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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Brasil terá 1ª usina de geração de energia por meio de esgoto e lixo orgânico (incluindo cocô!)

Fonte:http://thegreenestpost.com/



Foto: Paulo Szostak/Divulgação

O mérito é todo do Paraná: o Estado será o primeiro do Brasil a colocar em funcionamento uma usina de geração de biogás, que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos (como cocô) em eletricidade para abastecer as casas da região.
A companhia de geração de energia CS Bioenergia já possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.
A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizante para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros. É ou não é um excelente negócio?
A inspiração vem da Europa (e sobretudo da Alemanha!), onde já existem mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade por meio de resíduos orgânicos. Esta será a primeira usina do tipo no Brasil, mas espera-se que seja só o começo e ela também inspire muitas outras pelo país!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018




Geração fotovoltaica chega a 1% da matriz elétrica brasileira


ABSOLAR PROJETA: 

FONTE SOLAR LIDERARÁ MATRIZ EM 2040


Fonte: http://www.absolar.org.br                                          


A potência instalada fotovoltaica do País, impulsionada pelos:

  •  Parques solares (usinas de maior porte) e;


  •  Pela geração distribuída (produção de eletricidade no local de consumo, por consumidores menores, com painéis fotovoltaicos), 


É hoje na ordem de 1.613 MW, tendo recentemente atingido 1% de participação na matriz elétrica nacional. Porém, é esperado um salto para o setor. 

Conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em 2040 a fonte solar alcançará cerca de 126 mil MW, conquistando o posto de primeira fonte no ranking da matriz, com 32% de participação, superando a hidreletricidade, que terá 29%.

O presidente executivo da entidade, Rodrigo Sauaia, prevê que em um futuro, não muito distante, será inconcebível construir um edifício, uma residência ou um prédio público e não incluir um sistema de geração de energia solar, porque será tão barato que não fará sentido não aproveitar essa solução. No mundo, a capacidade instalada de energia solar é de 402,5 mil MW, sendo que, no ano passado, cresceu 98 mil MW. 

O presidente executivo da ABSOLAR frisa que, enquanto o uso da geração solar vem aumentando, o preço de produção vem caindo no âmbito global. Na década de 1970, 1 watts solar custava cerca de US$ 76 e atualmente esse valor baixou para em torno de US$ 0,30.

Para Sauaia, esse cenário contribui para espalhar o crescimento dessa tecnologia em países emergentes. O dirigente salienta que o século XX foi das fontes fósseis, mas o XXI será diferente, passando por uma transição energética. A expectativa é de que em 2050 cerca de 40% da capacidade instalada mundial de energia elétrica seja proveniente da fonte solar. Hoje, esse percentual é algo entre 1% a 2%, apenas.

No Brasil, a geração distribuída também tem muito espaço para se desenvolver já que representa, no momento, menos de 0,01%, da demanda local. Até novembro deste ano, a modalidade significava uma capacidade de 565,8 MW, sendo que 99,5% dos empreendimentos de geração nessa área são fotovoltaicos. O estado que mais tem aproveitado essa alternativa no País é Minas Gerais, com 103,4 MW de energia solar de capacidade em projetos de geração distribuída, seguido do Rio Grande do Sul, com 70,2 MW. Sem contar as usinas solares de maiores portes, o investimento dos pequenos consumidores em sistemas fotovoltaicos, até o momento, foi de aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Sauaia vê as oportunidades ampliarem-se com a possibilidade do uso de baterias para armazenar a energia e a utilização nos horários de maior demanda.


QUER SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO ???


