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quarta-feira, 13 de março de 2019

Poluição de Manaus altera funcionamento do ecossistema amazônico

Poluentes geram partículas que alteram incidência da radiação solar, fotossíntese e formação de chuva




Gases emitidos pelas fontes de poluição existentes na cidade de Manaus (na foto acima), como por exemplo os óxidos de nitrogênio (NOx), oxidam na atmosfera da floresta, condensam e dão origem aos aerossóis secundários, que alteram incidência de luz solar e formação de chuvas  – Foto: Agência Fapesp via Fapeam

O impacto da poluição emitida na cidade de Manaus sobre a floresta amazônica é revelado em pesquisa internacional com a participação do Instituto de Física (IF) da USP. Os poluentes urbanos de Manaus, levados pelos ventos, possuem substâncias que reagem com a composição da atmosfera amazônica e geram partículas conhecidas como aerossóis secundários. As medidas feitas no estudo mostram que na região de floresta houve um aumento de até 400% na produção de aerossóis secundários, que modificam a incidência da radiação solar sobre a mata e alteram a taxa de fotossíntese e os mecanismos de formação de chuva, entre outros efeitos. A pesquisa é descrita em artigo publicado na revista Nature Communications.
De acordo com o professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física (IF) da USP, um dos autores do artigo, o aumento da produção de aerossóis secundários na floresta é causado principalmente pelas altas emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) em Manaus. “A interação dos NOx com radicais livres produz também altas concentrações de ozônio (O3), um forte poluente fitotóxico, que afeta os estômatos das folhas e reduz a absorção de carbono da floresta amazônica”, acrescenta.
Professor Paulo Artaxo: aumento de produção de aerossóis secundários na floresta amazônica é causado principalmente pelas altas emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) em Manaus – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O trabalho é um dos resultados do experimento científico GoAmazon 2014/15, que reúne pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e Alemanha, e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas), DoE (Departamento de Energia) dos Estados Unidos e Instituto Max Planck, da Alemanha. “O objetivo é entender como as mudanças promovidas pelo homem podem afetar a atmosfera limpa da região amazônica, uma das poucas regiões continentais que ainda tem situações pré-industriais”, conta o professor Henrique Barbosa, do IF, que também assina o artigo. “Durante a estação das chuvas, não há queimadas e a atmosfera fica muito limpa, sem comparação com o ar que se respira nos grandes centros urbanos.”
Professor Henrique Barbosa, do IF: objetivo da pesquisa é entender como as mudanças promovidas pelo homem podem afetar a atmosfera limpa da região amazônica – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
Segundo o professor Barbosa, os aerossóis na atmosfera podem ser primários ou secundários. “Os primários são emitidos como partículas, casos da poeira, do pólen e da fuligem. Os secundários são produzidos a partir de gases que sofrem reações químicas na atmosfera, condensam e dão origem a novas partículas, entre os quais estão os compostos orgânicos voláteis (COVs)”, relata. “Na Amazônia existem COVs que são emitidos pela vegetação de maneira natural, como os isoprenos e os terpenos. Porém, os gases emitidos pelas fontes de poluição (NOx, por exemplo), oxidam na atmosfera, condensam e dão origem aos aerossóis secundários.”
Trabalhos anteriores do experimento GoAmazon 2014/15 mostraram o impacto de partículas de aerossol muito finas nos mecanismos de formação e desenvolvimento de nuvens. “As gotículas que compõem as nuvens são formadas pelo vapor de água que se depositam nas partículas de aerossol em suspensão na atmosfera”, explica Barbosa. “Os estudos mostraram que a pluma de poluição de Manaus tem altas concentrações de partículas ultrafinas que modificam muito as propriedades das nuvens. Este novo estudo conseguiu modelar os processos de formação destas partículas nanométricas, e estudos algum dos efeitos destas partículas sobre o ecossistema”.
Na amazônia, a poluição de Manaus, levada pelos ventos, causou um aumento de 60% a 200% na produção de aerossóis, em alguns casos atingindo 400%. “Os mecanismos responsáveis por este aumento foram modelados e desvendados. O aumento da quantidade de aerossóis produzidos por oxidantes antropogênicos (gerados pela atividade humana), além de modificar as nuvens, também altera o modo com que a radiação solar chega ao solo”, relata Artaxo. “Mais aerossóis espalham a radiação direta e diminuem a quantidade de energia disponível para as plantas fazerem fotossíntese e absorverem carbono. Ao mesmo tempo, há um aumento da radiação difusa, que penetra mais no interior da mata e favorece a fotossíntese, mas isso só ocorre até um certo nível de quantidade de aerossóis.”
Em grandes quantidades, o bloqueio da radiação solar direta é maior e prejudica a fotossíntese da floresta, impedindo a fixação de carbono, destaca o professor Artaxo. “Novos estudos serão desenvolvidos para detalhar os efeitos dessa grande produção de aerossóis secundários”, aponta. “Isso será realizado com experimentos em avião em 2020, o Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil (o CAFÉ-Brasil) e em medidas que estão sendo feitas na torre ATTO (Amazon Tall Tower Observatory), uma torre de 320 metros no meio da floresta.” Todos esses experimentos contam com apoio de projetos temáticos da Fapesp.
O artigo Urban pollution greatly enhances formation of natural aerosols over the Amazon rainforest é assinado por 36 autores, dos quais nove são brasileiros: Paulo Artaxo, Henrique Barbosa, Joel e Rita Ynoue, da USP, Eliane Gomes Alves e Rodrigo Souza, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Helber Gomes, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Adan Medeiros, da UEA e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e Suzane S. de Sá, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O artigo é de livre acesso na revista Nature Communications.
Mais informações: e-mails artaxo@if.usp.br, com o professor Paulo Artaxo, e hbarbosa@if.usp.br, com o professor Henrique Barbosa
Emissões de poluentes em Manaus, levadas pelos ventos até a floresta amazônica, afetam a produção de aerossóis e alteram processos críticos para a floresta, incluindo fotossíntese, produção e desenvolvimento de nuvens, chuvas, entre outros – Imagem: cedida pelos pesquisadores


