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terça-feira, 8 de novembro de 2016

5 desafios mundiais que estão em jogo na

 COP 22, em Marraquexe

Daqui para a frente, é nos detalhes que reside o sucesso do acordo universal do clima de Paris. O encontro em Marraquexe vai dar o tom do que esperar


Fonte: exame.abril.com.br/mundo/5-desafios-mundiais-que-estao-em-jogo-na-cop-22-em-marraquexe/

Acordo do clima: entre o papel e a realidade, há muito trabalho minucioso a ser feito. (Howard Perry/Thinkstock)




São Paulo – Em dezembro de 2015, mais de 190 nações festejavam a criação do primeiro acordo universal de combate às mudanças climáticas durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), na França.
Agora, é chegada a hora de transformar as promessas em prática. Na última sexta (4), o Acordo de Paris entrou em vigor para os 97 países que já ratificaram o documento e que respondem por pelo menos 65% das emissões globais de gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global.
Apesar dos fortes compromissos adotados, o acordo não resolverá a crise climática sozinho. Entre o “papel” e a realidade, há muito trabalho minucioso a ser feito. Os primeiros passos para que isso ocorra serão dados a partir de amanhã (7) em Marraquexe, no Marrocos, durante a COP22.
Ao longo das próximas duas semanas, os países discutirão os caminhos para a regulamentação do acordo climático universal, a fim de garantir a plena efetivação de seu principal objetivo  — limitar o aumento da temperatura global, até o final do século, a não mais do que 2 graus Celsius (ºC) em relação ao período pré-industrial.

Indo além do acordado no documento, os países se comprometeram a perseguir uma meta mais ousada, limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C.
Daqui para a frente, é nos detalhes que reside o sucesso do Acordo de Paris e dos esforços nacionais. O encontro em Marraquexe vai dar o tom do esperar. Veja, a seguir, as principais questões em jogo na COP22.
  1. Mecanismos de financiamento
Um dos pontos mais importantes da COP 22 é a discussão de mecanismos de financiamento que ajudem países em desenvolvimento a realizar ações necessárias para adaptação às mudanças climáticas.
Também está em pauta o detalhamento de um mecanismo de perdas e danos que dê conta dos prejuízos financeiros que os países mais vulneráveis sofrem (ou virão a sofrer) com os fenômenos extremos, como cheias, tempestades e temperaturas recordes.
As nações ricas já se comprometeram a fornecer financiamento para os mais pobres, mobilizando US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020. Qual processo garantirá o acesso das nações a esses recursos e como acelerar essa transferência serão pontos-chave na conferência em Marraquexe.
2. Transposição dos planos nacionais em políticas climáticas
Mas recursos financeiros só farão diferença se vierem ao encontro de planejamentos adequados. Por isso, os governos também avaliarão meios de cooperação mútua para garantir a plena implementação das chamadas Contribuições Nacionais. Para o acordo de Paris, cada nação apresentou um conjunto de objetivos quantificáveis relativos à redução de emissões e à adaptação aos fenômenos climáticos extremos. Mas quantos desses planos são realmente exequíveis e a que custo são questões que ainda precisam ser detalhadas.
3. Reporte transparente e confiável do progresso
Ok, então todos os países possuem metas determinadas e se comprometem a persegui-las: mas como saber se eles realmente estão cumprimento o que prometeram? A COP 22 vai discutir a criação de um sistema comum de reporte transparente e confiável capaz de traduzir, com uniformidade, os esforços de cada país. Com isso, todos os governos signatários do Acordo de Paris conseguirão acompanhar integralmente as contribuições das partes individuais e o progresso em relação ao objetivo comum a longo prazo.
4. Inventário global
A partir de 2023, os governos se reunirão a cada cinco anos para fazer um balanço do inventário mundial das emissões de carbono, tomando como base os últimos avanços científicos e ações de implementação até aquele momento.
Essas contribuições deverão ser revistas a cada um desses encontros a fim de que cada participante renove os seus compromissos de combate às mudanças climáticas para torná-los cada vez mais ambiciosos. A COP 22 vai debater quais parâmetros nortearão essa revisão. 
O inventário estabelecerá o contexto para o aumento da ambição de todas as Partes, analisando o que foi alcançado coletivamente e o que mais precisa ser feito para atingir o objetivo de evitar um aumento de temperatura superior 2 °C e visando um aumento máximo de 1,5 ° C.
5. Realidade pede mais ação
Apesar dos fortes compromissos do Acordo de Paris, os esforços prometidos ainda estão aquém dos desafios climáticos. Um relatório da agência ambiental da ONU (Pnuma) divulgado nesta semana mostrou que o planeta está caminhando para um aumento médio de temperatura entre 2,9°C a 3,4°C  neste século, mesmo com os compromissos do Acordo de Paris. Nesse sentido, a COP22, em Marraquexe, é também uma tremenda oportunidade para catalizar novas ações para fortalecer a luta climática.




