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segunda-feira, 27 de maio de 2019


O Fim de uma era

Antes responsável pelo abastecimento integral do Nordeste, o Complexo de Paulo Afonso tem papel secundário na região, impactado hidrologia e avanço de outras renováveis, como eólica e solar


“Paulo Afonso/Se ligarem mais um fio/Você ilumina o Rio/São Paulo e Toda a nação”. O baião-exaltação “Paulo Afonso”, de Gordurinha, gravado em 1959 por Ary Lobo, não foi o primeiro sucesso homenageando o aproveitamento hidrelétrico em larga escala da cachoeira de Paulo Afonso, entre Bahia e Alagoas. Em 1955, Luiz Gonzaga já lançara, com o mesmo título, a parceria dele com Zé Dantas em que homenageavam a inauguração, em janeiro daquele ano, da usina “Paulo Afonso I” (PA I), de 180 MW – a primeira das cinco hidrelétricas que formariam o Complexo Paulo Afonso, de capacidade total de 4.279,6 MW e que é o terceiro maior aproveitamento hidrelétrico exclusivamente brasileiro, atrás apenas de Belo Monte (11.233 MW) e Tucuruí (8.000 MW).
Apesar da grandiosidade na época, o complexo opera, hoje, basicamente duas usinas. Na quarta-feira (22/5), foram gerados apenas 780,45 MW, concentrados na usina Paulo Afonso IV, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O volume corresponde a 18,24%% da capacidade nominal do complexo e a 7,16% da carga demandada pela região Nordeste naquele dia, de 10.903 MW. As usinas 1, 2 e 3 do complexo, além da “Apolônio Sales” (Moxotó), estão paradas desde 2014, com o giro esporádico e alternado das turbinas apenas para tarefas de manutenção.
O arrefecimento da sua principal atividade econômica preocupa o município baiano de Paulo Afonso, de 120 mil habitantes, hoje em busca de novas vocações.
No final da década de 1970, a região Nordeste podia ser integralmente abastecida por Paulo Afonso. Em 1999, de acordo com o ONS, a carga média do Nordeste era de 5.663 MW, menor do que a capacidade instalada de Paulo Afonso somada à vizinha hidrelétrica Luiz Gonzaga (Itaparica), que era de 5.759,2 MW.
Com Sobradinho, a montante, e Xingó, a Jusante, a capacidade instalada das usinas no rio São Francisco, na área que tem o epicentro na cidade Paulo Afonso, concentra turbinas capazes de gerar a plena carga 9.971,5 MW. O problema é que não há água no São Francisco para girar todas essas turbinas, na hipótese de elas estarem prontas a operar simultaneamente.
O somatório da seca severa que atingiu a bacia do São Francisco a partir de 2012 – que ainda persiste em escala menor -, a demanda por outros usos da água do rio e a crescente opção por fontes alternativas e até mais limpas que a hídrica do ponto de vista ambiental, especialmente a eólica, mudou radicalmente o mapa da produção energética nordestina. No mesmo dia 22/5, a geração eólica foi de 4.238 MW, mais de 38,9% da carga total. Já a geração hidrelétrica do Nordeste no mesmo dia foi de apenas 2.503 MW, já computados 188,83 MW gerados pela usina Presidente Castelo Branco (Boa Esperança), no Piauí.
De acordo com dados da Chesf, o pico de produção do Complexo Paulo Afonso foi em 2007, com 20.006.903 MWh. O diretor de Operações da Chesf, João Henrique Franklin, justifica a queda brusca na produção em função da hidrologia desfavorável da bacia do rio São Francisco a partir de 2013. “Desde 2013, a bacia do rio vem apresentando um quadro hidrológico bastante desfavorável, que tornou necessária a flexibilização, em caráter temporário, da vazão mínima de restrição a ser praticada pelos reservatórios de Sobradinho e Xingó”, explica.
Essa situação na redução gradativa da vazão de restrição mínima de 1.300 m³/s até chegar a 550 m³/s, ocasionando diminuição na geração de energia elétrica fornecida pelas usinas operadas pela Chesf. Além disso, optou-se por manter fluindo o rio apenas onde se localiza a usina Paulo Afonso IV por apresentar melhor rendimento em relação às demais usinas do complexo. Ou seja, utiliza menos água para gerar a mesma quantidade de energia elétrica.
