.
Outras equipes já propuseram a implantação de fazendas solares marinhas  para suportar plantas de dessalinização da água, extração de biomassa marinha,parques aquáticos e até residências.[Imagem: TU Wien]

Fazendas de energia oceânicas
"Uma área de cerca de 170.000 km2 seria necessária para produzir a demanda anual do setor de transporte de carga global," explica Andreas Borgschulte, do Laboratório Federal Suíço de Ciência e Tecnologia dos Materiais (EMPA). "Isso poderia ser melhor alcançado por sistemas de energia solar no mar, uma área anteriormente não usada que não pertence a ninguém. O CO2 também pode ser extraído do ar no mar, mas uma alternativa atraente - e ainda óbvia - seria usar a concentração aproximada de 125 vezes mais alta de CO2 da água do mar para a 'colheita de dióxido de carbono'."
No entanto, essas "ilhas de metanol" teriam seu preço: A construção de uma usina química no oceano custaria cerca de US$ 90 milhões, segundo os cálculos da equipe. Essa fazenda de energia oceânica consistiria em cerca de 70 ilhas fotovoltaicas com um diâmetro de cerca de 100 m2 cada uma e um navio com as plantas de eletrólise e síntese. Isso resultaria em uma área total de cerca de 550.000 m2.
Mas uma única fazenda solar estaria longe de ser suficiente para alcançar um saldo zero de CO2 no setor de transporte mundial. A equipe calculou isso também, e concluiu que seriam necessárias 170.000 dessas ilhas para reciclar todo o CO2 emitido atualmente pelo setor de transporte.
A equipe concorda que é um objetivo utópico, mas acredita que é uma utopia que vale a pena perseguir. "Grandes ideias são necessárias - pequenas soluções atendem apenas pequenas partes do mundo, mas não todas," disse Borgschulte.

SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Fazendas solares no mar podem neutralizar CO2 emitido por veículos. 11/07/2019. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=fazendas-solares-no-mar. Capturado em 18/07/2019. 
Bibliografia:

Artigo: Renewable CO2 recycling and synthetic fuel production in a marine environment
Autores: Bruce D. Patterson, Frode Mo, Andreas Borgschulte, Magne Hillestad, Fortunat Joos, Trygve Kristiansen, Svein Sunde, Jeroen A. van Bokhoven
Revista: Proceedings of the National Academy of Sciences
DOI: 10.1073/pnas.1902335116

Expandindo a transição:
 a mobilidade elétrica



MAIO / 2019


O Global EV Outlook é uma publicação anual que identifica e discute desenvolvimentos em mobilidade elétrica em todo o mundo. Ele é desenvolvido com o apoio do membros da Iniciativa de Veículos Elétricos (EVI).
Combinando análise histórica com projeções até 2030, o relatório examina as principais áreas de interesse como veículo elétrico e implantação de infra-estrutura de carregamento, custo de propriedade, uso de energia, emissões de dióxido de carbono e demanda de material de bateria. 
O relatório inclui adoção de políticas e  recomendações que incorporam a aprendizagem dos mercados pioneiros para informar os decisores políticos e partes interessadas que consideram estruturas de políticas e sistemas de mercado para veículos elétricos.
Esta edição apresenta uma análise específica do desempenho de carros elétricos e competindo opções de trens elétricos em termos de emissões de gases de efeito estufa ao longo do seu ciclo de vida. Além disso, discute os principais desafios na transição para mobilidade elétrica e soluções que são bem adequadas para resolvê-los. Isso inclui o desenvolvimento de custos de veículos e baterias; cadeia de oferta e valor sustentabilidade dos materiais da bateria; implicações da mobilidade elétrica para sistemas de energia; receita do governo de impostos; e a interação entre opções de mobilidade elétrica ( compartilhada e automatizada)

Campanha EV30 @ 30

Atualização: 27 de maio de 2019 - Vancouver, Canadá
(Lançamento inicial: 8 de junho de 2017 - Pequim, China)