VEJA O QUE DIZ O PLANO DECENAL DE 
EXPANSÃO DE ENERGIA SOBRE O TEMA:









A micro e a minigeração distribuídas (MMGD)59 foram regulamentadas no Brasil em 2012 pela ANEEL através da Resolução Normativa (REN) n° 482, que instituiu o modelo de net-metering no País. Em 2015, o regulamento foi aprimorado, de modo a tornar o processo de conexão mais célere e ampliar o acesso à geração distribuída para um número maior de unidades consumidoras. Atualmente, a resolução permite a conexão de geradores de até 5 MW na rede de distribuição, a partir de fontes renováveis de energia ou cogeração qualificada. O modelo regulatório favorável, associado à redução de custos das tecnologias de MMGD permitiu que o consumidor evoluísse de uma posição passiva para ativa no setor elétrico. Atualmente, a procura por sistemas de geração própria é alta por parte dos consumidores, que se interessam por esse modelo principalmente para reduzir suas faturas de eletricidade e para investir seu capital (Greener, 2018). De fato, nos dois últimos anos, após a atualização da regulamentação, a MMGD cresceu expressivamente no Brasil, superando as projeções, inclusive as da EPE.

Dentre as tecnologias de MMGD, destaca-se a baseada no aproveitamento solar fotovoltaico. Essa tecnologia se apresenta com maior potencial de penetração no horizonte decenal, em razão da sua modularidade, custo decrescente e difusão da tecnologia entre a sociedade. No entanto, principalmente através do modelo de autoconsumo remoto e geração compartilhada se enxerga grande potencial para a geração eólica, termelétrica e hidrelétrica. São fontes que podem apresentar custos menores que a fotovoltaica e, portanto, ganhar espaço da fonte solar. 


terça-feira, 4 de dezembro de 2018



 Para a Enel, maior empresa do setor elétrico no país, desafio da sustentabilidade envolve desde o avanço das energias renováveis até as diferenças sociais

Fonte: www.procelinfo.com.br






Na região leste da Chapada Diamantina, uma das maiores atrações turísticas da Bahia, está a pacata Morro do Chapéu. A cidade, a 400 quilômetros da capital Salvador e com pouco mais de 35.000 habitantes, é conhecida também pela produção de morangos, uvas e flores. Ao lado do comércio, a pequena agricultura responde por boa parte da renda local. Há cerca de um ano, porém, a economia morrense ganhou um novo motor.

Localizada a cerca de 1.000 metros de altitude, a cidade registra rajadas de vento suficientes para movimentar as 86 turbinas aerogeradoras instaladas pela multinacional italiana Enel no alto de suas chapadas. Elas compõem seis usinas eólicas entre Morro do Chapéu e o município vizinho Cafarnaum. Com capacidade instalada de 172 megawatts, as usinas produzem energia suficiente para abastecer 300.000 famílias.

A Região Nordeste concentra hoje boa parte da geração de energia elétrica proveniente de fontes eólica e solar do Brasil — e a Enel é líder do segmento. Desde 2014, a empresa tem a maior capacidade instalada de painéis solares do país, recentemente acrescida da Usina de Nova Olinda, no Piauí, maior parque solar em operação na América do Sul. A Enel também está à frente na geração eólica, se considerado seu portfólio de projetos em construção.

Fundada em 1962, e de controle italiano, a multinacional de energia Enel se constituiu formalmente no Brasil em 2005, quando decidiu unificar numa holding local as operações adquiridas em anos anteriores. Mais recentemente, o Brasil ganhou relevância entre os 34 países em que o grupo opera, e uma das razões é o potencial de expansão em energias renováveis por aqui. O grupo tem cerca de 86 gigawatts sob sua gestão em todo o mundo — e metade disso vem da geração de energia a partir de fontes verdes, sobretudo na Europa e no norte da África. Em 2017, a Enel investiu no Brasil a cifra recorde de 9 bilhões de reais. No mesmo ano, metade de todo o crescimento da multinacional em energia renovável se deu aqui.

Mais recentemente, a empresa expandiu seu horizonte na seara da distribuição. Um marco foi a compra de 95,88% de participação na Eletropaulo, em junho, por 5,5 bilhões de reais, que a levou ao posto de maior companhia do setor no país. “Acreditamos que as fontes renováveis possam livrar o país do risco de racionamento de energia”, diz Nicola Cotugno, presidente da Enel no Brasil.




segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

"Como um filme terrorista"

Como a mudança climática causará 
mais desastres simultâneos

Fonte:https://www.nytimes.com/2018/11/19/climate/climate-disasters.html

Por:John Schwartz  (19/11/18)



Um bairro à beira-mar em Mexico Beach, Flórida, 
devastado pelo furacão Michael este ano. 
CréditoCreditScott Olson / Getty Images


O aquecimento global está colocando riscos tão amplos para a humanidade, envolvendo tantos tipos de fenômenos, que até o final deste século algumas partes do mundo poderiam enfrentar até seis crises relacionadas ao clima ao mesmo tempo, dizem os pesquisadores.

