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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018


A segunda análise anual do CDP na série "Acompanhamento de ações corporativas sobre mudança climática" mostra que as empresas estão intensificando sua resposta às mudanças climáticas, estabelecendo metas mais ambiciosas para impulsionar o progresso a longo prazo em direção ao seu futuro com baixa emissão de carbono.

Fontes :https://www.cdp.net/en/research/global-reports/tracking-climate-progress-2017
                 http://www.procelinfo.com.br




A análise global do CDP mostra que os negócios estão acelerando a ação climática. Impulsionada pelo Acordo de Paris, mais empresas líderes estão incorporando metas de baixa emissão de carbono em seus planos de negócios futuros de longo prazo . Entre nossa amostra de empresas de alto impacto , 89% dos entrevistados relatam metas de redução de emissões em 2017. Mais de dois terços (68%) estão estabelecendo metas para pelo menos 2020 e 20% estão mapeando ações de sustentabilidade para 2030 e além. Isso representa um aumento em todos os níveis, já que nosso benchmark foi estabelecido em 2016, quando 85% de nossa amostra relataram metas, mas apenas 55% os estenderam até 2020 ou além - e ainda menos (14%) foram para 2030.
Há um crescente reconhecimento de que os alvos devem ser alinhados com a ciência do clima para o crescimento corporativo efetivamente à prova de futuro. Alvos a longo prazo, que são ambiciosos o suficiente para enfrentar o esforço global para manter o aquecimento abaixo de 2 graus Celsius, ajudam as empresas a evitar investimentos em infra-estrutura de alto carbono. Eles incentivam os negócios a ultrapassar as reduções de emissões incrementais e comerciais, e pensam em termos do novo paradigma econômico de baixo carbono.
O número de empresas da amostra que se comprometeu com a iniciativa Science Based Targets aumentou 61% desde 2016. Este ano, 151 empresas (que representam 14% da amostra geral, em comparação com 9% no ano passado), estão estabelecendo - ou comprometeu-se a estabelecer metas em consonância com o nível de descarbonização necessário para manter a temperatura global abaixo de 2 graus abaixo. Mais 30% - 317 empresas - visam estabelecer um objetivo científico dentro de dois anos.
Esta é uma mudança importante para as empresas, fazer o que eles acham que podem gerenciar facilmente, intensificar para fazer o que é necessário. Isso é responsável - e inteligente - na época da mudança climática.
E graças a essa crescente ambição, nossa amostra está cada vez mais próxima de estar no caminho certo para um mundo seguro para o clima. Alcançar seus objetivos atuais levaria as empresas na amostra a 31% do caminho para estarem linha com uma via compatível de 2 graus Celsius até 2030 ; reduzindo a diferença dos 25% relatados em 2016.

" A transição para uma economia de baixo carbono criará vencedores e perdedores dentro e entre setores. À medida que novos negócios e tecnologias emergem e aumentam, bilhões de dólares estão esperando a serem desbloqueados, mesmo que muitos mais estejam em risco."

Paul Simpson, CEO, CDP



Este mapa mostra uma visão geográfica da divulgação de empresas na amostra do CDP. (Cada ponto representa uma empresa e o tamanho do ponto representa o tamanho das emissões de uma empresa.




A Johnson Controls está sendo reconhecida como líder global por suas ações e estratégias em resposta às mudanças climáticas pelo Climate Disclosure Project (CDP), projeto internacional sem fins lucrativos que impulsiona economias sustentáveis.
Mais de seis mil empresas apresentam divulgações climáticas anuais ao CDP para avaliação independente em relação à sua metodologia de pontuação. A Johnson Controls está entre os 22% das corporações que participam do programa de mudanças climáticas do CDP com nível de liderança, recebendo uma pontuação de clima A.
De acordo com o CDP, este resultado indica que a Johnson Controls implementou uma série de ações para gerenciar a mudança climática, tanto em suas próprias operações quanto além. “A Johnson Controls está empenhada em se expandir de forma sustentável ao clima”, diz Grady Crosby, vice-presidente de assuntos públicos e diretor de diversidade da Johnson Controls. “A visão da nossa empresa é um mundo seguro, confortável e sustentável – parte disto é tomar medidas sobre as mudanças climáticas”, completa.
A concorrência pelo nível de liderança está aumentando. De acordo com o CDP, as mudanças climáticas são agora um tema recorrente na sala de reuniões. Das empresas participantes, 97% relatam que as mudanças climáticas estão integradas em sua estratégia de negócios e 96% agora estão relatando o envolvimento com formuladores de políticas sobre questões climáticas para encorajar mitigação ou adaptação.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Painel solar do século passado é reinventado



Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br





A grande vantagem do painel solar tipo janela dupla é que virtualmente todos os elétrons são aproveitados. [Imagem: Bell et Ramachers - 10.1016/j.joule.2017.11.007]


Painel solar com gás
Pesquisadores estão reinventando uma forma de coletar energia solar que havia sido aventada no início do século passado, mas que ninguém havia conseguido fazer funcionar a contento.
Trata-se essencialmente de uma janela de vidro dupla cheia de gás. O painel externo é transparente e conduz eletricidade. A janela interna é revestida com um material especial, que atua como fonte de elétrons quando atingido pela luz solar - um "fotocatodo".
Os dois painéis são separados por um gás inerte, como o argônio - exatamente como se encontra em janelas duplas visando isolamento acústico e térmico.
Quando a luz solar atinge o painel, os elétrons são arrancados do fotocatodo e saltam através do gás para o painel externo, sem serem absorvidos ou perdidos. Como o painel externo é condutor, eles são dirigidos para eletrodos e daí para fora da estrutura.
Isso é totalmente diferente de como os elétrons se comportam nos painéis solares fotovoltaicos atuais - sobretudo quanto à sua possibilidade de perda. A grande vantagem é um forte ganho de eficiência, em um momento em que melhorias na fotovoltaica tradicional, baseada nas células solares de silício, estão cada vez mais difíceis de se alcançar.
Fotocatodo
"É gratificante descobrir uma reviravolta de uma ideia que remonta ao início do século 20 e, como físico de materiais, é fascinante procurar materiais que podem funcionar em um ambiente tão diferente dos fotocatodos padrão," disse o professor Gavin Bell, da Universidade de Warwick, no Reino Unido.
A equipe até agora selecionou uma lista de materiais candidatos a funcionar como fotocatodo nesse painel solar reinventado, incluindo filmes finos de diamante, que seriam muito robustos e duráveis. Mas o trabalho continua em busca do material ótimo e que, simultaneamente, passe pelo crivo da viabilidade econômica. Eles estão entusiasmados.
"Nosso dispositivo é radicalmente diferente do padrão fotovoltaico e pode até mesmo ser adaptado para outras tecnologias verdes, como converter o calor diretamente em eletricidade, por isso esperamos que este trabalho inspire novos avanços," disse Bell.

Bibliografia:

Photoelectric Solar Power Revisited
Gavin R. Bell, Yorck A. Ramachers
Joule
DOI: 10.1016/j.joule.2017.11.007

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018


Brasil segue como líder em fontes renováveis de energia dentro dos Brics

Matriz elétrica brasileira em 2016 registrou 80,4% de renováveis, contra 25,3% de renováveis no conjunto do grupo
Fonte:Canalenergia








O Brasil permanece como líder do ranking de fontes renováveis entre os países em desenvolvimento que compõem os Briscs – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. De acordo com o boletim anual “Energia no Bloco dos Briscs”, a matriz de geração elétrica brasileira em 2016 registrou 80,4% de fontes renováveis, contra um indicador de 25,3% de renováveis no conjunto do grupo, que por sua vez é um pouco superior ao indicador mundial, de 23,6%.
Enquanto a África do Sul, China e Índia apresentam mais de 71% de fósseis, e a Rússia 64%, o indicador do Brasil é bem menor, de 15%. Já na matriz de oferta interna de energia, que abrange toda a energia necessária para movimentar a economia de um país, o Brasil conta com 43% de participação de energia renovável, mais de três vezes o indicador dos Brics, de apenas 13,1%.
O Brasil também apresenta um quadro favorável em termos de emissões de CO2. Segundo o estudo, o país emite apenas 1,47 tCO2/tep de energia consumida, em razão da maior presença de fontes renováveis na matriz energética. Já no Brics, o indicador é 82% superior (2,68 tCO2/tep), devido à grande presença de carvão mineral na matriz energética. O indicador mundial é de 2,35 tCO2/tep.
A geração de energia elétrica no bloco dos Brics atingiu, em 2016, o montante de 9.587 TWh (4,7% sobre 2015), o que representa 38,7% da oferta mundial de eletricidade (34,5% em 2011). Na matriz de geração, a maior participação é da China, com 64,6% (62,1% em 2011), seguida pela Índia, com 15,4%. O Brasil responde por 6,0% da geração elétrica do bloco, sendo que na geração total do Brasil, a hidráulica responde por 67,5%, e nos demais países do bloco o indicador não passa de 19%.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Neoenergia apresenta nova identidade visual


Grupo pretende fortalecer posição no mercado com “uma nova marca para um novo tempo”



A Neoenergia anunciou nesta segunda-feira, 18 de dezembro, que passará a ser controlada pelo Grupo Iberdrola, maior produtor de energia eólica do mundo e líder global no combate às mudanças climáticas. Para fortalecer a nova posição no mercado, o Grupo Neoenergia está mudando sua marca.


