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domingo, 3 de abril de 2016



fonte: http://www.digital.diariodepernambuco.com.br/diariodepernambuco/03/04/2016/p18

Energia solar para reduzir custos altosNo estado, hospitais e até cemitérios estão instalando placas fotovoltaicas, com recursos do FNE Verde

ROSA FALCÃO
rosafalcao.pe@dabr.com.br
Publicação: 03/04/2016 03:00




A energia solar chega aos hospitais e cemitérios. Em Arcoverde, o Hospital Memorial será o pioneiro no Nordeste a instalar um sistema de produção de energia fotovoltaica com a capacidade de geração de 130 quilowatts/hora. Na área metropolitana do Recife, o cemitério e crematório Memorial dos Guararapes, localizado em Jaboatão dos Guararapes, deverá iniciar em abril a geração solar para consumo próprio, com a capacidade de 15,3 quilowatts/hora. Os dois projetos de implantação de microgeração de energia solar contam recursos do FNE Verde, linha de crédito do Banco do Nordeste, cuja verba destinada neste ano para projetos sustentáveis e de energia renovável soma R$ 335 milhões. 
A crise energética e o alto custo da energia elétrica são os principais fatores que estimulam os empresários buscarem fontes alternativas de energia à geração hidrelétrica. A “pegada” ambiental é outro argumento forte para instalar os sistemas de geração fotovoltaica a partir da luz solar. No Cemitério Memorial Guararapes, por exemplo, a despesa média mensal é de R$ 8 mil com a conta de energia elétrica. A expectativa é reduzir até 70% o consumo com a entrada da geração solar de 60 placas fotovoltaicas. 
O diretor do cemitério, Eitor Laurentzy, diz que o investimento de cerca de R$ 100 mil para a instalação do sistema fotovoltaico deverá ter o retorno entre 8 e 10 anos. “A geração solar se tornou uma opção viável e ecologicamente correta. A expectativa é gerar um quarto do consumo total de energia de 60 quilowatts/hora por mês. A ideia é gerar energia durante o dia e colocar o excedente na rede da Celpe.” A energia solar será utilizada em algumas áreas do cemitério e do crematório. O projeto está em fase de implantação e aguarda a vistoria da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) para iniciar a geração, prevista para abril.
O projeto do Hospital Memorial em Arcoverde é mais ambicioso. O diretor da unidade hospitalar, Joaquim José de Lucena, conta que a ideia é gerar toda a energia demandada pelo hospital para se tornar autossuficiente. Com uma despesa mensal de R$ 8 mil com energia elétrica, o grupo quer reduzir até 100% da conta com a geração solar. 
O sistema prevê a instalação de 500 placas fotovoltaicas nos telhados do hospital. “Nós vamos aproveitar o potencial de radiação da região para gerar energia solar de dia e o excedente colocar no sistema da Celpe para fazer a compensação.” Atualmente, o hospital utiliza a energia solar para fazer o aquecimento de água. “Queremos instalar um sistema de geração solar que seja modelo no Sertão, e possa ser aplicado por outros para aproveitar o potencial de radiação solar da região.”

sexta-feira, 1 de abril de 2016




fonte:  http://motherboard.vice.com/pt_br/read/o-ano-de-2015-foi-o-mais-quente-j-registrado

O ano de 2015 foi o mais quente já registrado – e por uma boa margem




Resultado de imagem para foto da nasa planeta temperatura

                                                 

                                                             clique aqui e assista a  
                                                     Evolução do aquecimento do planeta Terra