sexta-feira, 8 de março de 2019

Moura e Eletra produzirão 1º ônibus elétrico 100% brasileiro


Fonte: http://www.usinagem-brasil.com.br



Uma parceria oficializada no último dia 21 de fevereiro entre a Eletra, o Grupo Moura e a norte-americana Xalt Energy deverá viabilizar a produção do primeiro ônibus elétrico 100% fabricado no Brasil.
O acordo envolve, respectivamente, a empresa referência em transporte público sustentável no país, a líder em vendas de baterias na América do Sul e uma companhia altamente especializada em soluções de armazenamento de energia para veículos pesados de grande porte.
O projeto prevê a apresentação do novo modelo ao mercado até meados deste ano. Juntamente com este ônibus 100% elétrico, será também desenvolvido pelas três companhias um inédito modelo elétrico-híbrido.
Será uma junção de competências. Um dos grandes diferenciais da tecnologia desenvolvida pela Eletra é a padronização do sistema de tração elétrica dos modelos híbrido e elétrico puro, e a flexibilidade para somar, isolar ou substituir fontes de energia distintas no mesmo ônibus.
Já a Moura mantém intercâmbio tecnológico com a Xalt há cerca de um ano, com o foco na adaptação dos produtos fabricados pela empresa dos Estados Unidos para o mercado sul-americano. A empresa também pretende iniciar a produção local, assim que a demanda interna justificar os investimentos.
“Seremos responsáveis por avaliar o desempenho das baterias de acordo com nossas condições climáticas e a demanda por energia segundo o perfil de mobilidade das grandes cidades brasileiras”, diz o diretor geral da Divisão de Lítio e diretor de Logística e Suprimentos da Moura, Fernando Castelão.
Segundo ele, a empresa também disponibilizará sua rede de distribuição, o know-how em logística reversa, assistência técnica, serviços de pós-venda e conexões com os fornecedores da cadeia produtiva.
No veículo elétrico puro, a energia para o sistema é proveniente de um conjunto de baterias de lítio, interligadas em série e em paralelo. Já no modelo elétrico-híbrido, a energia vem destas baterias e do grupo motor-gerador, que, somados ou individualmente, alimentam o sistema de tração. Mas nos dois modelos apenas o motor elétrico traciona o veículo.
O modelo elétrico puro apresenta autonomia de aproximadamente 200 km. O elétrico-híbrido pode operar no modo elétrico puro (com grupo motor-gerador desligado) por até 30 km.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Geração de energia eólica cresce 15% em 2018