Papel secundário
Em termos de custos e de remuneração, em 2018, as quatro usinas que estão paradas tiveram custo de manutenção total de R$ 12 milhões. Este valor, no entanto, não representa prejuízo para a Chesf, uma vez que, desde 2013, com a Lei nº 12.783, as usinas estão no regime de cotas estabelecido para as hidrelétricas que anteciparam a renovação de suas concessões. Com isso, recebem uma remuneração fixa mensal, gerando ou não, desde que estejam disponíveis para atender às necessidades do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Na prática, o complexo Paulo Afonso, com exceção da usina IV, já opera como fazem as termelétricas, ligadas apenas quando requisitadas. A diferença é que nas hidrelétricas nordestinas, dependendo do momento, pode não haver combustível (água) para acioná-las. Embora tenha como prioridade atender outras demandas mais essenciais, como o abastecimento humano e animal, a política adotada pela ANA, em comum acordo com outros órgãos e entidades intervenientes, busca o enchimento dos reservatórios de Três Marias (MG) e Sobradinho (BA) a fim de contribuir também para viabilizar o acionamento das usinas de Paulo Afonso quando houver necessidade.
O diretor geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, entende que o futuro das usinas hidrelétricas do São Francisco é inverterem o papel com as térmicas, hoje moduladoras de um sistema que tem na base as hidrelétricas. Embora as hídricas continuarão por muito tempo atuando como base, uma vez que ainda representam mais de 60% da capacidade de geração total do país, o executivo acredita que, no Nordeste, o cenário pode mudar à medida que o gás do pré-sal assegure combustível para as térmicas. A tendência, diz ele, é que o papel de modulação para a intermitência das eólicas fique com as hidrelétricas. Barata prevê que essa reversão comece a ocorrer entre 2023 e 2024, quando vencem as concessões das térmicas a óleo, mais poluentes.
Essa avaliação do diretor do ONS é consensual. José Henrique Franklin, da Chesf, acredita que as usinas operadas pela companhia no rio São Francisco podem ser solução viável para esse sistema de back-up.
“[A Chesf] não vislumbra o desmonte das usinas do Complexo de Paulo Afonso. No entanto, com a crescente expansão da geração eólica e solar na matriz energética da região Nordeste, se faz necessária a implementação de um sistema de geração firme de ‘back-up’ e de equipamentos que possam fazer a regulação do sistema elétrico e as hidrelétricas operadas pela empresa podem ser essa solução”, observa.
O desafio, entretanto, é definir uma base regulatória para a remuneração pela prestação deste tipo de serviço pelos agentes de geração, diz o executivo.
Para José Almir Cirilo, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ex-secretário de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, hoje, o país já dispõe de novas formas de geração de energia, como a eólica e a solar, mas não é possível criar soluções para “gerar água”, o que coloca a energia produzida pelas hidrelétricas do São Francisco como recurso de reserva.
“Há 20 anos era impensável dispensar o São Francisco da geração de energia. Com a revolução eólica, mesmo não sendo uma energia firme, é possível guardar a hidráulica”, avalia.
Há ainda o papel da energia solar no futuro da matriz elétrica nordestina, segundo Cirilo. “Alguns ainda pensam que é caro, mas começou custando R$ 270/MWh e agora está um pouco acima de R$ 100/MWh.”
No último dia 22, por exemplo, a geração solar no Nordeste foi de 252 MW, um pouco menos do que a capacidade nominal de hidrelétrica de Boa Esperança (272 MW).