A oportunidade

A eletrificação do transporte pode ajudar a facilitar a transição para um sistema de energia limpa. Elétrico veículos ajudam a diversificar a energia necessária para mover pessoas e bens graças à sua confiança em o amplo mix de fontes de energia primária usado na geração de energia, melhorando consideravelmente a energia
segurança. Graças à sua capacidade de armazenamento, eles podem apoiar a absorção de eletricidade limpa, permitindo uma maior utilização de energias renováveis ​​variáveis ​​na produção de eletricidade.
Se associado à descarbonização do setor elétrico, os veículos elétricos também têm grande potencial para contribuir para manter o mundo no caminho certo para atingir as metas climáticas.
A mobilidade elétrica vem com emissões de escape zero ou muito baixas dos poluentes do ar locais e menor ruído, e, por ser um dos clusters mais inovadores para o setor automotivo, pode fornecer um grande impulso à competitividade econômica e industrial, atraindo investimentos, especialmente em países com grande potencial para uma aceitação significativa do mercado.

Alvo

A campanha EV30 @ 30 visa aproveitar essas oportunidades para apoiar o mercado para veículos elétricos de 2 e 3 rodas, carros elétricos de passageiros, vans comerciais leves, ônibus e caminhões
(incluindo veículos com baterias, elétricos, híbridos plug-in e células de combustível), de acordo com prioridades e programas do país.

Objetivo

A campanha EV30 @ 30 estabelece uma meta coletiva de atingir 30% de participação de vendas de eletricidade veículos até 2030.
Este será também o ponto de referência contra o qual o progresso alcançado em todos os membros

A Iniciativa de Veículos (EVI) será medida (ou seja, o total de vendas de veículos elétricos em todos os países EVI / total de
vendas de veículos em todos os países EVI). Pode ser alcançado através de ações que diferem entre os modos e jurisdições.
Governos endossantes mostrarão liderança ao estabelecer políticas para ajudar esse objetivo a se tornar uma realidade, e orientará seus ministérios a se engajarem através da EVI para relatar o progresso e compartilhar melhor práticas.
Outras organizações e empresas privadas que apóiam a campanha EV30 @ 30, devem contribuir para a realização deste objetivo através de suas próprias atividades e operações.

Implementando ações

A campanha EV30 @ 30 inclui várias ações de implementação:

 apoiar a implantação de carregadores e acompanhar seu progresso,

 galvanizar os compromissos dos setores público e privado para a contratação de veículos elétricos frotas de empresas e fornecedores;

 ampliar a pesquisa de políticas e o intercâmbio de informações;

 apoiar os governos que necessitam de políticas e assistência técnica por meio de treinamento e capacitação; e

 estabelecer o Programa Global de Cidades Piloto de EV, com o objetivo de alcançar 100 cidades mais de cinco anos.

Japonesa Shizen Energy investe no exterior pela primeira vez, e foco é o Brasil


Com dois projetos pilotos em Brasília, companhia japonesa vê Brasil como mercado promissor para investimentos em energia renovável


A geração de energia através de fontes mail limpas que a dos fósseis, tem chamado muito a atenção de investidores estrangeiros para o Brasil e desta vez, o interessado é o Japão.
A japonesa Shizen Energy, que está investindo pela primeira vez fora da Ásia, está investindo muito no Brasil. O alvo agora é a energia fotovoltaica.

A companhia já tem dois projetos em teste, na capital federal, visando avaliar o comportamento do mercado local e a partir daí, dependendo dos resultados, investir cerca de US$ 250 milhões de seu capital, em grandes projetos de geração solar.
Os dois projetos de geração tem capacidade de 1 megawatt (MW) cada, mas a Shizen Energy tem o objetivo de atingir cerca de 60 MW em operação até o fim do ano que vem.
Esta planta da empresa no Brasil, está localizada no núcleo rural de Capão Seco, em Paranoá e fornecerá energia para a população de Brasília e cidades satélites.
As obras começaram em janeiro deste ano e as usinas entrarão em operação esta semana com uma cerimônia   aconteceu em  15/07 na presença de representantes da Shizen Energy do Japão e do Espaço Y Engenharia e Empreendimentos, clientes e parceiros.