Diretamente alinhada com a estratégia de negócios do Grupo Iberdrola, a nova marca é inspirada na natureza e traduz em seus três elementos gráficos o compromisso com a sustentabilidade e com a energia renovável.  O respeito ao meio ambiente está representado pela folha verde. As duas gotas representam as principais fontes de energia utilizadas para a geração de energia: o vento e a água, na cor azul;  o gás natural e o sol, na cor laranja.
Com a nova identidade, a empresa inicia um novo ciclo de crescimento, operando em 15 estados brasileiros e atuando na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, com forte desempenho no segmento de fontes renováveis. São 17 parques eólicos e duas usinas solares.
As quatro distribuidoras do grupo – Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP/MS) – prestam serviços em uma área de concessão de 840 mil quilômetros quadrados e operam 619 mil quilômetros de rede de distribuição de energia. São responsáveis por levar energia elétrica a 34 milhões de habitantes – cerca de 20% da população do país.

USINAS SOLARES VÃO GERAR MAIS DE MIL EMPREGOS EM PERNAMBUCO ATÉ 2021


Fonte: http://absolar.org.br/noticia














Pelo menos 300 empregos diretos e 900 indiretos devem ser gerados com a construção de cinco usinas solares em Pernambuco até janeiro de 2021. Os projetos venceram o leilão de energia A-4, realizado segunda-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e somam R$ 850,1 milhões em investimentos para o Estado. O aporte é o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Piauí, que atraiu investimento de R$ 1,9 bilhão dos R$ 5,6 bilhões em contratos movimentados em todo o Brasil.

Ao todo, foram 25 novos empreendimentos no País, a maioria com foco na geração de energia solar: duas usinas eólicas, uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH), uma térmica movida a biomassa e 20 usinas solares fotovoltaicas. Dessas, cinco estão localizadas em Pernambuco.

No Estado, serão construídas as usinas Solar Salgueiro, Solar Salgueiro II e Solar Salgueiro III, da empresa canadense Canadian Solar; e Brígida e Brígida 2, da Solatio Energia.

“Escolhemos Pernambuco, basicamente, por dois fatores: a qualidade da irradiação solar e da conexão no sistema. Nosso investimento no Estado é da casa dos R$ 400 milhões”, detalha o diretor da área de energia da Canadian Solar no Brasil, Gustavo Vajda. A empresa atua no País desde 2013 e já ganhou mais de 480 MW em leilões federais. Mais da metade da energia já está sendo gerada, somente em Minas Gerais. Em Pernambuco, as três usinas serão instaladas no município de Terra Nova, no Sertão pernambucano. O potencial da região foi apontado pelo Atlas Eólico e Solar de Pernambuco, lançado no último mês.

“Estimamos beneficiar diretamente 300 pessoas e, indiretamente, outras 900, já que as usinas irão movimentar outros setores da economia”, argumenta Gustavo Vajda. A reportagem entrou em contato com a Solatio Energia, responsável pela construção de outras duas usinas no Estado, mas não obteve resposta até o fim da tarde de ontem.

LEILÃO

No leilão, o preço médio final das negociações, de R$ 144,51/MWh, representou deságio médio de 54,65% em relação aos preços inicias oferecidos pelo governo. De acordo com estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores do País vão economizar R$ 6,8 bilhões ao longo do prazo de contrato.