quinta-feira, 23 de maio de 2019




Energia limpa

Participação de sol e vento na energia elétrica sobe 20 vezes em 10 anos no Brasil.

Fonte: https://economia.uol.com.br/reportagens-especiais/estados-producao-energia-solar-eolica/index.htm#campeoes-da-energia-limpa




p/:LUCAS GABRIEL MARINS


Em abril deste ano, o país alcançou a marca de 15 mil megawatts (MW) de potência instalada (capacidade de geração) de energia eólica (do vento), o equivalente à usina de Itaipu, segunda maior hidrelétrica do planeta. No mesmo mês, a energia solar também chegou ao seu maior patamar, com pouco mais de 2.000 MW. Com isso, a energia gerada pelos ventos e pela irradiação solar já representa 10% da matriz elétrica nacional, composta pelo conjunto de fontes disponíveis para a produção de eletricidade. Isso representa uma alta de 20 vezes em relação a dez anos, quando o percentual era de 0,5%, segundo o Anuário Estatístico da Energia Elétrica. A reportagem do UOL conversou com representantes do setor para saber quais estados brasileiros são os campeões da geração de energia eólica e solar.


Os bons ventos do Nordeste 

O Brasil tem 600 parques eólicos e 7.500 aerogeradores (turbinas eólicas), segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). O Nordeste, sozinho, é responsável por cerca de 80% da energia eólica gerada em todo país. O estado líder na produção é o Rio Grande do Norte (foto). 
Entre os cinco estados que lideram na energia eólica, quatro são do Nordeste:

  1. Rio Grande do Norte: com capacidade de 4.066 MW e 151 usinas 
  2. Bahia: com 3.951 MW e 153 usinas 
  3. Ceará: com 2.045 MW e 79 parques 
  4. Rio Grande do Sul: com 1.832 MW e 80 parques 
  5. Piauí: com 1.638 MW e 60 usinas de geração de energia 

"A região Nordeste e algumas localidades do Sul têm ventos fortes, constantes e estáveis, características essenciais para se produzir energia por mais tempo"
Bernardo Folly de Aguiar, superintendente de Projetos de Geração da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)



Por causa dos bons ventos brasileiros, o fator de capacidade médio do país (percentual de tempo em que as usinas conseguem gerar eletricidade) foi de 42% em 2018, segundo a ABEEólica. A média mundial gira em torno de 25%.


 Estados brasileiros que mais produzem energia eólica:






Radiação solar o ano inteiro 

No país, a geração de energia solar é dividida em centralizada (GC), produzida por 2.400 grandes usinas, e distribuída (GD), cuja origem são cerca de 66 mil painéis solares fotovoltaicos implantados em casas, comércios e indústrias, entre outros. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar).


Que estados lideram na energia solar?*

  1. Bahia: capacidade de produção de 669,9 MW e 26 empreendimentos
  2. Minas Gerais: com 666 MW e 26 usinas
  3. Piauí: potência instalada de 278,2 MW e nove usinas
  4. São Paulo: com 238,9 KW e 12 empreendimentos
  5. Ceará: com 160,3 KW e oito usinas

* Os números não levam em consideração a geração distribuída, só as grandes usinas. 

Cinturão solar 

Essas localidades, conforme a 2ª edição do Atlas Brasileiro de Energia Solar, divulgado no ano passado, estão no "Cinturão Solar", região que vai do Nordeste ao Pantanal, passa pelo norte de Minas Gerais e pega o sul da Bahia e o nordeste de São Paulo. 
No Nordeste, por exemplo, a radiação global média é de 5,9 kWh/m², enquanto no Sul é de 5 kWh/m². Apesar dessa diferença, segundo o presidente do conselho da Absolar, Ronaldo Koloszuk, todo território nacional recebe elevada radiação solar o ano inteiro.


BRASIL X ALEMANHA


Para você ter uma ideia, o local menos ensolarado do Brasil está em uma região de Santa Catarina, mas mesmo lá o sol gera mais eletricidade que o melhor sol da Alemanha Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho da Absolar 

A Alemanha, no entanto, é o quarto maior gerador de energia solar do mundo, com 42 mil MW de potência instalada, 20 vezes a mais que o Brasil. Ainda existe uma grande diferença em comparação a outros países porque a energia solar é uma fonte nova no Brasil. Estamos engatinhando ainda Ronaldo Koloszuk, da Absolar... -

