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quinta-feira, 17 de maio de 2018

O uso de ar condicionado surge como um dos principais impulsionadores do crescimento da demanda global por eletricidade


Fonte:www.iea.org



Melhorias na eficiência podem reduzir o crescimento de energia da demanda de ar-condicionado pela metade por meio de padrões obrigatórios de desempenho de energia (Fotografia: Getty Images)





O crescente uso de condicionadores de ar em residências e escritórios em todo o mundo será um dos principais impulsionadores da demanda global de eletricidade nas próximas três décadas, de acordo com nova análise da Agência Internacional de Energia que enfatiza a necessidade urgente de ação política para melhorar o resfriamento eficiência.
Um novo relatório da IEA - “ O futuro do resfriamento ” - mostra que, sem novos padrões de eficiência, o mundo estará enfrentando uma “crise fria” do crescimento da demanda de resfriamento nas próximas décadas.
A demanda global de energia por condicionadores de ar deverá triplicar até 2050, exigindo nova capacidade de eletricidade equivalente à capacidade combinada de eletricidade dos Estados Unidos, da UE e do Japão hoje. O estoque global de condicionadores de ar em edifícios crescerá para 5,6 bilhões até 2050, acima dos 1,6 bilhões de hoje - o que equivale a 10 novos ACs vendidos a cada segundo pelos próximos 30 anos, de acordo com o relatório.

O uso de condicionadores de ar e ventiladores elétricos para manter o conforto já representa cerca de um quinto da eletricidade total usada em edifícios em todo o mundo - ou 10% de todo o consumo global de eletricidade hoje. Mas, à medida que as rendas e os padrões de vida melhoram em muitos países em desenvolvimento, o crescimento na demanda de CA em regiões mais quentes deve aumentar. Espera-se que o uso de CA seja a segunda maior fonte de crescimento da demanda global de eletricidade após o setor industrial e o mais forte acionador de edifícios até 2050.
O fornecimento de energia para esses ACs vem com grandes custos e implicações ambientais. Um fator crucial é que a eficiência desses novos ACs pode variar muito. Por exemplo, os ACs vendidos no Japão e na União Européia são tipicamente 25% mais eficientes que os vendidos nos Estados Unidos e na China. Melhorias na eficiência podem reduzir o crescimento de energia da demanda de AC pela metade através de padrões obrigatórios de desempenho de energia.

“A crescente demanda de eletricidade por ar condicionado é um dos pontos críticos mais críticos no atual debate sobre energia”, disse o Dr. Fatih Birol, diretor executivo da IEA. “Com o aumento da renda, a propriedade do ar-condicionado vai disparar, especialmente no mundo emergente. Embora isso traga mais conforto e melhore a vida diária, é essencial que o desempenho de eficiência dos ACs seja priorizado. Os padrões para a maioria desses novos ACs são muito menores do que deveriam ser. ” 
O relatório identifica as principais ações da política. Em um Cenário de Refrigeração Eficiente, que é compatível com as metas do Acordo de Paris, a AIE conclui que, através de padrões mínimos de desempenho energético e outras medidas, como rotulagem, a eficiência energética média do estoque de ACs em todo o mundo poderia e 2050. Isso reduziria muito a necessidade de construir nova infraestrutura de eletricidade para atender à demanda crescente. 

Tornar a refrigeração mais eficiente também renderia múltiplos benefícios, tornando-a mais acessível, mais segura e mais sustentável, economizando até US $ 2,9 trilhões em investimentos, combustível e custos operacionais.
O aumento da demanda por resfriamento será particularmente importante nas regiões mais quentes do mundo.
Hoje, menos de um terço dos lares globais possui um ar-condicionado. Em países como os Estados Unidos e o Japão, mais de 90% dos domicílios têm ar condicionado, em comparação com apenas 8% dos 2,8 bilhões de pessoas que vivem nas partes mais quentes do mundo.