Para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o resultado foi uma “surpresa positiva”. “Esta foi a primeira vez em um leilão de energia elétrica em que projetos da fonte solar fotovoltaica venderamenergia a preços menores do que os de projetos de CGHs, PCHs e termelétricas a biomassa”, destaca Rodrigo Sauaia, presidente da ABSOLAR.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Brasil contrata energia eólica e solar a preço mais baixo que hídrica pela 1ª vez
Fonte:https://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN1EE1ZM-OBRBS
Por Luciano Costa - 20/12/2017

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil fechou nesta semana a contratação de novas usinas de energia eólica e de geração solar a preços menores que os de hidrelétricas, que são tradicionalmente o carro-chefe e a mais barata fonte de produção de eletricidade no país.
Os leilões de segunda e quarta-feira para contratação de energia registraram fortes deságios ante os preços teto estabelecidos pelo governo, em meio a uma acirrada disputa dos investidores interessados em construir os empreendimentos, que deverão ser entregues entre 2021 e 2023.
Os resultados mostraram a sede de investidores como Enel Green Power, AES Tietê e EDP Renováveis em vender energia renovável nos primeiros leilões para projetos eólicos e solares desde 2015, após o governo cancelar licitações no ano passado devido à falta de demanda por eletricidade em meio à crise financeira do país.
“Tivemos quase dois anos sem leilão, então isso faz com que os fornecedores... mergulhem o preço, e isso ajuda a explicar o preço baixo. Mas ainda assim, se você me perguntasse duas semanas atrás, eu não esperaria que rompessem patamares tão baixos”, disse à Reuters o diretor da consultoria Excelência Energética, Erik Rego.
“A conjuntura favoreceu, a taxa de juros está caindo, isso acaba interferindo no resultado”, acrescentou o consultor.
No leilão A-6 desta quarta-feira, os projetos eólicos chegaram a negociar a venda da produção futura por um preço médio de cerca de 98 reais por megawatt-hora, contra uma mínima recorde anterior, em licitação de 2012, de quase 119 reais atualizado pela inflação.
Na contratação da segunda-feira, o chamado leilão A-4, as usinas solares praticaram preços médios de cerca de 145 reais, contra uma mínima de 245 reais de um pregão de 2014.
Enquanto isso, as hidrelétricas tiveram preço médio de cerca de 219 reais nesta quarta-feira, contra valores médios entre 218 e 213 reais de usinas termelétricas a biomassa e gás natural
DISPUTA ACIRRADA
O resultado histórico para as renováveis, com forte deságio frente aos preços teto estabelecidos para os leilões, foi fruto de enorme disputa entre investidores para fechar os contratos de longo prazo para entrega de energia às distribuidoras.
Por parte dos investidores, destacaram-se estrangeiros, como os italianos da Enel Green Power, com projetos eólicos e solares e presença nos dois certames, a AES Tietê, da norte-americana AES Corp, que viabilizou usinas solares, além da EDP Renováveis, da portuguesa EDP, e da francesa Voltalia, que também viabilizaram empreendimentos.
Juntos, os dois leilões realizados nesta semana acrescentarão cerca de 4,5 gigawatts em capacidade à matriz brasileira, sendo 674,5 megawatts para entrega em 2021 e 3,8 gigawatts para conclusão em 2023.
Os empreendimentos contratados deverão somar mais de 18 bilhões de reais em investimentos para serem implementados, com a maior parte, ou quase 14 bilhões de reais, associada aos empreendimentos com entrega para 2023.
Os resultados comprovaram expectativas do mercado, de uma licitação mais movimentada para os empreendimentos com maior prazo de conclusão, devido à perspectiva de gradual recuperação da economia brasileira após a recessão enfrentada em 2015 e 2016.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Mercedes-Benz inicia produção em série de veículos comerciais elétricos


Fonte:https://futuretransport.com.br/mercedes-benz-inicia-producao-em-serie-de-veiculos-comerciais-eletricos/