Estados brasileiros que mais produzem energia solar





Com investimentos privados bilionários, a energia solar é vista como a grande fonte da matriz energética brasileira a partir de 2040


Fonte:http://www.procelinfo.com.br






Em Assú, no Rio Grande do Norte, as terras de Francisco de Souza nunca entregaram o prometido. Ao longo de toda a vida, o agricultor de 70 anos conseguiu tirar do solo árido não mais do que quantidades modestas de feijão, algodão, milho e melancia, além da criação de bovinos, que eram comercializadas no centro da cidade, a 40 quilômetros de distância. A propriedade de 400 hectares, amealhados por seu pai entre 1960 e 1980, não era muito diferente das terras dos vizinhos, que sofriam com a seca do sertão.

Nos anos 2000, uma nova esperança surgiu para a família. O petróleo enterrado no subsolo da região de que tanto se falava havia despertado o interesse da Petrobras, que passou a extrair o produto em pequenas fazendas e pagar royalties aos proprietários. Em 2010, a demarcação de um poço de petróleo chegou a ser feita nas terras de Souza, mas a exploração não foi levada adiante pela estatal. Há cinco anos, ele abandonou o campo e decidiu se mudar para o centro da cidade, onde os filhos já moravam e trabalhavam. Agora, uma nova oportunidade bateu à porta do agricultor potiguar: o sol que sempre castigou o solo vai gerar um rendimento que ele nunca teve.

Souza acaba de arrendar suas terras para geração de energia solar para a companhia goiana Pacto Energia, que atua nas áreas de transmissão, geração e comercialização. No contrato de 36 anos, a área de Souza, que fará parte do projeto Solaris junto com outros terrenos no município vizinho de Carnaubais, vai receber 400.000 painéis solares, capazes de produzir cerca de 130 megawatts por ano. O projeto Solaris deve gerar 1,3 gigawatt, o suficiente para abastecer mais de 1 milhão de residências.

Assim que as instalações estiverem prontas, o que está previsto para o final de 2023, Souza deve receber por ano cerca de 300.000 reais. Ao final do contrato, terá embolsado, em valores correntes, 9 milhões de reais, dinheiro que a agricultura nunca trouxe para ele. E há perspectiva de o contrato ser renovado por mais 25 anos. “Eu sinto falta de estar nas minhas terras, mas fico feliz com essa oportunidade que apareceu para nós”, diz Souza.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

A administração Trump quer facilitar a liberação de metano no ar 

Fonte:www.nytimes.com





WASHINGTON - A administração Trump, dando seu terceiro grande passo neste ano para reverter os esforços federais para combater a mudança climática, está se preparando para tornar significativamente mais fácil para as empresas de energia liberarem metano na atmosfera.
O metano, que está entre os gases de efeito estufa mais poderosos , vaza rotineiramente de poços de petróleo e gás, e as empresas de energia há tempos dizem que as regras que exigem que eles testem as emissões são dispendiosas e onerosas.
A Agência de Proteção Ambiental, talvez nesta semana, planeja tornar pública uma proposta para enfraquecer uma exigência da era Obama de que as empresas monitorem e reparem vazamentos de metano, de acordo com documentos analisados ​​pelo The New York Times. Em um movimento relacionado, espera-se também que o Departamento do Interior liberte sua versão final de uma regra provisória, proposta em fevereiro, que basicamente revoga uma restrição à ventilação intencional e “queima” de metano das operações de perfuração. .
As novas regras seguem dois cortes regulatórios este ano que, juntos, representam a base do esforço dos Estados Unidos para controlar o aquecimento global. Em julho, a EPA propôs enfraquecer uma regra sobre a poluição por dióxido de carbono dos escapamentos dos veículos. E em agosto, a agência propôs a substituição da regra sobre a poluição por dióxido de carbono das usinas termoelétricas a carvão por uma mais fraca, o que permitiria que muito mais emissões do aquecimento global passassem sem controle das chaminés do país.

SOBRE O METANO...

O metano já é o segundo gás de efeito estufa mais abundante que é liberado das atividades humanas. O “gás natural”, por exemplo, refere-se a uma mistura dominada pelo metano. Ela se tornou cada vez mais concentrada no ar desde o século XVIII, mais que dobrando de cerca de 750 partes por bilhão (ppb) para mais de 1.850 ppb atualmente . Como o dióxido de carbono, o metano absorve a radiação infravermelha e aquece a atmosfera. Embora haja muito menos metano no ar do que o CO₂, a força dessa absorção é tal que por molécula é cerca de 25 a 30 vezes mais potente como um gás de efeito estufa.

As emissões de metano das atividades humanas são maiores que todas as fontes naturais combinadas. A agricultura e a produção de energia geram a maioria delas, incluindo as emissões de gado, arrozais e poços de petróleo e gás.

O resultado é que as concentrações de metano na atmosfera aumentaram em 150% desde os tempos pré-industriais e continuam a crescer. Encontrar formas de reduzir ou remover o metano, portanto, terá um efeito descomunal e de ação rápida na luta contra a mudança climática.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Humanos ameaçam 1 milhão de espécies com extinção


Um novo relatório da ONU afirmou que a natureza está diminuindo globalmente a taxas sem precedentes na história da humanidade.




Um novo relatório da ONU afirmou que a natureza está diminuindo globalmente a taxas sem precedentes na história da humanidade.
Um novo relatório apoiado pela ONU da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) alertou que 1 milhão de espécies estão em risco de extinção devido a atividades humanas.
O relatório, com três anos de preparação, foi compilado por 145 autores especialistas de mais de 50 países para avaliar as mudanças na natureza nas últimas cinco décadas. O relatório também extrai do conhecimento local e indígena para abordar os problemas que ocorrem em comunidades específicas.
Em uma reunião em Paris, eles divulgaram um breve resumo de 40 páginas para os formuladores de políticas.
O IPBES, muitas vezes saudado como o "IPCC para a biodiversidade", estima que a proporção média de espécies ameaçadas de extinção nos grupos terrestres, de água doce e vertebrados marinhos, invertebrados e plantas é de cerca de 25%.
O Presidente do IPBES, Sir Robert Watson, disse: “A saúde dos ecossistemas dos quais nós e todas as outras espécies dependem está se deteriorando mais rapidamente do que nunca. Estamos erodindo as próprias fundações de nossas economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo ”.
O relatório centra-se no impacto das alterações climáticas, e observa que, desde 1980, as emissões de gases com efeito de estufa duplicaram, aumentando a temperatura média global em pelo menos 0,7 graus Celsius.
O Prof. Brondízio, que co-presidiu a avaliação, disse: “Os principais fatores indiretos incluem o aumento da população e o consumo per capita; inovação tecnológica, que em alguns casos diminuiu e em outros casos aumentou os danos à natureza; e, criticamente, questões de governança e responsabilidade. Um padrão que surge é o da interconectividade global e do “telecodeamento” - com a extração e produção de recursos que ocorrem frequentemente em uma parte do mundo para satisfazer as necessidades de consumidores distantes em outras regiões. ”
Os danos aos ecossistemas ocorreram principalmente nos trópicos, lar dos mais altos níveis de biodiversidade do planeta.
100 milhões de hectares de floresta tropical foram perdidos de 1980 a 2000, resultando principalmente da pecuária na América Latina e plantações de óleo de palma no sudeste da Ásia.
Apesar do progresso para conservar a natureza e implementar políticas, o relatório diz que as metas atuais não são alcançáveis ​​e as metas para 2030 e além só podem ser alcançadas através de mudanças transformadoras em fatores econômicos, sociais, políticos e tecnológicos. 
A professora Sandra Diaz, que co-presidiu a avaliação, disse que, apesar da natureza ter caído rapidamente, "ainda temos os meios para garantir um futuro sustentável para as pessoas e para o planeta".