A questão é particularmente sensível nos países que mais crescem, com o maior aumento acontecendo em países quentes como a Índia - onde a participação de CA no pico de carga elétrica pode chegar a 45% em 2050, acima dos 10% atuais sem ação. Isso exigirá grandes investimentos em novas usinas de energia para atender a demanda de pico de energia à noite, o que não pode ser atendido com a tecnologia de energia solar fotovoltaica. 
“Estabelecer padrões de eficiência mais altos para o resfriamento é uma das etapas mais fáceis que os governos podem adotar para reduzir a necessidade de novas usinas e permitir que, ao mesmo tempo, reduzam as emissões e reduzam os custos”, afirmou Birol.
“ The Future of Cooling ” é o segundo relatório da IEA que se concentra em “pontos cegos” do sistema global de energia, seguindo o “ O Futuro dos Caminhões ”, lançado em julho de 2017. O próximo desta série - “ O Futuro Petro-Chemicals ”- examinará maneiras de construir uma indústria petroquímica mais sustentável. Será lançado em setembro.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Energia renovável emprega mais de 10 milhões de pessoas


Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br













Empregos em energia renovável
O setor de energia renovável - que inclui as hidrelétricas - emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo, de acordo com o relatório Renewable Energy and Jobs - Annual Review, lançado durante a reunião anual da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), organização intergovernamental global com 156 países membros.
De acordo com o relatório, em 2017 foram criados mais de 500 mil empregos no campo das energias renováveis, um aumento de 5,3% em relação a 2016.
A China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Alemanha e o Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente.
"Embora um número crescente de países esteja colhendo os benefícios socioeconômicos das energias renováveis, a maior parte da produção ocorre em relativamente poucos países e os mercados domésticos variam enormemente em tamanho," diz o relatório.
Descarbonização
A agência estima que a economia global poderá criar até 28 milhões de empregos no setor de energia renovável até 2050, com a descarbonização do sistema energético - a descarbonização refere-se ao afastamento do petróleo e gás natural.
Os dados mostram que a produção de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador de todas as tecnologias de energia renovável, respondendo por cerca de 3,4 milhões de empregos. A estimativa é que a China responda por dois terços dos empregos fotovoltaicos, equivalente a 2,2 milhões, o que representa uma expansão de 13% em relação a 2016.
No Brasil, o relatório destaca que o número de empregos no segmento de biocombustíveis aumentou 1% em 2017, totalizando 593.400 postos de trabalho. "Os empregos em etanol diminuíram devido à constante automação e ao declínio da produção de etanol," aponta a agência.
Apesar da queda na produção de empregos no setor de etanol, a agência disse que houve compensação com os empregos gerados pelo biodiesel. A Irena estima que o Brasil empregou 202 mil pessoas no setor de biodiesel em 2017, 30 mil a mais em relação ao ano anterior.
Já no que diz respeito à indústria eólica, o levantamento estima que o setor emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção. Em 2017, a indústria eólica fechou o ano com 12,8 GigaWatts (GW) de energia acumulados.
Segundo Adnan Z. Amin, diretor-geral da agência, a energia renovável tornou-se um pilar do crescimento econômico de baixo carbono para governos em todo o mundo, um fato refletido pelo crescente número de empregos criados no setor.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Maior caminhão elétrico do mundo não gasta energia para recarregar


Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br/






O caminhão elétrico não consome energia externa para recarregar as baterias. [Imagem: Andreas Sutter]

