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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Especialistas lançam livro e expõem aspectos da geração distribuída e da eficiência energética

Fonte:www.unicamp.br/unicamp

Energia elétrica é tema de evento





Entender os mecanismos do mercado de energia elétrica é tão difícil quanto saber as razões dos sucessivos reajustes que chegam ao bolso do consumidor. É somente a falta de água e a escassez de chuvas que fazem com que a tarifa aumente? Neste mês de junho, por exemplo, a bandeira tarifária para o consumidor atinge o seu nível mais caro, a vermelha nível 2, mas você sabe o que significa quando o governo anuncia que em determinado mês a bandeira será verde, branca ou vermelha? O que é bandeira tarifária? Afinal, quanto custa a energia no Brasil? E no Exterior?
As perguntas são inúmeras, mas embora pareça ser para poucos compreender o funcionamento e as nuances desse complexo universo da energia elétrica, a premissa não procede. O assunto causa mais impactos no cotidiano da população do que se pode imaginar. Por isso, levar o tema para discussão e entendimento de todos, de forma clara e objetiva, é um dos objetivos de um grupo de pesquisadores da Unicamp especializados nos temas Geração Distribuída (GD) e Eficiência Energética (EE), que se reúnem hoje  (21), na sala ID2 da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Universidade, durante a “3ª Oficina IEI Brasil - Geração Distribuída Renovável, Eficiência Energética e o Consumidor Final”.


Como produzir a própria eletricidade e economizar energia elétrica podem afetar o valor da tarifa? Essas e outras perguntas são abordadas no livro “Geração Distribuída e Eficiência Energética: Reflexões para o setor elétrico de hoje e do futuro” realizado por pesquisadores da Unicamp e da ONG International Energy Initiative (IEI) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e a International Copper Association Brasil (Copper Alliance – Procobre).Além das questões conceituais sobre o setor elétrico brasileiro, modelo de tarifas de energia, benefícios e aplicações da geração distribuída e eficiência energética, o livro traz ainda, em oito capítulos, as experiências de outros países, como essas questões são tratadas e enfrentadas em outras localidades e de que forma podem ser aproveitadas e adaptadas para o caso brasileiro, além de um glossário sobre os principais conceitos e termos utilizados no setor de energia. Algumas conclusões, recomendações e propostas para o cenário brasileiro que não puderam ser incluídas a tempo do lançamento no livro são disponibilizadas em textos de discussões e podem ser consultados no site da Instituição.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Transposição do São Francisco poderá usar energia solar

Fonte:www.energia.sp.gov.br/



O Ministério da Integração Nacional estuda a possibilidade de instalar usinas de geração de energia solar para realizar o bombeio de a água no projeto de transposição do rio São Francisco. Segundo o ministro Antônio de Pádua, a tecnologia permitirá a redução de gastos com energia, que respondem por cerca de 80% do custo operacional previsto da transposição, da ordem de R$ 40 milhões por mês.
“Os técnicos já estão nesse propósito e nós temos plena convicção de que vamos diminuir esse custo, que hoje beira a 80% [do custo] da fase de operação”, disse Pádua ontem, durante evento no Rio de Janeiro.
Pádua explicou que ainda não é possível determinar a capacidade instalada dos projetos de geração de energia solar e o respectivo investimento necessário. “Ainda estamos estudando [o potencial]. Nossas equipes técnicas estão debruçadas sobre o assunto”, disse.
De acordo com o projeto de transposição do rio, Pádua explicou que estará disponível uma faixa de servidão de 200 metros ao longo dos 417 quilômetros de canal. A ideia é utilizar esse espaço para a implantação dos parques.

A expectativa do ministro é que os estudos para implantação das usinas solares seja concluído até setembro. O trabalho será desenvolvido em parceria com o Ministério de Minas e Energia. Vamos fazer uma parceria e colocar em pratica”, afirmou Pádua.
De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a capacidade instalada de projetos de geração solar no Brasil deverá mais que dobrar até o fim do ano, totalizando 2,3 gigawatts (GW). O parque gerador atual soma 1,1 GW.
Segundo o presidente da associação, Rodrigo Sauaia, há 3,7 GW de projetos de geração do tipo contratados em leilões recentes e ainda a serem construídos. Até o fim do ano, disse, o setor de energia solar terá acumulado investimentos da ordem de R$ 20 bilhões no Brasil.
Com relação à geração distribuída, o executivo afirmou que o Brasil possui hoje mais de 30 mil sistemas de geração de energia solar de pequeno porte instalados em tetos de residências e estabelecimentos, totalizando investimentos de R$ 2,1 bilhões desde 2002.

terça-feira, 12 de junho de 2018









Este boletim apresenta dados referentes à geração de usinas solares fotovoltaicas no Sistema Interligado Nacional – SIN. 