Fontes: www.ccee.org.br  /  http://ons.org.br

Imagem: https://img.ibxk.com.br/2014/12/02/02120338735277.gif


Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 15% em 2018. As usinas movidas pela força do vento produziram 5.304,4 MW médios frente aos 4.618,9 MW médios entregues ao Sistema Interligado Nacional – SIN em 2017.
A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 8,4%. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 72,6% do total e as usinas térmicas responderam por 19% incluindo as usinas solares.
Ao final de dezembro, a CCEE contabilizou 570 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 14.541,7 MW em capacidade instalada, número 15,5% superior frente aos 12.589,7 MW de capacidade das 494 unidades geradoras existentes em dezembro de 2017.
 Geração Eólica por Estado
 Quando a análise foca na geração por estado, o Rio Grande do Norte segue como maior produtor de energia eólica no país com 1.505,4 MW médios de energia entregues no período analisado. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.255,9 MW médios produzidos e o Ceará com 772,3 MW médios. Em quarto lugar aparece o Piauí com 638 MW médios, ultrapassando o Rio Grande do Sul que ficou com 634,1 MW médios.










terça-feira, 19 de fevereiro de 2019



Torre do clima

(Atto: Amazon Tall Tower Observatory)

www.inovacaotecnologica.com.br









Com 325 metros de altura, torre construída em parceria Brasil-Alemanha é ponto de partida para 
a captura e análise de dados que aumentam a compreensão sobre a importância da Amazônia no mundo
.[Imagem: Agência FAPESP]