Essa perspectiva assustadora é descrita em um artigo publicado na Nature Climate Change , uma revista acadêmica respeitada, que mostra os efeitos da mudança climática em um amplo espectro de problemas, incluindo ondas de calor, incêndios florestais, aumento do nível do mar, furacões, inundações, seca e escassez de água limpa.

Tais problemas já estão sendo combinados, disse o principal autor, Camilo Mora, da Universidade do Havaí em Manoa. Ele observou que a Flórida recentemente passou por secas extremas, temperaturas altas e incêndios florestais - e também o furacão Michael, a poderosa tempestade de categoria 4 que atingiu o enclave no mês passado. Da mesma forma, a Califórnia está sofrendo com os piores incêndios florestais que o estado já viu , além de secas, ondas de calor extremas e degradação da qualidade do ar que ameaçam a saúde dos moradores.

As coisas vão piorar, escreveram os autores. O documento projeta tendências futuras e sugere que, até 2100, a menos que a humanidade tome medidas vigorosas para conter as emissões de gases de efeito estufa que impulsionam a mudança climática, algumas áreas costeiras tropicais do planeta, como a costa atlântica da América do Sul e Central, podem ser atingidas por até seis crises de cada vez.


Essa perspectiva é "como um filme de terror que é real", disse Mora.

Os autores incluem uma lista de ressalvas sobre a pesquisa: Uma vez que é uma revisão de artigos, ela refletirá alguns dos potenciais vieses da ciência nessa área, que incluem a possibilidade de que os cientistas possam se concentrar em efeitos negativos mais do que positivos; Há também uma margem de incerteza envolvida no discernimento da mudança climática da variabilidade natural.


Nova York pode esperar ser atingida por quatro crises climáticas de cada vez até 2100, se as emissões de carbono continuarem no seu ritmo atual , diz o estudo, mas se as emissões forem reduzidas significativamente esse número poderá ser reduzido a um . As regiões conturbadas dos trópicos costeiros poderiam ver seu número de perigos simultâneos reduzido de seis para três.

O artigo explora as maneiras pelas quais as mudanças climáticas intensificam os perigos e descreve a natureza interconectada de tais crises. As emissões de gases de efeito estufa, ao aquecer a atmosfera, podem melhorar a seca em locais normalmente secos, “amadurecendo condições para incêndios florestais e ondas de calor”, dizem os pesquisadores. Em áreas mais úmidas, uma atmosfera mais quente retém mais umidade e fortalece os aguaceiros, enquanto níveis mais altos do mar aumentam o surto de tempestades e as águas oceânicas mais quentes podem contribuir para a destrutividade geral das tempestades.

O artigo conclui que a pesquisa tradicional em um elemento da mudança climática e seus efeitos podem perder o quadro maior de inter-relação e risco.

As mudanças climáticas também têm ramificações diferentes para os que têm e os que não possuem, descobriram os autores: “As maiores perdas da vida humana durante eventos climáticos extremos ocorreram em países em desenvolvimento, enquanto nações desenvolvidas geralmente enfrentam um alto ônus econômico de danos e exigências de adaptação. .

As pessoas geralmente não estão em sintonia com problemas como a mudança climática, disse Mora. "Nós, como seres humanos, não sentimos a dor de pessoas que estão longe ou no futuro", disse ele. "Normalmente nos preocupamos com pessoas que estão perto de nós ou que estão nos impactando, ou coisas que acontecerão amanhã."

E assim, disse ele, as pessoas tendem a olhar para eventos no futuro e dizem a si mesmos: "Podemos lidar com essas coisas mais tarde, temos problemas mais prementes agora". Mas, acrescentou, essa pesquisa "documentou como isso já é ruim". é."