No item 2, são apresentadas informações agregadas no SIN sobre capacidade instalada, geração e fator de capacidade de usinas fotovoltaicas supervisionadas pelo ONS. 

No item 3, são apresentadas as principais informações de recordes no SIN e nos subsistemas. 

No item 4, são apresentadas informações agregadas por Subsistema. 

No item 5 é apresentada a geração verificada por estado (Unidade da Federação) 

No item 6, informações sobre geração solar fotovoltaica e potência instalada por usina. As informações de geração verificada contemplam apenas os dados de usinas supervisionadas pelo ONS, de forma que não é considerada a geração de energia elétrica de sistemas solares fotovoltaicos de microgeração e minigeração distribuída, localizada diretamente em unidades consumidoras (residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural). Os dados de potência instalada de usinas solares fotovoltaicas classificadas na modalidade Tipo III, que englobam a microgeração e minigeração distribuída, foram obtidas no Banco de Informações de Geração da ANEEL1 e nos relatórios sobre Unidades Consumidoras com Geração Distribuída da ANEEL2 . Glossário de termos ▪ Geração verificada: potência ativa trifásica medida no lado de baixa tensão dos transformadores elevadores, em MW. ▪ Potência instalada: potência ativa homologada pela ANEEL, conforme estabelecido na Resolução Autorizativa da usina, ou outros atos regulatórios que alteram seu valor, em MW. ▪ Fator de capacidade verificado: relação entre a média da geração verificada em determinado período e a potência instalada, em %. ▪ Fator de capacidade previsto: relação entre a garantia física atribuída à usina e sua potência instalada, em %. ▪ Inserção de geração solar: percentual da carga de determinada região que é atendida por geração solar. 







SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO









EÓLICAS EVITAM RACIONAMENTO NO NORDESTE




BNDES muda regra e pessoas físicas podem investir em energia solar

Fonte:www.bndes.gov.br


Fundo Clima permite financiar 80% dos itens apoiáveis ao custo final de 4,03% ao ano para pessoas físicas e jurídicas com renda até R$ 90 milhões
Trata-se de mais uma ação do BNDES para incentivar o cidadão brasileiro a investir em sustentabilidade e economia de energia



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mudanças no Programa Fundo Clima. A partir de agora, no subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes, pessoas físicas terão acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários). Trata-se de mais uma ação do BNDES para incentivar o cidadão brasileiro a investir em sustentabilidade e economia de energia. Os recursos poderão ser contratados em operações indiretas somente por meio de bancos públicos.
Economia – A implantação de sistemas de geração de energia solar permitirá aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz, já que passarão a comprar menos energia da concessionária e poderão, dependendo de sua região, fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora. Além disso, a geração distribuída traz um benefício para o sistema elétrico, já que conta com vários pontos de geração espalhados por residências e comércio, reduzindo o risco de interrupção do fornecimento de energia
Condições - Os limites do Fundo Clima alcançam 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas (empresas, prefeituras, governos estaduais e produtores rurais), o custo financeiro do Fundo Clima é reduzido: para renda anual até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 0,9% ao ano. Para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano.
A remuneração dos agentes financeiros é limitada até 3% ao ano. Uma vez aplicada a remuneração máxima definida pelos bancos públicos, as taxas finais passam a ser as seguintes: para renda anual até R$ 90 milhões, o custo final é de 4,03% ao ano; para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo final é de 4,55% ao ano. O programa permite carência de 3 a 24 meses, com prazo máximo de 144 meses. A vigência para adesão vai até 28 de dezembro de 2018.
Fundo - O Fundo Clima é destinado a projetos de Mobilidade Urbana, Cidades Sustentáveis, Resíduos Sólidos, Energias Renováveis, Máquinas e Equipamentos Eficientes e outras iniciativas inovadoras. O objetivo é financiar produções e aquisições com altos índices de eficiência energética ou que contribuam para redução de emissão de gases de efeito estufa.
Itens financiáveis - Podem ser financiados os seguintes itens, desde que novos e nacionais, cadastrados e habilitados para o subprograma no Credenciamento de Fornecedores Informatizados - CFI do BNDES: máquinas e equipamentos cadastrados no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) ou com o selo Procel (considerando os itens para os quais o PBE fornece a certificação de eficiência energética, serão aceitos apenas os de classificação A ou B); sistemas geradores fotovoltaicos, aerogeradores até 100kw, motores movidos a biogás, inversores ou conversores de frequência e coletores/aquecedores solares; ônibus e caminhões elétricos, híbridos e outros modelos com tração elétrica; e ônibus movidos a etanol.
Assessoria de Imprensa
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(21) 96868-0832