Para fazer ciência na Amazônia, além de enfrentar longos desafios logísticos, também é preciso subir degraus. Muitos deles. Quase 1,5 mil e, se possível, de uma só vez. O esforço vale a pena, pois tem levado a descobertas sobre o impacto tanto das mudanças climáticas na Amazônia quanto da floresta no clima de todo o planeta.
A escadaria está na Torre Alta da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês), com 325 metros de altura. A copa das árvores chega geralmente até 40 metros de altura, ou um oitavo da torre ATTO. A torre fica a 150 km de Manaus (AM), na Estação Científica do Uatumã. É lá que cientistas instalam equipamentos capazes de captar informações sobre os fluxos de troca entre a floresta e a atmosfera.
São análises de concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, do balanço de radiação e de fluxos de ozônio e aerossóis - partículas líquidas ou sólidas em suspensão no ar -, entre outros indicadores importantes para que se forme um panorama da importância da floresta amazônica.
A Amazônia desempenha um papel importante nos ciclos biogeoquímicos globais de gases de efeito estufa.
"A floresta controla o balanço de energia, o fluxo de calor latente e sensível, o vapor d'água e os núcleos de condensação de nuvem que vão intensificar o seu ciclo hidrológico. E isso só é possível se houver uma extensão muito grande de floresta contígua. Quando ela é fragmentada, deixa de ter essa propriedade," explica o professor Paulo Artaxo, da USP.
Amazônia e clima global
A análise de dados coletados na torre ATTO e em outros locais da Amazônia permitiu ao projeto GoAmazon (Green Ocean Amazon Experiment) fazer descobertas importantes sobre a dinâmica da floresta amazônica e sua relação com as mudanças climáticas. A partir de dados obtidos na torre, pesquisadores descobriram que o processo de aquecimento global pode ser ainda mais intenso do que o previsto originalmente caso não se consiga frear o desmatamento.
O grupo de pesquisadores reproduziu matematicamente as condições atmosféricas atuais do planeta, incluindo concentrações de aerossóis, compostos orgânicos voláteis antropogênicos e biogênicos, ozônio, CO2, metano e também os demais fatores que influenciam na temperatura global. De acordo com o estudo, essa maior intensidade de aquecimento está relacionada principalmente às mudanças nas emissões de BVOCs (compostos orgânicos voláteis biogênicos) pelas florestas tropicais.
Outro estudo reforçou a importância da Amazônia na regulação química da atmosfera. Pesquisadores do GoAmazon descobriram que a floresta amazônica emite três vezes mais isopreno do que o estimado anteriormente. A substância é um dos principais precursores do gás ozônio.
Um terceiro trabalho mostrou que na floresta tropical as partículas ultrafinas de poluição emitidas pelas cidades - e que costumam ser desprezadas para o impacto da poluição urbana - afetam substancialmente a formação das nuvens de tempestade na Amazônia. Os resultados obtidos ajudam na compreensão de como a poluição urbana afeta os processos relacionados à formação de tempestades na Amazônia.
"É um quebra-cabeça e nós tentamos justamente identificar novas peças para contar a história completa", disse Luciana Varanda, professora da Unifesp e integrante do GoAmazon.
Torre ATTO
Em funcionamento desde 2015, a construção da torre custou - 8,4 milhões, financiados metade pelo governo alemão e pelo Instituto Max Planck e a outra metade pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) do Brasil, com recursos da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep). Agências de fomento estaduais, como a Fapesp (São Paulo), a Fapeam (Amazonas) e a Funpar (Paraná), financiam projetos de pesquisa na torre.
Na reserva existem ainda outras duas torres mais baixinhas, com 80 metros cada, usadas para o estudo de gases e aerossóis. Nelas é possível ter uma perspectiva mais próxima do dossel e não sobre a floresta, como ocorre com a torre ATTO.

Entre o céu e a terra
O Atto funcionará 24 horas por dia no período de 20 a 30 anos. Segundo o pesquisador Jochen Schöngart, do Max Planck, o Atto além de cobrir uma área maior, diferente das torres menores do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), fornecerá dados mais confiáveis sobre os serviços ambientais prestados pela floresta Amazônica e sua interação com a atmosfera.
"A vantagem dessa torre grande é o alcance na camada limite atmosférica, com isso vai obter um sinal muito estável, não sofrerá tanto as variações de dia e noite. O problema dessas pequenas torres é essa variação de dia e noite. À noite as turbulências na floresta são muito baixas, o gás carbônico não é mais visível no fluxo vertical", explica Schöngart.
De acordo com o coordenador do projeto pelo lado alemão, Jürgen Kesselmeier, o Atto criará um vínculo entre os dados obtidos na terra e observações obtidas por meio de sensores nos satélites, além de um monitoramento por décadas.
Medição de gases
Outro projeto complementar ao Atto é o Claire, que fornecerá informações sobre o processo de oxigenação dos radicais na atmosfera. O Claire trabalhará com duas ou três torres, com alturas de 60 a 80 metros, localizado na mesma área do Atto.
As medições dos gases serão em tempo real. Um das torres terá um elevador anexado, com um laboratório completo, que se moverá 24 horas verticalmente, com a velocidade aproximada de 2 a 4 metros por minuto.
Kesselmeier compara os radicais como "detergente da atmosfera", responsável pela limpeza da atmosfera. Ele cita o exemplo do radical hidróxido, que pode afetar o gás metano. São gases que limpam a atmosférica.
O pesquisador Schöngart explica a importância dessas torres para entendimento dos fenômenos climáticos na região dizendo que "toda a massa de ar que está em processo de troca entre a floresta e atmosfera, os ventos trazem para essa torre e os sensores medem a concentração e o fluxo, com isso vamos obter dados mais robustos sobre a função da floresta Amazônica, em termo de armazenar carbono, 'sequestrar carbono da atmosfera', formação de nuvens e o impacto no clima da região. Previsão de funcionamento do projeto de 20 até 30 anos. As mudanças que ocorrerem nesse período serão visíveis, durante o monitoramento", explica ele.
Os pesquisadores destacam a principal contribuição dos projetos para o Brasil. "Tanto o projeto Claire quanto o Atto terão uma contribuição muito importante para treinar e formar recursos humanos entre doutores, mestres, técnicos e engenheiros por meio dos cursos de pós-graduação do Inpa e de outras Instituições brasileira e estrangeira e também pela troca de estudantes entre Brasil e outros países. Será uma ferramenta importante para capacitar jovens que futuramente continuarão estudando e darão seguimento ao projeto", concluem.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Produção de Itaipu supera os 10 milhões de MWh em 2019