Grupo Daimler avança no desenvolvimento e produção de caminhões e ônibus movidos a energia elétrica. Esta solução alternativa ao diesel ganha destaque nos ônibus da linha Citaro na Europa, em ônibus escolares da Thomas Built Buses nos EUA e nos caminhões leves Fuso eCanter nos EUA, Europa e Japão.
A Mercedes-Benz iniciará a produção em série de um ônibus totalmente elétrico baseado no Citaro.
“Esse nosso ônibus produz zero emissões e é silencioso na cidade. Os engenheiros estão realizando atualmente testes detalhados sob as mais severas condições. O conceito técnico, que envolve um sistema modular para alimentação de energia e o gerenciamento térmico otimizado, já deixa claro: o Citaro com propulsão elétrica por bateria vai estabelecer um novo marco de progresso”, afirma Hartmut Schick, CEO da Daimler Buses.
Há poucos meses, a Mercedes-Benz celebrou a produção do 50.000º Citaro e o próximo passo do modelo será totalmente elétrico, que recebe sua energia de acionamento de baterias de lítio-íon.
Além da possibilidade de carregá-lo em uma tomada elétrica na garagem, a Mercedes-Benz também pode fornecer, como opção, o Citaro com uma das soluções intermediárias de recarga. Neste caso, o veículo é alimentado por motores elétricos no cubo de roda do eixo traseiro, sistema já utilizado no Citaro G BlueTec Hybrid.
Uma das características marcantes do Citaro com propulsão totalmente elétrica é o gerenciamento térmico refinado dos sistemas de acionamento e controle de temperatura do ônibus. Essa solução reduz significativamente o consumo de energia, aumentando a autonomia do veículo sem mudar o tamanho da bateria.
Atualmente, o Citaro elétrico está sendo submetido à mesma extensa série de ensaios e testes realizados por todos os ônibus da Mercedes-Benz.
Os protótipos já passaram, por exemplo, com sucesso pelos testes iniciais de inverno em temperaturas geladas no círculo ártico, bem como no calor de verão de Serra Nevada, na Espanha. Outros testes de resistência e refinamentos detalhados também serão realizados, garantindo que a Mercedes-Benz consiga oferecer a máxima disponibilidade em relação a um ônibus urbano de propulsão convencional. O Citaro totalmente elétrico fará sua estreia mundial no salão internacional de veículos comerciais IAA 2018 em Hannover, na Alemanha.

Além do Citaro, a Mercedes-Benz também realizou, neste mês de novembro, a estreia do ônibus elétrico escolar Saf-T-Liner C2. Chamado de Jouley, esta é a primeira geração de um elétrico da marca com produção em série.
O ônibus escolar, fabricado pela Thomas Built Buses – subsidiária da Daimler Trucks North América – vem equipado com o trem de força que fornece energia de bateria de 100-160 kWh, uma base de autonomia de 100 milhas além da opção de uma autonomia ainda maior com conjuntos adicionais de bateria.
Fuso e-Canter é o primeiro caminhão elétrico produzido em série

Primeiro caminhão leve totalmente elétrico produzido em série no mundo, o Fuso eCanter será entregue aos clientes, a partir deste ano, nos EUA, Europa e Japão. Esta é a 3ª geração do veículo, que fez sua estreia no IAA de 2016. Em 2010, o eCanter foi o primeiro caminhão leve do mundo com propulsão puramente elétrica.
“O eCanter elétrico com condução livre de emissões é uma alternativa economicamente atrativa ao motor diesel”, diz Marc Llistosella, presidente & CEO da Mitsubishi Fuso Truck & Bus Corporation e chefe da Daimler Trucks Asia. “Devido à eficiência rapidamente aprimorada da bateria, combinada com custos significativamente mais baixos, pretendemos lançar o veículo a um preço competitivo. O custo adicional de compra deverá ser retornado ao cliente em menos de três anos”.
Os custos operacionais mais baixos do veículo elétrico, em relação aos modelos a diesel, são uma compensação imediata. Os resultados de um teste de um ano em Portugal com a 2ª geração do Canter elétrico demonstraram que aproximadamente 1.000 euros podem ser economizados em 10.000 km, em comparação à versão diesel. Com o benefício adicional de custos de manutenção 30% menores, a Fuso fornece a seus clientes uma solução econômica para a condução livre de emissões.
O novo eCanter é equipado com um motor elétrico de 185 kW de potência. Sua bateria tem capacidade de 70 kW por hora. Assim, dependendo da carroceria, carga e tipo de aplicação, uma autonomia de mais de 100 km é possível sem recarga com o veículo parado. Extensivos testes junto a clientes com a 2ª geração demonstraram que sua autonomia é suficiente para o uso diário de um caminhão leve.
O eCanter pode ser configurado para cada uma das necessidades dos clientes em termos de autonomia, preço e peso. Esse conceito se baseia na percepção de que alguns clientes não precisam de muita autonomia, mas sim de maior carga útil, enquanto outros aceitam uma carga útil menor, mas precisam de maior autonomia, o que demanda mais conjuntos de baterias. As possibilidades de carga na bateria também são muito personalizadas: 80% da capacidade com uma hora de corrente contínua numa estação de carga rápida ou, alternativamente, 100% de carga com corrente alternada em sete horas. No futuro, a carga rápida será possível com 170 kW. Assim, 80% da capacidade da bateria serão obtidos em somente meia hora.