sexta-feira, 12 de julho de 2019


PLANO DECENAL DE EXPANSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 2027











" Conforme indica este Plano Decenal, a parcela renovável da matriz energética atingirá 48% ao final do horizonte decenal, ao passo que 86% da oferta de energia elétrica será oriunda de fontes renováveis. Para suprir o crescimento da demanda por energéticos e ao mesmo tempo manter o caráter renovável da nossa matriz, são esperados investimentos da ordem de R$ 1,8 trilhão no período 2018–2027. Apesar das projeções animadoras, muito ainda temos a fazer para executar as ações necessárias para manter o Brasil na liderança do campo do desenvolvimento sustentável. "

O PDE 2027 trabalha com qual a perspectiva de crescimento da economia? Qual cres-cimento populacional? O setor de serviços vai liderar o crescimento setorial? No capítulo 1 são apresentadas as premissas gerais do documento, como as perspectivas sociodemo-gráficas, macroeconômicas e setoriais agregadas. Analisam-se ainda quais as condições para um crescimento maior da economia brasileira do que aquele apresentado no estudo no horizonte até 2027..


















quinta-feira, 20 de junho de 2019

Energia solar, eólica e baterias devem atrair $10 trilhões até 2050


Mix de geração de energia elétrica global
Fonte: BloombergNEF



O baixo custo da energia renovável e baterias pode colocar o mundo em uma trajetória compatível com o limite de 2 graus Celsius na próxima década. Permanecer neste caminho a partir de 2030 será outro desafio.
Reduções significativas nos custos de tecnologias de energia eólica, solar e baterias resultarão em uma rede alimentada quase pela metade pelas duas fontes de energia renovável com maior crescimento até 2050, de acordo com as últimas projeções da BloombergNEF (BNEF). No relatório New Energy Outlook 2019 (NEO), BNEF projeta que estas tecnologias garantirão que – pelo menos até 2030 – o setor de energia elétrica fará sua parte para impedir que a temperatura global aumente em mais de 2 graus Celsius.
Todo ano, o NEO compara os custos entre tecnologias de energia elétrica por meio de uma análise do custo nivelado de eletricidade. Este ano, o relatório conclui que, em aproximadamente dois terços do mundo, a energia eólica ou solar agora representam a opção mais barata para adicionar nova capacidade de geração de energia elétrica.
A demanda de eletricidade deve aumentar 62%, resultando em um aumento de quase o triplo da capacidade de geração global entre 2018 e 2050. Isto irá atrair US$13.3 trilhões em novos investimentos, dos quais US$5.3 trilhões serão direcionados para plantas eólicas e US$4.2 trilhões para plantas solares. Além dos gastos com novas usinas geradoras, US$840 bilhões serão investidos em baterias e US$ 11.4 trilhões para expansão da rede elétrica.
NEO começa analisando as tendências tecnológicas e os preços de combustíveis para construir uma visão de menor custo para o setor elétrico em evolução. Os resultados mostram o papel do carvão no mix global de energia caindo de 37% hoje para 12% até 2050, enquanto o uso de petróleo como fonte de geração de energia elétrica é praticamente eliminado. A energia eólica e solar crescem de 7%, da geração de hoje, para 48% em 2050. As contribuições da energia hidrelétrica, gás natural e nuclear permanecem aproximadamente niveladas em uma base percentual.
Matthias Kimmel, analista líder do NEO 2019, disse: “Nossa análise do sistema elétrico reforça uma mensagem importante presente nas edições anteriores do NEO – que módulos fotovoltaicos solares, turbinas eólicas e baterias de íons de lítio devem continuar em curvas agressivas de redução de custos, de 28%, 14% e 18%, respectivamente, para cada duplicação da capacidade global instalada. Em 2030, a energia gerada ou armazenada e distribuída por essas três tecnologias irá reduzir a eletricidade gerada por usinas existentes a gás e carvão em quase todos os lugares.”