Caminhão elétrico
Embora você já encontre alguns carros elétricos para comprar nas concessionárias, fabricar caminhões elétricos tem sido mais problemático porque os motores saem caros demais e as baterias roubam espaço precioso das cargas.
Engenheiros suíços resolveram enfrentar esse problema de uma vez por todas e, para provar que caminhões também podem ser elétricos, eles decidiram construir logo o maior caminhão elétrico do mundo.
O resultado é um fora-de-estrada gigantesco, do tipo usado em mineração e construção civil, pesando 58 toneladas vazio, e capaz de carregar outras 65 toneladas de carga útil.
Energia regenerativa
As baterias são, obviamente, as maiores baterias já construídas para um veículo elétrico, pesando 4,5 toneladas, o equivalente a quatro automóveis de passeio.
A melhor notícia é que o eDumper não precisará parar para recarregar. Ele vai transportar calcário de uma área de mineração mais alta para uma usina de processamento mais baixa. Durante a descida, totalmente carregado, a energia regenerativa da frenagem será suficiente para carregar as baterias.
De acordo com os cálculos da equipe, a eletricidade gerada dessa maneira será suficiente para a jornada de retorno, com o caminhão vazio, até a área da mina. Assim, o caminhão elétrico ser tornará um veículo com consumo zero de energia - o balanço de energia exato do eDumper será aferido pela equipe durante os próximos meses.
Se os dados reais confirmarem as estimativas, o caminhão deverá transportar 300.000 toneladas de rocha nos próximos 10 anos, economizando 500.000 litros de diesel e evitando lançar 1.300 toneladas de CO2 na atmosfera.
O projeto do caminhão elétrico foi coordenado por engenheiros da Universidade de Berna e do laboratório EMPA, e a construção ficou a cargo de um grupo de sete empresas suíças, que partiram do chassi de um caminhão Komatsu HD 605-7.


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Os Impactos Positivos da

"Eletromobilidade"  

no Brasil e no Mundo


Fonte:https://www.leonardo-energy.org.br




Ao longo dos últimos anos a mobilidade urbana tem sido debatida com maior lucidez, e um dos principais setores que tem se envolvido nessa discussão é o da indústria automobilística, principalmente no quesito desenvolvimento tecnológico de veículos comerciais, onde fatores como mudanças climáticas, crescimento da população mundial e demanda por mais segurança, tem se tornado essenciais para a sobrevivência do setor

Segundo o Relatório Global sobre Veículos Elétricos (Global Electric Vechicle Outlook 2017), lançado pela Agência Internacional de Energia (IEA International Energy Agency), as vendas de veículos elétricos em 2016 alcançaram um novo recorde mundial, chegando a marca de 750 mil unidades vendidas.
Dentre os países com maior sucesso de vendas de veículos elétricos, além da China e dos Estados Unidos que lideram o ranking, a Noruega alcançou números significativos em 2016, correspondendo a 29% das vendas.
O estoque global de carros elétricos ultrapassou 2 milhões de veículos em 2016, ou seja, o dobro do ano de 2015 que foi de 1 milhão de unidades. (Figura 1)

Seguindo essa tendência de crescimento da mobilidade elétrica, a indústria Volvo reforçou, no Salão Internacional do Automóvel de Pequim 2018, sua liderança no setor de eletrificação veicular, onde pela primeira vez expôs somente veículos híbridos do tipo plug-in. O lançamento local do novo XC40 T5 faz com que a Volvo Cars fique bem posicionada para cumprir sua ambição de aumentar ainda mais sua participação no maior mercado automotivo do mundo.
XC40 T5 plug-in híbrido

De volta ao solo brasileiro, a realidade aqui caminha de maneira gradativa, mas positiva no âmbito regulatório.  Na maior cidade do país, a Prefeitura de São Paulo divulgou no dia 24 de abril de 2018, a versão final dos editais da licitação que regulará o futuro do sistema de transporte coletivo municipal.
O destaque mais importante do conjunto de documento liberado pela Secretaria de Transportes são os cronogramas anuais com as metas de corte de poluentes que serão exigidas pelos concessionários ao longo de 20 anos.
Na prática, se forem cumpridas, essas metas levarão à troca da maior parte da atual frota a diesel por ônibus (14.400 unidades) por veículos elétricos e híbridos, ou movidos a outras tecnologias de energia renovável.
A manutenção dos cronogramas pelo novo secretário de Transportes João Octaviano era considerada essencial para dar eficácia às metas ambientais previstas na Lei Ambiental 16.802/2018, sancionada em janeiro.