O documento inclui um mapa interativo dos vários riscos sob diferentes cenários de emissões para qualquer local do mundo, produzido pela Esri, que desenvolve sistemas de informações geográficas. "Vemos que a mudança climática está literalmente redesenhando as linhas no mapa e revelando as ameaças que nosso mundo enfrenta em todos os níveis", disse Dawn Wright, cientista-chefe da empresa.

Michael E. Mann, um cientista do clima da Universidade Estadual da Pensilvânia que não esteve envolvido no estudo, disse que ressaltou a urgência de ações para conter os efeitos da mudança climática e mostrou que “os custos da inação superam em muito os custos da ação. "

Mann publicou um artigo recente sugerindo que os efeitos da mudança climática no jato estão contribuindo para uma série de eventos climáticos extremos no verão, como ondas de calor na América do Norte, Europa e Ásia, incêndios florestais na Califórnia e inundações no Japão. O novo estudo, disse ele, se encaixa com essa pesquisa, e "é, no mínimo, excessivamente conservador" - isto é, pode subestimar as ameaças e os custos associados às mudanças climáticas causadas pelo homem.


quinta-feira, 29 de novembro de 2018



O futuro dos veículos elétricos comerciais


Fonte: https://info.greenbiz.com









Resumo executivo

Frotas comerciais estão fazendo a transição para uma energia limpa

A eletrificação do futuro e da frota está liderando o caminho. Essa mudança é impulsionada por vários fatores, incluindo uma evolução tecnológica e de mercado, atenção renovada aos riscos climáticos globais e à melhoria economia baseada em um custo total de propriedade mais favorável.


De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), o setor de transporte é responsável pela maior parte do total das emissões dos  EUA de gases de efeito estufa (GEE) (28%), e as médias e o setor de caminhões pesados ​​responde por 23% dessas emissões.
A mesma tendência é verdadeira globalmente e a redução das metas das  emissões estão surgindo em cidades em todo o mundo. Veículos elétricos comerciais ajudam operadores de frotas a atingir emissões globais desafiadoras objetivos e mais projetos de energia renovável que estão chegando on-line uma oportunidade para alimentar frotas comerciais  com fontes mais limpas, reduzindo ainda mais as emissões totais.

Ao mesmo tempo, as opções elétricas estão se tornando cada vez mais custo competitivo, oferecendo recursos comparáveis ​​(ou mesmo favoráveis) às suas alternativas diesel e se tornando mais amplamente disponível de uma gama de fabricantes. Enquanto curvas estão à frente no caminho para adoção de frota elétrica generalizada, muitos operadores de frotas estão vendo oportunidades e desafios - em resumo, aqueles no ecossistema podem aprendam uns com os outros. No geral, os sinais indicam que o progresso está sendo feito e estamos nos movendo na direção certa.

A UPS juntou-se à GreenBiz para realizar esta pesquisa para melhor compreender a transição para a eletrificação da frota comercial,




USINAS FOTOVOLTAICAS FLUTUANTES SÃO UMA BOA IDEIA ?


Fonte: https://www.cosol.com.br/blog/usinas-fotovoltaicas-flutuantes-sao-uma-boa-ideia

Por: Gabriel Konzen





INAUGURAÇÃO DO PROTÓTIPO EM BALBINA

A notícia desse projeto ganhou bastante visibilidade nacional, pois, aparentemente, aproveitar uma área alagada, fazendo uma usina dois em um, é uma ideia interessante. Mas, analisando os prós e contras, será que o Brasil teria motivo para investir nesse tipo de usina?
Vamos discutir os principais pontos na sequência.

ECONOMIA DE ÁREA

Um dos principais motivadores para o desenvolvimento de projetos flutuantes é a economia de área. Foi esse fator que levou o Japão, por exemplo, a investir em UFVs flutuantes, sendo considerado o país com maior experiência na área. Somente em 2015 e 2016, a Kyocera previu a instalação de mais 30 usinas desse tipo no país [1]. Mas a situação é diferente do Brasil.