O crescimento projetado de energias renováveis até 2030 indica que muitos países podem seguir uma trajetória na próxima década que possibilite manter o aumento da temperatura mundial no limite de 2 graus ou menos, e isso é possível mesmo sem subsídios diretos adicionais para tecnologias existentes, como solar e eólica.
“Os dias de subsídio direto, como a necessidade do mecanismo de ‘feed-in tariffs’, estão chegando ao fim”, disse Elena Giannakopoulou, chefe de economia de energia da BNEF. “Entretanto, para alcançar este nível de transição e descarbonização, serão necessárias outras mudanças de políticas energéticas – ou seja, a reforma dos mercados de eletricidade para garantir que a energia eólica, solar e baterias sejam remuneradas adequadamente pela contribuição à rede. NEO é fundamentalmente agnóstico em relação a políticas públicas, mas supõe que os mercados operam de forma racional e justa para permitir que fornecedores com o custo mais baixo ganhem.”
A Europa irá descarbonizar sua rede mais rápido que outras regiões, com 92% de sua eletricidade fornecida por renováveis em 2050. Particularmente, as principais economias da Europa Ocidental já estão em uma trajetória de descarbonização significativa, graças ao preço do carbono e forte apoio de políticas energéticas. Os EUA, com sua abundância de gás natural barato, e a China, com sua frota moderna de usinas a carvão, seguem em um ritmo mais lento.
A China vê o pico das emissões de seu setor de energia em 2026, e uma diminuição para menos da metade nos próximos 20 anos. A demanda de eletricidade da Ásia irá mais que dobrar até 2050. Com US$5,8 trilhões, toda a região da Ásia-Pacífico representará quase metade de todo o novo capital gasto globalmente para atender essa demanda crescente. China e Índia juntas representam uma oportunidade de investimento de US$4,3 trilhões. Nos EUA, US$1,1 trilhão serão investidos em nova capacidade de energia elétrica, com energias renováveis mais que dobrando sua participação na geração, chegando a 43% em 2050.
De acordo com o relatório NEO deste ano, as perspectivas são mistas para as emissões globais e manutenção do aumento da temperatura até 2 graus ou menos. Por um lado, a adição de energia solar, eólica e baterias colocará o mundo em uma trajetória compatível com esses objetivos pelo menos até 2030. Por outro lado, muito mais precisará ser feito além desta data para manter o mundo nesta trajetória do limite de 2 graus.
Um dos motivos é que a energia eólica e solar, com a ajuda de baterias, será capaz de atingir 80% do mix de geração de eletricidade em vários países até a metade do próximo século, mas ultrapassar esta marca será difícil e exigirá a colaboração de outras tecnologias, como a captura e armazenamento de carbono, energia nuclear, biogás e hidrogênio verde.
O diretor do NEO, Seb Henbest comentou: “Nossa análise sugere que governos precisam fazer duas coisas diferentes – uma é garantir que seus mercados sejam amigáveis com a expansão da energia eólica, solar e de baterias de baixo custo; e a outra é apoiar pesquisas e implantar antecipadamente essas outras tecnologias, para que possam ser aproveitadas em escala a partir dos anos 2030.”
No NEO de 2019, a BNEF considera pela primeira vez a eletrificação de 100% do transporte rodoviário e calefação de edifícios residenciais, conduzindo uma expansão significante do papel da geração de energia elétrica.
De acordo com esta projeção, a demanda geral de eletricidade cresceria em um quarto em relação a um futuro no qual o transporte rodoviário e calefação residencial seriam eletrificados apenas o assumido no cenário principal do NEO. A capacidade total de geração em 2050 teria que ser o triplo da instalada hoje. Em geral, a eletrificação da calefação residencial e transporte reduziriam as emissões em toda a economia, deixando de emitir 126GtCO2 entre 2018 e 2050.