domingo, 10 de junho de 2018

OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL










A BATERIA À BASE DE ÁGUA IRÁ REVOLUCIONAR O ARMAZENAMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA

Fonte: www.ambienteenergia.com.br
A nova epopeia da energia está a passo lento pela falta de respostas ao nível do armazenamento. As baterias não têm acompanhado a velocidade da evolução tecnológica e há cada vez mais investigação nessa área.
De Stanford vem a notícia de uma nova bateria de água para armazenar energia limpa. Uma bateria recarregável de hidrogénio – manganês foi projetada para armazenamento em rede: tem alta capacidade e vida longa, além de prometer baixos custos.

O armazenamento em grande escala de eletricidade criou raízes no mercado de energia. Hoje, dispositivos de armazenamento como baterias de ions de lítio, chumbo-ácido, redox e metal líquido oferecem um futuro para a indústria, aumentando os investimentos. Por outro lado, todas essas opções, de uma forma ou de outra, ainda estão longe de atender às necessidades de armazenamento da rede.

A estrutura ideal terá de acumular muita energia num pequeno volume e o seu custo terá de ser menor 100 dólares por kWh para ser sustentável numa larga escala.
Também deverá ter uma longa vida útil, conforme explicado por Yi Cui, professor de ciência e engenharia de materiais da Universidade de Stanford.
É necessário que trabalhem mais de 10.000 ciclos de carga e que possam durar 25 anos.
No entanto, todas as opções acima não possuem pelo menos um desses requisitos. A tecnologia de ions de lítio, por exemplo, tem alta densidade de energia (mais de 200 Wh / kg), mas ainda é muito cara.


O mesmo se aplica às baterias redox, que são sistemas muito instáveis. Por outro lado, os dispositivos de chumbo são económicos, mas duram apenas 500 ciclos e a sua densidade de energia é baixa, um defeito que também é encontrado nas novas soluções “líquidas”.
Novas baterias à base de água

Uma alternativa às abordagens clássicas é a nova bateria de hidrogénio de manganês ou, como foi renomeada pelos cientistas, a bateria à base de água. Foi criado por um grupo de químicos liderados pelo próprio Cui.

O protótipo consiste de um cátodo de fibra de carbono inserido num cilindro de aço e enrolado em torno de um pequeno ânodo de carbono carregado com platina. O espaço entre os dois eletrodos é preenchido com uma solução aquosa contendo sulfato de manganês, um sal industrial barato.
Como funciona a “bateria de água”?

Durante o carregamento, os ions de manganês passam da solução para o cátodo, onde se combinam com o oxigênio para se tornar dióxido de manganês sólido. Ao mesmo tempo, a platina no ânodo catalisa a reação de produção de hidrogênio da água.


O processo é revertido durante a descarga: os iões de manganês dissolvem-se no eletrólito, o hidrogénio é oxidado para formar água e os eletrons viajam pelo circuito externo.
“O que fizemos, foi simplesmente adicionar um sal especial à água, mergulhar um eletrodo nessa solução e criar uma reação química reversível que armazena eletrons na forma de hidrogênio”. Explicou o professor Yi Cui.


A nova bateria de água tem uma tensão de descarga de ~ 1,3 V e uma vida útil de mais de 10.000 ciclos sem degradação. Também oferece densidade de energia gravimétrica de aproximadamente 139 Wh / kg e densidade volumétrica de 210 Wh / l.
Claro, o trabalho ainda está num estágio inicial. A equipe usava a platina como catalisador, cujo custo seria proibitivo em larga escala. Por esta razão, o próximo passo será tentar catalisadores mais baratos – o grupo já identificou alguns – para reduzir o custo total para menos de 100 dólares por kWh.