segunda-feira, 7 de novembro de 2016



Brasil e Portugal se unem para produzir carros elétricos

Fonte: www.usinagem-brasil.com.br/11448-brasil-e-portugal-se-unem-para-produzir-carros-eletricos/pa-1/








(06/11/2016) - Brasil e Portugal irão desenvolver em conjunto um carro movido exclusivamente a eletricidade. Um acordo nesse sentido foi assinado no último dia 1º, na cerimônia de encerramento da 11ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Brasília, que reuniu, dentre outros líderes da comunidade lusófona, o presidente brasileiro Michel Temer e o primeiro-ministro português, António Costa.
O projeto será capitaneado pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu, do Brasil, e pelo Centro de Excelência e Inovação para a Indústria de Automóvel (Ceiia), de Portugal. A data para os veículos começarem a ser produzidos ainda não foi definida.
Para o primeiro-ministro português, o acordo é fruto dos bons resultados dos testes com o avião da Embraer KC-390, desenvolvido pela empresa brasileira, mas que teve algumas partes produzidas em Portugal.
“Hoje não falamos apenas de importação e exportação de petróleo, de carne, de vinho ou de azeite. Também já podemos falar de cooperação técnica e científica ao mais alto nível”, disse Antonio Costa.
Para a Fundação Itaipu, trata-se de uma nova incursão no segmento de carros elétricos, pois, em parceria com diversas empresas, já desenvolveu cerca de 50 protótipos de veículos de tração elétrica total ou parcial. Dois exemplos são o ônibus híbrido fabricado em conjunto com a Eletra e a Mitsubishi (motorização) e a Mascarello (carroceria), e o microônibus Gran Mini, movido somente por baterias.


Energia solar movimentará R$ 100 bi até 2030 no País


Fonte: www.usinagem-brasil.com.br/11445-energia-solar-movimentara-r-100-bi-ate-2030-no-pais/pa-1/




(06/11/2016) - Energias alternativas são hoje um dos segmentos com maior potencial de crescimento no Brasil. A energia eólica saltou de cerca de 1% da matriz energética nacional para cerca de 6% em uma década. Agora, expansão semelhante é esperada em energia solar, com expectativa de até 2024 passar a responder por 4% da matriz energética brasileira, que é de apenas 0,02%. "Será um salto de 200 vezes em relação ao que temos hoje”, diz Rodrigo Lopes Sauaia, presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) até 2024 cerca de 1,2 milhões de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil e até o 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.
Para se ter uma ideia do potencial do Brasil para produzir energia fotovoltaica, a radiação solar na região menos ensolarada é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, hoje o maior produtor de energia fotovoltaica. Para aproveitar este potencial o preço do kWp - medida de potência energética associada com células fotovoltaicas - está reduzindo e nos próximos anos o desafio será abrir novas linhas de crédito e financiamento. A tendência é de que surjam mais programas do governo e modelos de negócios, tornando o processo mais acessível.
Os custos da energia elétrica têm contribuído para impulsionar o número de instalações do sistema fotovoltaico. Os estados que mais instalam energia solar são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, sendo MG um dos pioneiros e com mais instalações e o RJ com melhor potencial e mais instalações por m². Na área empresarial, os estados que mais tem adotado e instalado sistema fotovoltaico são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.
De acordo com a resolução 482, de 2012, o governo garante a todos - públicos residencial, comercial ou industrial - que optarem pela energia solar, descontos na conta de luz. “Ou seja, se o sistema gerar mais energia do que o consumido, a energia excedente será injetada na rede pública. Esta medição é realizada através de um medidor de energia bidirecional - fornecido pela concessionária local - que quantifica os quilowatts-horas injetados de energia solar. Este excedente será analisado e calculado, para que o consumidor receba um desconto em sua conta de luz”, explica o diretor da Divisão de Energia Solar da Fronius, Martin Drope.
A energia solar fotovoltaica é agora, depois de hidráulica e eólica, a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada no mundo. Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica. A China, Japão e Estados Unidos, atualmente, são os mercados de energia fotovoltaica, contribuindo com quase 6% de sua demanda de eletricidade. A Alemanha é o maior produtor, mas estima-se que em breve será superado pela China.
“O Brasil dispõe de um potencial gigantesco. A Europa possui 88 GW de energia fotovoltaica enquanto o Brasil está com menos de 1 GW instalado, ou seja, representa apenas 0,02% do potencial da matriz energética brasileira. Mas este sistema está cada vez mais acessível no Brasil”, destaca Drope, destacando que a Fronius já comercializou mais de 3 mil inversores solares no Brasil, com perspectiva de dobrar este número nos próximos anos.

domingo, 6 de novembro de 2016

Acordo do Clima de Paris entra oficialmente em vigor nesta sexta-feira (4/11)

Nova cúpula da ONU deve avançar em detalhes do tratado.
COP 22 começa na segunda-feira (7/11), em Marrakesh.


Fonte:g1.globo.com/



Nova Delhi, na Índia, com espessa camada de poluição (Foto: Money Sharma / AFP)


O Acordo de Paris, que é destinado a substituir o Protocolo de Kioto em 2020, é o primeiro pacto universal para tentar combater a mudança climática. Ele tem como objetivo manter o aumento da temperatura média mundial "muito abaixo de 2°C", mas "reúne esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C", em relação dos níveis pré-industriais.
A entrada em vigor ocorre às vésperas da 22ª Conferência da ONU sobre o Clima, que começará na segunda-feira (7/11)  na cidade marroquina de Marrakesh. Um total de 92 países já ratificaram (aprovaram internamente) o Acordo de Paris.
O limite mínimo de 55 países que representam 55% das emissões mundiais de gases do efeito estufa -- necessário para que o acordo entrasse em vigor -- foi atingido antes do que os especialistas esperavam.
No entanto, a ONU advertiu nesta quinta-feira, como informa a agência AFP, que o planeta deve reduzir "de maneira urgente e radical" suas emissões de gases do efeito estufa para evitar uma "tragédia humana".
"Se não começamos a adotar medidas adicionais a partir de agora, a partir da conferência de Marrakesh, terminaremos chorando ante uma tragédia humana evitável", declarou Erik Solheim, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que publicou seu relatório anual sobre a ação climática global.
Entre os principais países emissores, a Rússia ainda não indicou quando ratificará o acordo. Na Austrália e no Japão, o processo já está em andamento, e na Europa, Polônia, Bélgica, Itália e Espanha ainda devem ratificá-lo em nível nacional.
Na América Latina, Argentina, Brasil, México, Peru, Costa Rica, Bolívia, Honduras e Uruguai também ratificaram o acordo, entre outros.
"É importante manter a dinâmica de Paris e não se limitar a se parabenizar pela sua mera entrada em vigor", alertou Alden Meyer, especialista da organização americana Union of Concerned Scientists.
Imprecisões
Os negociadores ainda têm trabalho pela frente, porque o texto acordado por consenso em Paris tem muitas imprecisões que devem ficar claras.

"A COP22 deve ser uma conferência de ação e implementação", afirma Tosi Mpanu-Mpanu, porta-voz do grupo de países menos desenvolvidos.
Entre os temas que devem avançar estão a definição das regras de transparência (verificação dos compromissos nacionais), o aumento da ajuda financeira aos países em desenvolvimento, a assistência técnica para a criação de políticas de desenvolvimento "limpo" (energias renováveis, transportes e residências que consomem menos energia, novas práticas agrícolas, etc), e a apresentação de metas nacionais para 2050.
"O mais importante que estará em jogo em Marrakesh é chegar a um acordo sobre uma data limite para decidir as regras de aplicação do Acordo, especialmente as regras de transparência", afirma Laurence Tubiana, a negociadora francesa, acrescentando que "2017 não seria realista, mas 2018 é possível".
As regras de transparência se referem às informações que os países deverão fornecer sobre as medidas adotadas para limitar suas emissões, assim como o avanço das ajudas financeiras públicas.
Paralelamente a uma maior transparência, o acordo se baseia no reforço dos planos de ação de cada país, que vão até 2025 ou 2030.
Ajuda aos mais pobres
O conjunto dos compromissos atuais coloca o planeta em uma trajetória de +3°C, um limiar que implica consequências mais graves que o aumento de 2ºC (meta prevista no acordo), já em si causador de uma agudização dos fenômenos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, inundações e elevação do nível do mar.

"Cada país deve fazer mais, não se pode esperar até 2025 ou 2030", adverte Laurence Tubiana que, como outros especialistas, defende que haja objetivos nacionais mais ambiciosos até 2020.
A questão da ajuda aos países em desenvolvimento continuará sendo um assunto delicado. Dos US$ 100 bilhões prometidos anualmente até 2020, US$ 67 bilhões de fundos públicos já foram anunciados, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Espera-se novos anúncios destinados aos países mais pobres, "que carecem de recursos e conhecimentos para se protegerem de maneira adequada dos efeitos devastadores", destaca Tosi Mpanu-Mpanu.
Por outro lado, em Marrakesh serão medidos os avanços realizados por algumas das 70 coalizões lançadas na COP21 (aliança solar, inovação, práticas agrícolas, sistemas de alerta etc).
Os países africanos esperam muito da Iniciativa para as energias renováveis e dos 10 bilhões prometidos para promover energias verdes no continente.
VEJA PRINCIPAIS PONTOS DO ACORDO DO CLIMA
- Países devem trabalhar para que o aquecimento fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC
- Países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões por ano
- Não há menção à porcentagem de corte de emissão de gases-estufa necessária
- Texto não determina quando emissões precisam parar de subir
- Acordo deve ser revisto a cada 5 anos
Acordo inédito
O acordo de Paris foi a primeira vez que se atingiu um consenso global, em um acordo em que todos os países reconhecem que as emissões de gases do efeito estufa precisam ser desaceleradas e, em algum momento, comecem a cair.

Cientistas criticaram a ausência de metas específicas de cortes de emissão para períodos de longo prazo – de 2050 --, mas o acordo deixa em aberto a possibilidade de que essas sejam estabelecidas posteriormente, com "a melhor ciência possível".
O tratado não determina com precisão até quando as emissões precisam parar de subir e começar a cair, mas reconhece o pico tem de ocorrer logo. "As partes do acordo visam atingir um pico global nas emissões de gases de efeito estufa assim que possível, reconhecendo que o pico levará mais tempo para países em desenvolvimento", diz o texto.
O documento ainda conclama os países a "adotarem reduções rápidas a partir de então, de acordo com a melhor ciência disponível, de modo a atingir um equilíbrio entre as emissões antropogênicas por fontes [queima de combustíveis fósseis] e pela remoção por sorvedouros de gases de efeito estufa na segunda metade deste século".
Também está incluído o compromisso de países ricos de garantirem um financiamento de ao menos US$ 100 bilhões por ano para combater a mudança climática em nações desenvolvidas a partir de 2020, até ao menos 2025, quando o valor deve ser rediscutido.
Revisão periódica
O acordo também inclui um mecanismo para revisão periódica das promessas nacionais dos países para rever suas metas de desacelerar as emissões do efeito estufa, que não atingem hoje nem metade da ambição necessária para evitar o aquecimento de 2°C.

Tanto o financiamento quanto a ambição terão de ser revistos de cinco em cinco anos. A primeira reunião para reavaliar o grau de ambição dos cortes é prevista para 2023, mas em 2018 deve ocorrer um encontro que vai debate-las antecipadamente.
A medida é importante, porque as atuais promessas de redução de emissões, conhecidas como INDCs (Contribuições Pretendidas Nacionalmente Determinadas), ainda não são suficientes para barrar o aquecimento em 2°C. No novo acordo, as INDCs perderam o “I” (de “intended”, ou pretendidas), porque agora não devem mais ser uma intenção, e sim um compromisso.
Compensações
Outro ponto crucial do acordo foi o estabelecimento de um mecanismo de compensação por perdas e danos causados por consequências da mudança climática que já são evitáveis. Muitos países pobres e nações-ilhas cobravam um artigo especial no tratado para isso, e foram atendidos.

Países emergentes lutaram muito durante as negociações contra que fossem obrigados a dar contribuições junto com países ricos. No final, a obrigação ficou apenas com países ricos. "Países desenvolvidos parte do acordo devem fornecer recursos financeiros para auxiliar países em desenvolvimento com relação a mitigação e adaptação", diz texto do acordo. "Outras partes são encorajadas a prover e continuar a prover tal suporte voluntariamente."