O Japão tem praticamente o tamanho do Mato Grosso do Sul, e sustenta o título de terceira maior economia do Mundo. Portanto, a área é muito valorizada no Japão.
No Brasil, o problema de disponibilidade de terras para geração de energia fotovoltaica não é tão significativo. O potencial de geração em terra é enorme no país e o custo de compra de terrenos ou arrendamento representa uma parcela baixa do investimento (3% para terreno e ações socioambientais em projetos eólicos [2]). Portanto, a vantagem com a economia de terra é pouco relevante no Brasil.

UTILIZAÇÃO DE INFRAESTRUTURA EXISTENTE

Outra vantagem comentada é a de poder compartilhar a infraestrutura de transmissão da hidrelétrica. Dependendo do perfil hidrológico da região, é possível que a UHE não opere a plena capacidade durante todo o tempo. Adicionalmente, conforme os Procedimentos de Rede do ONS, os transformadores da rede básica devem ser capazes de suportar sobrecargas diárias de 120% por 4 horas e de 140 % por 30 min [1]. Portanto, dependendo do perfil de geração da UHE e da UFV, é possível utilizar a mesma infraestrutura.
Porém, essa vantagem precisa ser estudada caso a caso para avaliar o potencial de utilização da rede. No caso da UHE Balbina, por exemplo, existe coincidência, e não complementaridade, entre o regime de operação da usina e a distribuição de irradiação solar ao longo do ano [1].
Mas se o problema é a transmissão, não seria melhor investir em geração distribuída, que não precisa de transmissão, naturalmente, ao invés de se preocupar em como e onde seria possível aproveitar a infraestrutura existente?

CUSTOS DE INVESTIMENTO E MANUTENÇÃO

O investimento no projeto da Eletronorte e da CHESF será de aproximadamente R$ 100 milhões, o que resulta num custo de R$ 10/W. Apesar de ser mais que o dobro de um projeto de geração centralizada em terra (com base nos leilões de 2015), e maior que projetos de geração distribuída, essa comparação não é muito pertinente, uma vez que se trata de um projeto de P&D.

No entanto, é provável que o custo seja realmente maior que o de uma planta em solo, em função dos equipamentos utilizados e da manutenção. Sistemas flutuantes necessitam de componentes com maior grau de proteção contra a penetração de água, o que encarece o investimento. Quanto aos flutuadores, há dúvidas se esses equipamentos resistem aos fatores ambientais por mais de 20 anos [1].
Em relação à manutenção, estima-se que seja mais trabalhosa, pela maior dificuldade de acesso aos componentes. Adicionalmente, em reservatórios de hidrelétricas, também há a preocupação com materiais em suspensão, como folhas, galhos e até mesmo troncos, que descem os rios principalmente em épocas de cheia [1].

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando a disponibilidade de terras no Brasil, e o imenso avanço que vem sendo obtido na parte de construção e manutenção de sistemas em solo, parece difícil que UFVs flutuantes consigam competir em custo com uma usina convencional.

 No entanto,o P&D é importante justamente para avaliar melhor as questões discutidas (e outros pontos não abordados) e quantificar os prós e contras desse tipo de projeto.

O que precisa ficar claro é que o simples fato de se aproveitar uma área alagada e infraestrutura existente não são suficientes para decidir pela implantação ou não de um projeto desse tipo. Não faz sentido instalar uma usina flutuante apenas melhorar a imagem de um projeto hidrelétrico desastroso, como é o caso de Balbina, por exemplo. É um novo projeto. Deve ser feita uma nova análise de viabilidade, e se for constatado que construir em terra ou em telhados for melhor (no sentido econômico e socioambiental), então que seja esquecido o impacto já causado pelo reservatório, e investido nas outras configurações citadas.

Referências:
[1] GALDINO, M. A.; OLIVIERI, M. M. A. Considerações sobre a Implantação de Sistemas Fotovoltaicos Flutuantes no Brasil. In: VI CBENS - Congresso Brasileiro de Energia Solar, 2016, Belo Horizonte. Anais do VI CBENS, 2016.
[2] TOLMASQUIM, M. T. Energia Renovável: Hidráulica, Biomassa, Eólica, Solar, Oceânica / Mauricio Tiomno Tolmasquim (coord.). – EPE: Rio de Janeiro, 2016.