       Emissões de CO2 do setor de energia elétrica global


quarta-feira, 12 de junho de 2019

A queda dos custos de energia renovável abre caminho para uma maior ambição climática

Novo relatório da IRENA sobre custos para energia renovável reafirma as energias renováveis ​​como solução de baixo custo para impulsionar a ação climática global







Os custos de energia eólica terrestre e solar fotovoltaica entre três e quatro centavos de dólar dos EUA por quilowatt / hora já são possíveis em áreas com bons recursos e permitindo estruturas regulatórias e institucionais. Por exemplo, os preços de leilão recordes para a energia solar fotovoltaica no Chile, México, Peru, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tiveram um custo nivelado de eletricidade de apenas três centavos de dólar por quilowatt / hora (US $ 0,03 / kWh). 

A eletrificação com base em energias renováveis ​​competitivas em termos de custo é a espinha dorsal da transformação de energia e uma solução chave de descarbonização de baixo custo em apoio aos objetivos climáticos estabelecidos no Acordo de Paris. 







Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 29 de maio de 2019 - A energia renovável já é a fonte de eletricidade mais barata em muitas partes do mundo atualmente, segundo o último relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). O relatório contribui para a discussão internacional sobre o aumento da ação climática em todo o mundo, antes da reunião preparatória global de Abu Dhabi para a Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas em setembro.
Com os preços em queda, a vantagem de custo das energias renováveis ​​se estenderá ainda mais, dizem os Custos de Geração de Energia Renovável em 2018 , com  base em uma análise abrangente dos dados de projetos em todo o mundo. Isso fortalecerá o business case e solidificará o papel das energias renováveis ​​como o motor da transformação global de energia. 

“O poder renovável é a espinha dorsal de qualquer desenvolvimento que tenha como objetivo ser sustentável”, disse o diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera. “Devemos fazer tudo o que pudermos para acelerar as energias renováveis, se quisermos cumprir os objetivos climáticos do Acordo de Paris. O relatório de hoje envia um sinal claro para a comunidade internacional: A energia renovável fornece aos países uma solução climática de baixo custo que permite a expansão de ações. 

“Para aproveitar totalmente a oportunidade econômica das energias renováveis, a IRENA trabalhará em estreita colaboração com nossos membros e parceiros-chave para facilitar soluções locais e ações coordenadas que resultarão em projetos de energia renovável.” 

Os custos para tecnologias de energia renovável caíram para um recorde baixo no ano passado. O custo médio ponderado global da eletricidade proveniente de energia solar concentrada (CSP) diminuiu 26%, bioenergia 14%, energia solar fotovoltaica (PV) e energia eólica onshore em 13%, energia hidroelétrica em 12% e energia eólica geotérmica e offshore em 1%. respectivamente. 

As reduções de custos, particularmente para as tecnologias de energia solar e eólica, devem continuar na próxima década, segundo o novo relatório. De acordo com o banco de dados global da IRENA, mais de três quartos da energia eólica onshore e quatro quintos dos projetos solares fotovoltaicos que serão comissionados no próximo ano produzirão energia a preços mais baixos do que as opções mais baratas de carvão, petróleo ou gás natural. Crucialmente, eles estão dispostos a fazê-lo sem assistência financeira.


segunda-feira, 10 de junho de 2019


Plástico e Clima

Os custos ocultos de um planeta de plástico


Fonte: https://www.greenbiz.com



(Centro de Direito Ambiental Internacional, Projeto de Integridade Ambiental, Aliança FracTracker, Aliança Global para Alternativas de Incineração, 5 Giros e Partir do Plástico) descobre que a produção e incineração de plástico produzirão mais de 850 milhões de toneladas métricas de emissões de GEE em 2019, ameaçando nossa capacidade de cumprir as metas climáticas globais. O relatório também descobriu que a produção e o descarte de plásticos poderiam gerar 56 gigatoneladas de emissões até 2050, o equivalente a 14% do orçamento total de carbono remanescente da Terra.