É oficial: 2015 foi o ano mais quente já registrado até então, de acordo com o anúncio em conjunto da NASA e do órgão americano para dados meteorológicos e climáticos, a NOAA. A notícia nem é muito surpreendente: cientistas do clima projetaram em agosto que 2015 receberia esse título catastrófico. Aquele mês, você deve recordar com suor na testa, foi o mês mais abafado registrado até então.
O que impressiona, entretanto, é a maneira como o ano de 2015 derrotou o recorde anterior, do ano de 2014. A análise da NASA estimou que as temperaturas globais do ano passado aumentaram cerca de 0,13 graus Celsius, ou 0,23 graus Fahrenheit, em comparação com 2014, enquanto os resultados da NOAA foram ainda piores: aumento de 0,16 graus Celsius ou 0,29 graus Fahrenheit.
Pode não parecer uma grande mudança, mas é extremamente preocupante quando é possível considerá-la uma tendência. É, de fato, o maior aumento de temperatura já registrado entre dois anos consecutivos desde 1998.
Um dos maiores contribuintes para o recorde foi o ressurgimento do ciclo de aquecimento do El Niño, que impulsionou as temperaturas globais durante a maior parte do ano. Mas, de acordo com a NASA e a NOAA, essa é só parte do mal estar. O problema central é a mudança climática contínua como resultado da atividade humana, de acordo com a NASA e a NOAA.
“O ano de 2015 foi notável mesmo no contexto do El Niño”, afirmou Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA. “As temperaturas do ano passado tiveram a participação do El Niño, mas o efeito cumulativo dessa tendência em longo tempo resultou no recorde de aquecimento que estamos vendo agora.”
Esse recorde de aquecimento anda lado a lado com os padrões de clima bizarros e os desastres naturais enfrentados em comunidades em todo mundo. Estima-se que as ondas de calor na Índia do ano passado mataram 2.500 pessoas. Megassecas e incêndios florestais estão se tornando regras em regiões vulneráveis como a Califórnia. O branqueamento dos corais está devastando a vida marinha e há naçõesdesaparecendo conforme os níveis dos oceanos aumentam. Mais: a mudança climática já implicou em alguns importantes distúrbios sociais, incluindo a crise de refugiados na Síria.
E sabe o pior? Prevê-se que 2016 seja ainda mais quente do que 2015. Para os cientistas, é possível que estejamos presos em um padrão anual temperaturas intensas registradas a curto prazo.
A previsão a longo prazo é, claro, difícil de prever. Mas vale mencionar que, embora 2015 tenha sido o ano mais quente já registrado, foi também um ano bastante encorajador no quesito ativismo climático. Tentativas globais para alcançar acordos substanciais como os diálogos em Paris permanecem aquém do necessário, porém, ao menos demonstram compromisso da participação internacional no assunto.
Pelo que vemos por aí, a mudança climática se tornou um assunto político popular e,mesmo alguns políticos Republicanos estão começando a levá-la a sério. Preocupações acerca do aumento das temperaturas foram expressas por todos os lugares, desde startups de tecnologia a protestos entusiasmados. Talvez o mais significativo de todos os esforços, foi quando o presidente norte-americano, Barack Obama, encerrou a proposta do sistema de oleodutos Keystone XL. Foi uma mensagem clara de que há vontade política para acabar gradualmente com a emissão de combustíveis fósseis.
O aumento da onda de preocupação das pessoas sobre o planeta em aquecimento provavelmente não irá impedir que 2016 supere 2015 como ano mais quente já registrado, mas poderá prevenir mais desastres no futuro. Se há uma resolução de ano novo que devemos todos nos prender, é continuar a luta por um futuro sustentável para nosso planeta.

quarta-feira, 30 de março de 2016



Causas e consequências das alterações climáticas

O Professor Hans Joachim Schellnhuber, Diretor do Instituto para a Investigação do Impacto das Alterações Climáticas, de Potsdam, explica as causas e as consequências das alterações climáticas e o que pode ser feito para as combater.
Veja aqui vídeo muito legal...
https://www.youtube.com/watch?v=yyMQrhVejs4


fonte: http://leonardo-energy.org.br/noticias/mudanca-de-habitos-para-garantir-beneficios-da-eficiencia-energetica/