Fonte: www.itaipu.gov.br






A usina hidrelétrica de Itaipu superou no fim de semana a produção de 10 milhões de MWh em 2019. A marca foi alcançada às 7h50 de sábado (9), com apenas 40 dias de produção, ainda na primeira quinzena de fevereiro.
Para se ter uma ideia, das 7.399 plantas de energia do País, apenas seis (cinco hidrelétricas e uma termelétrica) conseguiram gerar mais que 10 milhões de MWh durante todo o ano de 2018.
São elas: Tucuruí (31 milhões MWh), Belo Monte (18,4 milhões MWh), Santo Antônio (17,5 milhões MWh), Jirau (16,7 milhões MWh), Ilha Solteira (12,7 milhões MWh) e Angra 2 (10,7 milhões MWh). No mesmo período, em 2018, a Itaipu gerou 96,5 milhões de MWh, a quarta maior marca da história da empresa.
O diretor técnico executivo de Itaipu, Mauro Corbellini, disse que o desempenho de Itaipu no início de 2019 reforça a importância da usina para o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN). Somente em janeiro, o País registrou cinco recordes históricos de consumo horário, que representa o pico do consumo em determinado momento.
Nessas condições, observa Corbellini, a capacidade de Itaipu de entregar potência (gerar muita energia em um curto espaço de tempo) ajuda manter a estabilidade entre o consumo e a produção do País.
O forte calor neste começo de ano, e a utilização mais intensiva dos aparelhos de ar condicionado, impulsionaram o consumo no período. Itaipu é responsável por aproximadamente 15% do abastecimento de energia no Brasil e 90% no Paraguai.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Tendências Mercado Energia Solar Fotovoltaica 2019

Fonte: Greener Tecnologias Sustentáveis


Evolução Geração Distribuída

Em 2018, o Brasil atingiu cerca de 470 MW de capacidade instalada fotovoltaica. De 2017 para 2018 houve um crescimento de 136% dessa capacidade.
Crescimento muito significativo, principalmente pensando em um período de crise econômica

Impacto do Câmbio no Preço Final de um Sistema Fotovoltaico

No caso dos sistemas residenciais, um fator importante para aceleração desse segmento é o custo do sistema de energia fotovoltaica. A valorização do real influencia diretamente este custo, uma vez que os módulos fotovoltaicos e seus inversores tem preço influenciado pelo mercado externo.
É importante lembrar que outros itens que compõem um sistema fotovoltaico, tais como: estrutura de montagem, elementos de proteção, cabeamento, mão-de-obra, engenharia, custo de vendas, não sofrem influência da variação do câmbio, visto que são produtos nacionalizados. A queda do dólar ajuda a ter sistemas mais baratos, mais acessíveis, ajudando assim a ampliação deste setor.

Mercado Internacional – relação entre mercado de países líderes em instalação fotovoltaica e o Brasil.