A lei fixou um prazo de dez anos para que o transporte coletivo de São Paulo corte em até 50% atuais emissões de CO2 e um prazo de 20 anos para zerar todas as emissões, incluindo MP (material particulado) e NOx (óxidos de carbono), grande vilão na qualidade do ar.
Tecnologias como a eletromobilidade, smartgrid, smart cities, entre outras são as megatendências mundiais capazes de impactar a utilização do cobre e fazer uso eficiente da energia elétrica. Desta forma há uma contribuição mais efetiva para a diminuição da emissão de poluentes.


terça-feira, 8 de maio de 2018

ENERGIA GLOBAL EM TRANSFORMAÇÃO

( COMO CHEGAREMOS EM 2050 ???)








"A energia renovável precisa ser ampliada pelo menos seis vezes mais rápido para o mundo começar a atingir as metas estabelecido no Acordo de Paris."

segunda-feira, 7 de maio de 2018

RELATÓRIO DE PROGRESSO ENERGÉTICO
(2018)




O desenvolvimento do Relatório de Progresso da Energia foi possível graças à colaboração excepcional entre as cinco agências de custódia do SDG7, especialmente constituídas em um Grupo Diretor:

• Agência Internacional de Energia (AIE)
• Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA)
• Divisão de Estatísticas das Nações Unidas (UNSD)
• Banco Mundial (BM)
• Organização Mundial de Saúde (OMS)


O QUE É O RELATÓRIO DE PROGRESSO DE ENERGIA?

O Relatório de Progresso da Energia fornece um painel global sobre o progresso rumo ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (SDG7). O relatório é um esforço conjunto da Agência Internacional de Energia (AIE), a International Renewable Agência de Energia (IRENA), da Divisão de Estatística das Nações Unidas (UNSD), do Banco Mundial e do Organização Mundial da Saúde (OMS), que as Nações Unidas (ONU) nomearam como agências globais de custódia, coletar e relatar os indicadores de energia país por país para relatar o SDG7. Este relatório rastreia progresso global, regional e nacional sobre as quatro metas do ODS7: acesso à energia (eletricidade, combustíveis tecnologias de cozinha), energias renováveis ​​e eficiência energética, com base em indicadores estatísticos pela ONU. O relatório atualiza o progresso com os dados mais recentes disponíveis até 2016 para acesso à energia, e 2015 energia limpa, contra um ano de referência de 2010. Um período histórico mais longo de 1990 também é por referência. O Energy Progress Report é um sucessor do anterior Global Tracking Frameworkn(publicado em 2013, 2015 e 2017), co-liderado pela AIE e pelo Banco Mundial sob os auspícios da Iniciativa da ONU para Energia Sustentável para Todos (SE4All), e baseia-se no mesmo fundamento metodológico.


INTRODUÇÃO

Em setembro de 2015, a comunidade global adotou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030. Para pela primeira vez, a energia está ocupando um lugar central na agenda de desenvolvimento do mundo com a adoção de ODS 7, que visa “garantir acesso a energia acessível, confiável, sustentável e moderna para todos”.

 SDG7 compreende quatro alvos relacionados
. 
O Objetivo 7.1 relativo ao acesso à energia compreende:
7.1.1 eletrificação e 7.1.2 pedindo acesso universal a combustíveis limpos e tecnologias para cozinhar. 
Objetivo 7.2 procura um aumento substancial da quota de consumo de energia proveniente de fontes renováveis, 
Objectivo 7.3 estabelece uma duplicação da taxa de melhoria da eficiência energética a nível global.
O SDG 7 baseia-se na fundação anterior da antiga Energia Sustentável do Secretário Geral das Nações Unidas For All Initiative, que adotou metas de acesso à energia e energia limpa, que foram posteriormente adaptadas para SDGs. Com base nessa fundação, a Assembléia Geral da ONU declarou 2012 o Ano da Sustentabilidade Energia para Todos e, mais tarde, 2014–24, a Década da Energia Sustentável para Todos. 
Com o SDG7, um dos poucos Os ODS serão revisados ​​pelo Fórum Político de Alto Nível da ONU em julho de 2018, e com o ponto médio das Nações Unidas.
Década rápida se aproximando em setembro de 2019, o SDG7 é atualmente objeto de considerável foco político.
Este relatório baseia-se numa série de três relatórios anteriores (publicados em 2013, 2015 e 2017) sob o título:
“Estrutura de monitoramento global de energia sustentável para todos”. Estes relatórios, co-liderados pela IEA e pelo Banco Mundial em parceria com um amplo consórcio de agências parceiras 1 construiu consenso em torno de indicadores que poderiam ser usado para medir o progresso em direção a metas globais de energia, e construiu um banco de dados todos os países do mundo desde 1990. Esses indicadores são extraídos de fontes oficiais nacionais estatísticas, balanços energéticos nacionais primários produzidos pelos ministérios da energia e inquéritos às famílias publicado por agências estatísticas nacionais. Os dados são compilados para quase todos os países do mundo e, quando necessário, ajustado para seguir definições consistentes que permitam comparações significativas através dos países e ao longo do tempo.
Os indicadores desenvolvidos pelo Relatório de Progresso Energético foram avaliados positivamente pela
Comissão de Estatística das Nações Unidas no início de 2015, e classificadas como Tier 1, o que significa que tiveram um bom desempenho em três principais características: viabilidade, adequação e relevância. Como resultado, eles foram posteriormente adotados como os indicadores para acompanhar o progresso em direção ao SDG7 (Tabela 1.1). A Comissão de Estatística da ONU reconheceu Agências de Custódia, os organismos internacionais que fornecem a fonte primária de dados para cada indicadores relevantes. De acordo com o processo estabelecido pela ONU, os últimos valores dos indicadores, juntamente com os enredos associados, são reportados anualmente pelas respectivas Agências de Custódia ao Divisão de Estatísticas da ONU. Esta divisão compila as informações em um Secretário da ONU anual integrado Relatório de Progresso Geral dos ODS, apresentado para discussão no Fórum Político de Alto Nível

em julho de cada ano em Nova York.




quinta-feira, 3 de maio de 2018


A América Latina e o Caribe podem reduzir  aumento da temperatura regional em quase 1 ° C se controlarem poluentes climáticos de curta duração