Eficiência Energética. Cada vez mais esse conceito vem fazendo parte da vida das pessoas, porém muitos ainda desconhecem seu significado, bem como, seus benefícios. Toda e qualquer possibilidade do uso racional da energia elétrica pode ser considerada eficiência energética.
Aplicável em residências, a partir da mudança de hábitos comuns, em ambientes corporativos como escritórios, empresas de pequeno e médio porte, ou até em indústrias, seu conceito tem como aliado a conscientização pela melhoria do clima do planeta e os resultados se traduzem em conta de luz mais barata e combate ao desperdício de energia.
E na semana em que é comemorado o Dia Mundial da Eficiência Energética(5 de março), a EDP, distribuidora de energia elétrica para as regiões do Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo, orienta sobre como utilizar os equipamentos elétricos de forma racional, trazendo melhor resultado e economia.
“Economia financeira e produção otimizada são alguns dos principais resultados da eficiência energética em residências, ambientes empresariais e industriais”, diz Marcos Scarpa, relações institucionais da EDP.
“Algumas mudanças de hábito inclusive podem minimizar o desperdício e, consequentemente, auxiliam para o melhor uso das fontes de energia e para uma redução da conta de luz”, completa o executivo.
O ar-condicionado e a geladeira são equipamentos de maior potência na residência e consomem mais. Para obter um bom resultado com relação àeficiência energética, é importante verificar a categoria do selo PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica. Quando mais elevada a categoria, mais eficiente é o aparelho, por isso, sempre que possível, escolha o nível “A”.
“Vale lembrar que, equipamentos eficientes são mais exigentes em relação à rede elétrica que os abastece, por isso, manter a fiação interna em equilíbrio é essencial”, ressalta Marcos Scarpa, sobre a necessidade do dimensionamento correto de carga na rede elétrica interna da residência. O executivo lembra que o chuveiro também é um dos vilões do consumo e o ideal é deixá-lo no modo “verão”, posição em que o aparelho consome menos.
A fuga de corrente é uma das grandes causas de aumento elevado no consumo de energia. Emendas de fios feitas de forma incorreta, conexões frouxas, fios desencapados ou com isolamento comprometido pelo tempo podem ocasionar a fuga de corrente.
Outros cuidados também podem potencializar a eficiência energética dentro de casa:
dicas
Vale lembrar que algumas taxas da fatura de energia, como o ICMS*, são calculadas pela quantidade de consumo, quanto mais kW/h, maior o valor a ser pago de imposto.

*O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Estado de São Paulo muda de acordo com a faixa de consumo do cliente. Até 90 kWh/mês, o consumidor é isento; de 91 a 200 kWh/mês, acréscimo de 12%, e acima de 201 kWh/mês, acréscimo de 25% sobre o consumo.
Fonte: Portal R3

terça-feira, 29 de março de 2016


fonte: http://www.aneel.gov.br/informacoes-tecnicas


Geração Distribuída







Micro e Minigeração Distribuídas


Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da micro e da minigeração distribuídas de energia elétrica, inovações que podem aliar economia financeira, consciência socioambiental e autossustentabilidade. Veja aqui quantos consumidores já estão operando como micro e minigeradores no Brasil.

Os estímulos à geração distribuída se justificam pelos potenciais benefícios que tal modalidade pode proporcionar ao sistema elétrico. Entre eles, estão o adiamento de investimentos em expansão dos sistemas de transmissão e distribuição, o baixo impacto ambiental, a redução no carregamento das redes, a minimização das perdas e a diversificação da matriz energética.

Perguntas e Respostas sobre a aplicação da Resolução Normativa nº 482/2012
http://www2.aneel.gov.br/arquivos/PDF/FAQ_GD_Atualizado.pdf




http://www.mme.gov.br/web/guest/secretarias/energia-eletrica



Eficiência Energética será tema de Comitê Técnico criado pelo governo federal


O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU), nesta segunda-feira (01/02), a Resolução nº 4 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que cria o Comitê Técnico para Eficiência Energética (CTEE), com o objetivo de propor estratégias para promoção da eficiência energética no país.

O Comitê será responsável pelo estudo de programas e ações de eficiência energética e de Pesquisa & Desenvolvimento nessa área, centralizando essas ações em um foro especializado. O CTEE será composto por representantes dos ministérios de Minas e Energia, responsável pela coordenação do grupo; Ciência e Tecnologia e Inovação; Planejamento; Fazenda; Meio Ambiente; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Transportes; além da Casa Civil da Presidência da República e do Fórum Nacional dos Secretários de Energia.

A criação do Comitê permite a reorientação de recursos já existentes para as ações de Eficiência Energética e a fixação de diretrizes de governo para tais programas.
 
Incentivo à eficiência energética 

 
Fomentar ações de incentivo à eficiência energética é um dos desafios do Ministério de Minas e Energia. A criação do CTEE foi proposta pelo CNPE em sua 30º  reunião (junho de 2015), para ser aprovado pelo colegiado na reunião seguinte. O CTEE é o primeiro dos Comitês técnicos dedicados a áreas específicas propostas pelo CNPE.  Essas entidades poderão auxiliar o trabalho do CNPE, elaborando e propondo políticas e ações aos conselheiros.