1º FÓRUM PERNAMBUCO E O SETOR ELÉTRICO NACIONAL



Fonte: www.folhape.com.br/folha-digital/









Carro elétrico depende de política
 pública para vingar no Brasil

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

Atualmente, são apenas cerca de 2,5 mil veículos elétricos num universo de mais 

de 40 milhões de automóveis a combustíveis fósseis circulando no país

     
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Enquanto alguns países da Europa já se preparam para dar adeus aos 
veículos à combustão, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer 
para tornar sua frota mais verde– hoje são cerca de 2,5 mil veículos apenas
 num universo de mais de 40 milhões de automóveis. Por enquanto, temos 
isenção de 35% do imposto de importação para carros elétricos e híbridos.
 Além disso, está em tramitação no Senado um projeto de lei que dá um
 bônus para a aquisição de carros exclusivamente elétricos. O benefício é
 equivalente à parcela do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) que cabe
 à União.
Mas será preciso ir além, defendem especialistas. “Infelizmente o Brasil não
 é uma Noruega. Carro elétrico é política pública. Depende de incentivos, 
regulação e, não menos importante, infraestrutura”, afirma Ricardo Takahira, 
membro da Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE BRASIL 
(Sociedade de Engenheiros da Mobilidade).
É preciso, criar um ecossistema favorável em três frentes: indústria, 
infraestrutura e mercado. “Nossa economia é muito dependente da indústria 
automotiva. 
Os veículos a combustão têm uma cadeia produtiva completa no país. Essa
 transição tem de ser feita de forma planejada. Para conseguir colocar o carro
 elétrico na prateleira do consumidor brasileiro, precisamos de leis e subsídios
 do governo”, afirma Ricardo Guggisberg, presidente da Associação Brasileira 
dos Veículos Elétricos (ABVE).

“Brasil será arrastado”

Por esta, e outras razões, a universalização desse novo modelo de mobilidade
 que vemos surgir se dará de forma bastante assimétrica no Brasil, acredita
 Wanderlei Marinho, professor convidado de pós-graduação em engenharia
 automotiva do Instituto Mauá de Tecnologia. Pelo lado da conectividade,
 por exemplo, a parte da infraestrutura vai prescindir de um sistema de 
comunicação eficiente, com internet rápida para permitir o grande fluxo 
de dados e informações que esses novos sistemas vão exigir. “O Brasil 
será arrastado para esse processo, mas isso não é completamente ruim”, 
afirma. Segundo ele, o fato de não estarmos na vanguarda traz a oportunidade 
de implantar um processo mais amadurecido no país. Mas é preciso começar logo.





ANEEL conclui com sucesso leilão de mais de 6 mil km de linhas de transmissão


Foram arrematados 21 dos 24 lotes ofertados, o que representa R$11,6 bilhões em investimentos em transmissão
Autor: ASSESSORIA DE IMPRENSA  ( www.aneel.gov.br )








A segunda etapa do Leilão de Transmissão Nº 13/2015 foi concluída com
 sucesso pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O certame 
negociou 21 lotes de empreendimentos localizados nos seguintes 
estados: Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, 
Piauí e Rio Grande do Norte. A licitação, realizada nesta sexta-feira 
(28/10) na BM&FBOVESPA em São Paulo, propiciou a contratação de 
6126 km de linhas de transmissão e 6 mil mega-volt-amperes (MVA) de 
potência de subestações. Com o resultado positivo do certame haverá 
investimentos em torno de R$ 11,6 bilhões em transmissão.

O leilão apresentou deságio médio de 12,07% ao preço inicial ofertado.
 Isso significa que a receita dos empreendedores para exploração dos
 investimentos ficará menor que o previsto inicialmente, contribuindo 
para modicidade tarifária de energia. A Receita Anual Permitida* 
contratada ficou em R$ 2,1 bilhões. A negociação das linhas propiciará 
a geração de 25.658 empregos.

A grande vencedora do leilão foi a Equatorial Energia S/A. A empresa 
arrematou sete lotes (8,9,12,14,15,16 e 23) no certame. O maior deságio
 do leilão de 27,99% ocorreu no lote 9 e a maior disputa aconteceu
 no lote 21 arrematado pela Companhia de Transmissão de Energia 
Elétrica Paulista (CTEEP), após 54 lances. Não foram licitados apenas 
três lotes (7,11 e 19).

As empresas vencedoras terão direito ao recebimento da Receita Anual 
Permitida para a prestação do serviço a partir da operação comercial dos
 empreendimentos. O prazo das obras varia de 42 a 60 meses e as concessões
 de 30 anos valem a partir da assinatura dos contratos.