  • A implementação de medidas para reduzir as emissões de fumaça preta, de metano e de carbono hidrofluorocarbonetos 2050 pode reduzir aquecimento na região até 0,9 ° C, por redução de taxa de mortalidade superior a 20% e a poluição do ar impedindo a perda de até 4 milhões de toneladas de culturas básicas.
  • Se nenhuma ação for tomada, até 2050, a mortalidade prematura anual devido à poluição do ar duplicará.
Cidade do Panamá, 19 de abril de 2018.- América Latina e no Caribe pode ser reduzida por aumento da temperatura regional de 0,9 ° C até 2050 se medidas estratégicas aplicáveis contra curto - viveu poluentes climáticos tais como carbono negro (fuligem) metano, ozono troposférico e hidrofluorocarbonetos (HFCs), concluiu uma avaliação divulgada hoje.
As iniciativas dos países da região para controlar esses poluentes perigosos teriam benefícios imediatos e de longo prazo para a saúde e a segurança alimentar. O relatório indica que a taxa anual de mortes prematuras associadas à contaminação por partículas finas poderia ser reduzida em 26% e mortes relacionadas ao ozônio em 40%. Ao mesmo tempo, evitaria a perda de 3 a 4 milhões de toneladas de safras básicas a cada ano.
A primeira avaliação integrada dos Poluentes Clima vida breve (CCCV) na região, que inclui o trabalho de 90 autores liderados por um grupo de peritos, foi lançado na quinta-feira 19 de abril de Meio Ambiente da ONU e da Coligação do Clima e do Ar Limpo (CCAC).
O potencial de aquecimento global de todos os poluentes climáticos de vida curta é entre centenas e milhares de vezes maior que o do dióxido de carbono. Além disso, o carbono negro e o ozônio também prejudicam seriamente a saúde humana e vegetal.
A avaliação revelou que a má qualidade do ar e a mudança climática já estão afetando as populações vulneráveis ​​e o meio ambiente da região, levando a mortes prematuras, redução do rendimento das culturas e danos aos ecossistemas.
Estima-se que em 2010 64.000 pessoas morreram prematuramente na região devido à exposição a partículas finas (PM 2.5 ) e ozono troposférico (ao nível do solo). O ozônio também foi responsável por uma perda no rendimento das culturas de soja, milho, trigo e arroz, estimadas em 7,4 milhões de toneladas. Espera-se que, se não forem tomadas medidas para melhorar a qualidade do ar, até 2050 a mortalidade prematura anual devida à PM 2.5 e a exposição ao ozono irão quase duplicar, enquanto as perdas anuais nas colheitas poderão aumentar para 9 milhões de toneladas.
"Este relatório recomenda medidas concretas destinadas a reduzir poluentes climáticos de curta duração. Se os países da região os colocarem em operação, eles contribuirão para manter o aumento da temperatura do planeta abaixo do limite de 2 ° C estabelecido no Acordo Climático de Paris ", disse Leo Heileman, diretor regional da ONU para as Américas. Latina e Caribe.
"Os países da região estão trabalhando juntos para redobrar seus esforços para mitigar e se adaptar à mudança climática. Essas medidas apoiam a Agenda 2030, pois reduzem a vulnerabilidade e impulsionam o crescimento econômico e a inovação em áreas como energia limpa e eficiência energética ”, disse Heileman.
Agricultura, transporte e refrigeração doméstica e comercial são os setores que produzem as maiores emissões de metano, carbono negro, material particulado e hidrofluorcarbonetos, respectivamente.
Em 2050, as emissões de metano poderiam ser reduzidas em 45% através de seis intervenções em quatro setores: produção e distribuição de petróleo e gás, gestão de resíduos, mineração de carvão e agricultura. Estas incluem actividades como a recuperação e utilização de gases libertados na produção de petróleo e gás, a separação e tratamento de resíduos sólidos urbanos biodegradáveis ​​e a recuperação de biogás a partir do estrume animal através da digestão. anaeróbico
As emissões de carbono negro pode ser reduzida em mais de 80% até 2050 na maioria dos países, se a ênfase é sobre os esforços para modernizar as cozinhas e fogões, adoptar normas equivalentes a Euro VI padrão em veículos a diesel incorporam filtros de partículas de diesel em veículos, eliminar veículos com altas emissões e fazer cumprir as proibições de queimar resíduos agrícolas a céu aberto.
O uso de alternativas aos hidrofluorcarbonos amigos do clima em equipamentos de refrigeração e ar condicionado pode eliminar quase completamente esses potentes gases de efeito estufa e aumentar a eficiência energética dos aparelhos.
Helena Molin Valdés, Chefe do Secretariado do Clima e do Ar Limpo Coalition, disse que o relatório fornece uma oportunidade para os Estados e um convite a estas iniciativas reforçar a cooperação nacional e regional para reduzir esses poluentes.
"O relatório descreve as áreas em que os países podem e devem agir de forma mais ambiciosa para reduzir o aquecimento global e melhorar a qualidade do ar a curto prazo", disse Molin Valdés.
"Muitos países já estão implementando medidas para eliminar as emissões dos setores de transporte e energia, mas sua aplicação não é uniforme na região. Políticas públicas mais exigentes e maior controle da poluição podem impulsionar incentivos econômicos e benefícios para a ação climática, a saúde, a agricultura e o desenvolvimento sustentável. É essencial agir rapidamente ", acrescentou Molin Valdés.
No relatório técnico que acompanha essa avaliação ( progresso e oportunidades para reduzir CCVC na América Latina e no Caribe ) exemplos de iniciativas e medidas que tenham contribuído para reduzir efetivamente clima emissões de poluentes de curta duração apresentados nos países analisados. Os exemplos incluem medidas técnicas e não técnicas que abrangem uma variedade de setores-chave, como os transportes; mineração de carvão e produção de petróleo e gás; o tratamento de resíduos sólidos e efluentes municipais; criando gado e queimando ao ar livre; aquecimento e cozinhas residenciais; e pequenas fontes industriais.
Principais poluentes climáticos de curta duração na região da América Latina e Caribe