segunda-feira, 20 de maio de 2019






Investimento Energético Mundial 2019



Fonte:www.iea.org








A referência anual da Agência Internacional de Energia para monitorar o investimento em energia, o  World Energy Investment 2019 fornece uma imagem completa dos fluxos de capital atuais e o que eles podem significar para o setor de energia de amanhã. Avalia se as estruturas e estratégias postas em prática pelos governos, o setor de energia e as instituições financeiras estão estimulando o investimento oportuno e como os gastos entre setores e tecnologias correspondem às necessidades mundiais de segurança e sustentabilidade energética.
A edição deste ano analisa as tendências de investimento e financiamento em 2018 em todas as áreas de fornecimento de energia, eficiência e pesquisa e desenvolvimento, principais mercados e setores que impulsionam essas tendências, da eletricidade na Ásia ao abastecimento de combustível na América do Norte, bem como os setores e regiões onde os fluxos de capital de energia são limitados. A análise também examina como a indústria está respondendo a riscos e oportunidades de investimento, inclusive por meio de projetos de ciclo e gás de ciclo mais curto, estratégias de gerenciamento de riscos financeiros para energia renovável, modelos de financiamento para eficiência energética e decisões de alocação de capital entre setores. E olha para as implicações das tendências atuais, como se o investimento é suficiente para satisfazer a crescente demanda mundial por energia, e se o capital suficiente está entrando em eficiência energética, energia renovável,




Plástico está  matando até um milhão de pessoas por ano.


Um novo relatório descobriu que a poluição plástica está tendo um efeito prejudicial na saúde humana.




Um novo relatório descobriu que a poluição plástica está tendo um efeito prejudicial na saúde humana.
O relatório, uma colaboração conjunta entre Flora e Fauna e Tearfund, descobriu que uma pessoa está morrendo a cada 30 segundos em países em desenvolvimento por doenças e enfermidades causadas por poluição de plástico e lixo não recolhido despejado ou queimado perto de casas.
A poluição plástica dos países desenvolvidos está acabando em lugares como a Malásia e algumas das nações mais pobres. 30 ônibus de dois andares de resíduos plásticos são queimados ou despejados em países em desenvolvimento.
Sir David Attenborough, que apóia o relatório, disse: "Este relatório é um dos primeiros a destacar os impactos da poluição plástica não apenas sobre a vida selvagem, mas também sobre as pessoas mais pobres do mundo". 
A produção global de plástico emite 400 milhões de toneladas de gases de efeito estufa a cada ano. Este número chocante é mais do que o total da pegada de carbono do Reino Unido.
No Reino Unido, cerca de 650.000 toneladas de resíduos de resinas plásticas são exportadas a cada ano e, historicamente, mais da metade delas foram enviadas para a China, afirma o relatório.
O Reino Unido tem uma crescente poluição de plástico. Um novo relatório descobriu que o hábito do "almoço em viagem" gera 11 bilhões de embalagens plásticas por ano, confirmando o que Theresa May chamou de "cultura descartável" da Grã-Bretanha.
Em resposta a isso, o relatório pediu às empresas multinacionais que mudem fundamentalmente seus modelos de negócios, comprometendo-se a relatar o número de itens descartáveis ​​de plástico que distribuem nos países em desenvolvimento até 2020 e reduzir para metade esse valor até 2025.
A Dra. Ruth Valerio, Diretora Global de Advocacia e Influenciamento da Tearfund, disse: “Hoje, a Tearfund lança nossa nova Campanha do Lixo, que exige ações urgentes de quatro multinacionais - Coca-Cola, Nestlé, PepsiCo e Unilever.”
Um representante da Nestlé disse: “Estamos determinados a reduzir nosso uso de plásticos de uso único e estamos trabalhando em melhorias em nossas embalagens todos os dias para encontrar alternativas e garantir que o plástico que usamos possa ser reciclado ou reutilizado. Estamos nos livrando de plásticos não recicláveis ​​o mais rápido possível e introduzindo embalagens reutilizáveis, novos sistemas de entrega e modelos de negócios inovadores em todo o mundo ".
Este novo relatório surge depois que quase todos os países do mundo chegaram a um acordo para restringir os embarques de resíduos plásticos difíceis de reciclar para os países mais pobres.
As Nações Unidas anunciaram a notícia na sexta-feira, o novo acordo significará que os países exportadores terão agora que obter o consentimento dos países que recebem resíduos plásticos não recicláveis.