Outro fator que impacta os custos é a demanda dos principais países com maior concentração de sistemas fotovoltaicos: China, Índia, EUA e Japão.
É esperado para o 1º semestre de 2019 uma tendência de redução dos preços, devido a uma demanda reduzida dos principais países consumidores deste sistema, por outro lado um aumento da capacidade produtiva, impactando para uma queda nos preços dos sistemas fotovoltaicos.

Mercado Nacional – previsão de mercado para o ano de 2019

A expectativa é que o mercado de geração centralizada, ou seja, mercado de grandes usinas solares, no qual são contratados através dos leilões da ANEEL ou através do mercado livre de energia, demande em torno de 1GW devido a projetos que deverão entrar em operação neste ano.


Cenário regulatório – impacto das alterações previstas na resolução 482 da ANEEL

Encontra-se em andamento a revisão da Resolução normativa 482 da ANEEL que estabelece as regras para o mercado fotovoltaico. Em vista do crescimento do mercado, ajustes nas atuais regras estão sendo realizadas, tanto para o cliente junto à carga quanto para o cliente de geração remota. O ano de 2019 será um ano muito importante para novos empreendimentos de geração remota.
Principais mudanças propostas:


Cenário Político 


VEJA AQUI: 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Brasil terá 45% de renováveis na matriz energética em 2023

A parcela atual é de 43% e crescimento será possível com a ampliação de biocombustíveis na matriz de transportes

Fonte:editorabrasilenergia.com.br/





O Brasil é o país com a maior participação de fontes renováveis na matriz energética, segundo o Relatório sobre Mercado de Energias Renováveis 2018 da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). O estudo projeta que o país terá o correspondente a 45% de fontes renováveis no consumo final de energia em 2023, principalmente com os biocombustíveis nos transportes e na indústria e das hidrelétricas, no setor elétrico. Atualmente, esse percentual corresponde a cerca de 43%.
O relatório  aponta que o ano de 2020 será “crucial” para as políticas de biocombustíveis ao redor do mundo pois entrará em vigor na China a mistura obrigatória de 10% de etanol à gasolina. A política de biocombustíveis anunciada na Índia, que pretende investir em biorerefinarias, também deverá resultar em aumento da produção no período.
No Brasil, o RenovaBio, regulamentado neste ano, também é  citado com incentivo aos investimentos em nova capacidade instalada e na produção de usinas existentes.

De acordo com o levantamento, a bioenergia moderna (etanol, biodiesel) representou 50% do consumo energético global oriundo de fontes renováveis no ano passado, quatro vezes mais que as fontes solar fotovoltaica e eólica combinadas.

Projeção global
Em 2023, segundo a projeção da IEA (AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA), a bioenergia deverá permanecer como a principal fonte de energia renovável, “embora sua participação proporcional deva diminuir ligeiramente, devido à expectativa de aceleração da expansão das fontes eólica e solar fotovoltaica no setor elétrico”.

O relatório projeta que a participação de fontes renováveis na demanda energética global deverá aumentar para 12,4% em 2023, um quinto a mais que no período entre 2012 e 2017, e que as energias renováveis vão responder por cerca de 40% do crescimento do consumo energético mundial projetado para os próximos cinco anos.





Energias Renováveis ​​cada vez mais centrais para o crescimento total do consumo de energia

Espera-se que a participação das renováveis ​​na demanda global por energia cresça em um quinto nos próximos cinco anos, atingindo 12,4% em 2023.
As energias renováveis ​​terão o crescimento mais rápido no setor elétrico, fornecendo quase 30% da demanda de energia em 2023, ante 24% em 2017. Durante este período, as energias renováveis ​​deverão atender a mais de 70% do crescimento da geração global de eletricidade, liderado pela energia solar. PV e seguido por energia eólica, hidrelétrica e bioenergia. A energia hidrelétrica continua sendo a maior fonte renovável, atendendo 16% da demanda mundial de eletricidade até 2023, seguida pela energia eólica (6%), energia solar fotovoltaica (4%) e bioenergia (3%).