Metano (CH 4 ): É um poderoso gás de efeito estufa que permanece na atmosfera por aproximadamente 12 anos. O aumento das emissões de metano é a principal causa de aquecimento por gases de efeito estufa após o dióxido de carbono. Não só tem influência direta no clima, como também se destaca como importante precursor do ozônio troposférico (O 3 ).
A região da América Latina e Caribe é responsável por aproximadamente 15% das emissões globais de metano. Praticamente todos eles se originam em três setores: agricultura (cerca de 50%); a produção e distribuição de carvão, petróleo e gás (cerca de 40%); e gestão de resíduos (cerca de 10%).
Ozono (O 3 ):É um gás que se forma tanto nas camadas superiores da atmosfera (a estratosfera) como nas camadas inferiores (a troposfera). Na estratosfera, o ozônio protege a vida terrestre da radiação ultravioleta (UV) nociva do sol. No entanto, em níveis baixos, é um poluente atmosférico prejudicial à saúde humana e aos ecossistemas. É também um dos principais componentes do nevoeiro urbano e a terceira causa do aquecimento global após o metano e o dióxido de carbono. Permanece na atmosfera de algumas horas a vários dias. Estudos recentes associaram a exposição ao ozônio, breve e prolongada, com morte prematura, infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, doenças cardiovasculares e possíveis distúrbios reprodutivos e de desenvolvimento.
O ozono é considerado como um poluente secundário porque não é emitida directamente, mas formada quando os gases precursores, tais como o metano, monóxido de carbono, óxido de azoto (NOx) e outros compostos não-voláteis orgânicos metano reagem na presença de a luz do sol. É uma das principais razões pelas quais as emissões de metano devem ser reduzidas.

Fumaça preta: É uma partícula com alto potencial para o aquecimento global que permanece na atmosfera por dias ou semanas. É formado pela combustão incompleta de combustíveis fósseis e biocombustíveis. O carbono negro e as emissões que o acompanham contribuem para a formação de material particulado fino (MP 2.5 ) que polui a atmosfera. Este tem sido associada a vários danos de saúde, incluindo a morte prematura em adultos, doenças cardiovasculares e doença pulmonar, acidentes vasculares cerebrais, enfartes do miocárdio, doenças respiratórias crónicas, tais como bronquite, exacerbação da asma e outros sintomas cardiorrespiratório.
A região da América Latina e do Caribe é responsável por menos de 10% do total mundial de emissões antrópicas de carbono negro, excluindo as provenientes de incêndios florestais e de savana. O transporte e a queima residencial de combustíveis sólidos para cocção e aquecimento são responsáveis ​​por três quartos das emissões de carbono negro na região. Mais de 60% das emissões de carbono negro na região são originárias do Brasil e do México.
Hidrofluorocarbonetos (HFC) são um grupo de produtos químicos industriais utilizados principalmente em sistemas de refrigeração e de ar condicionado, espumas de isolamento e propulsores de aerossóis, e, para uma menor extensão, como solventes e para a protecção contra o fogo. Muitos são gases de efeito estufa muito poderosos e um número considerável deles permanece entre 15 e 29 anos na atmosfera. Espera-se que o consumo de HFC duplique até 2020 e suas emissões possam contribuir substancialmente para o aquecimento global em meados do século.
A maioria das emissões de HFC vem de dois setores, equipamentos de ar condicionado móvel (cerca de 20%) e refrigeração comercial (cerca de 38%). A terceira fonte de emissões, com uma contribuição de aproximadamente 15%, é o equipamento de ar condicionado de janela residencial ou com unidades separadas. Esses três setores oferecem uma grande oportunidade para a mitigação das mudanças climáticas.