Entre as ações de Eficiência Energética em estudo no MME está a definição de ação que reduza o consumo dos compressores de refrigeradores comerciais. Atualmente, há cerca de três milhões de expositores refrigerados em bares e outros estabelecimentos comerciais que consomem muita energia, e esse estoque é renovado a cada dez anos, e aumentar a eficiência desses equipamentos trará benefícios rápidos na racionalização do consumo no setor
.

sexta-feira, 25 de março de 2016

fonte: http://www.canalenergia.com.br/


Enio Fonseca, do FMASE: Aumento no uso das fontes renováveis de energia reduzem emissões de CO2

De acordo com a AIE, o setor energético emitiu cerca de 32 bilhões de toneladas de CO2 em 2015, o mesmo valor de 2014, mesmo com um crescimento da economia global da ordem de 3%

Enio Fonseca, do FMASE, Artigos e Entrevistas
23/03/2016
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE) os  investimentos mundiais em energias renováveis em 2015 chegaram ao recorde de US$ 328,9 bilhões.
Mais de 90% da nova eletricidade gerada em 2015 veio de fontes renováveis, maior percentual desde 1974, sendo que metade do crescimento veio de usinas eólicas, de acordo com a organização de monitoração com sede em Paris.
Dados da Agência mostram que as emissões de dióxido de carbono (CO2) para geração de energia ficaram estabilizados pelo segundo ano seguido em 2015, ainda que se observe que houve um pequeno crescimento na economia global.
Isso significa que a nível mundial as iniciativas para reduzir as emissões dos gases efeito estufa com a finalidade de combater as mudanças climáticas começam a apresentar resultados positivos, principalmente nos EUA e na China, maiores economias mundiais.
De acordo com a Agência, foi a primeira vez em 40 anos que isso ocorreu na ausência de uma recessão mundial, o que significa um alento de melhoria nas condições ambientais do planeta.
No passado, a redução das emissões estava associada apenas a períodos de estagnação econômica.
No entanto, as emissões globais precisam ainda ser significativamente reduzidas conforme definido na COP 21, no Acordo de Mudanças Climáticas Internacionais assinado por 200 países, em dezembro em Paris.
O Acordo tem o objetivo de impedir que a temperatura da terra suba mais de 2°C em relação ao período pré-industrial. No entanto os dados disponíveis mostram que já houve um aquecimento de cerca de 1°C, sendo registrado que o ano passado foi o ano mais quente da série histórica recente, o que mostra que a união dos países na busca de um entendimento, e da implementação de ações concretas de abrangência global é uma medida certa.
No mundo, o carvão continua a ser a fonte de energia predominante, respondendo por 39% da geração em 2015, contra cerca de 24% atribuídos a fontes renováveis, onde temos hidroeletricidade, eólicas, fotovoltaicas.
De acordo com a AIE, o setor energético emitiu cerca de 32 bilhões de toneladas de CO2 em 2015, o mesmo valor de 2014, mesmo com um crescimento da economia global da ordem de 3%.
No entanto, caso persista uma tendência de redução na atividade econômica mundial, teremos uma redução mais forte da emissão de gases efeito estufa no ano de 2016.
O Brasil, por sua vez, possui uma matriz energética predominantemente renovável, com participação expressivas da energia hidráulica, e com taxas crescentes de oferta de energia eólica, solar e biomassa, o que nos coloca numa posição de liderança mundial sob esse aspecto. Hoje existe um consenso entre especialistas que nossa matriz não pode prescindir de nenhuma fonte geradora, inclusive térmicas a óleo, gás e carvão mineral, além de nucleares, pois todas elas são necessárias para garantir um modelo adequado de desenvolvimento para o País.
Embora fosse uma premissa da COP 21 de que a redução absoluta das emissões seria exigida apenas das economias desenvolvidas, o Brasil definiu uma iniciativa voluntária nesse sentido, com impacto em todos os setores da economia como pecuária, agricultura e indústria, tendo como compromisso reduzir em 37%, até 2025, e em 43%, até 2030, as emissões de gases do efeito estufa. Para alcançar esse objetivo o País pretende também zerar o desmatamento na Amazônia Legal e restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.
Importante registrar que o atingimento dessas metas está diretamente vinculado ao desempenho das atividades econômicas, à existência de recursos destinados ao desenvolvimento e atualização do parque produtivo e tecnológico, ao investimento em tecnologias de baixo carbono e captura de CO2, à segurança jurídica que norteiam as relações comerciais, regulatórias e ambientais associadas.
Reduzir emissões pela diminuição da atividade econômica  não é bom, e para obter esse mesmo resultado por melhoria tecnológica dos processos produtivos é preciso existir linhas de crédito adequadas.
Enio Fonseca é presidente do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico