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terça-feira, 18 de abril de 2017

Avião solar estratosférico faz primeiro voo de teste


Fonte: Inovação tecnológica



 O SolarStratos voará a uma altitude três vezes maior que o Monte Everest. [Imagem: SolarStratos/Divulgação]


Solar Stratos
Depois de três anos de planejamento e construção, o primeiro avião solar estratosférico fez seu primeiro voo de teste na Suíça.
O Solar Stratos mede 8,5 metros de comprimento, tem uma envergadura de 24,9 metros e pesa 450 quilogramas.
Suas asas estão cobertas por 22 metros quadrados de placas solares com eficiência entre 22 e 24%, o que será suficiente para prover os 32 kW necessários para alimentar seu motor rodando a 2.200 rpm. Baterias de íons de lítio podem armazenar até 20 kWh para segurança e voos noturnos.
O Solar Stratos é bem menor do que o também suíço Solar Impulse, projetado para voos de longa duração, que mede 22 metros de comprimento, tem uma envergadura de 72 metros e pesa 2,3 toneladas.
Mas o orçamento também foi menor: o Solar Impulse, que deu a volta ao mundo em 2016, custou 172 milhões de francos, enquanto o Solar Stratos custou apenas 10 milhões.

Avião na estratosfera

"Ficamos um pouco nervosos por não saber se tudo o que fizemos nos últimos três anos daria certo. Para mim e toda a equipe foi um momento emocionante," afirmou Raphael Domjan, idealizador do avião solar.
A expectativa do aventureiro é conseguir voar a 25 mil metros de altitude em 2018, três vezes mais do que a altitude do Monte Evereste, desta forma atingindo a estratosfera. Será um feito histórico na história da aviação solar e da aviação com motores elétricos.
A equipe estima que a viagem à estratosfera e o retorno ao aeroporto irão durar aproximadamente cinco horas e meia: duas horas e meia até o ponto mais elevado, seguidos por um voo em altitude estável de 15 minutos, para curtir a paisagem e dar firmeza ao feito, e três horas de retorno.

 [Imagem: SolarStratos/Divulgação]

Turistas estratosféricos

Se tudo der certo, Domjan já tem planos para o que fazer a seguir com a tecnologia.
Um deles seria oferecer o primeiro voo comercial em altitudes elevadas e, dessa forma, fazer concorrência a empresas de balões como a Zero2Infinity e a WorldView, que pretendem levar turistas quase à fronteira do espaço.
Outra ideia são drones estratosféricos para dar suporte aos satélites de comunicação ou substitui-los. Esses drones estão sendo desenvolvidos por empresas como Facebook e Google.

quarta-feira, 12 de abril de 2017


O Monitor Mundial:


Questões Energéticas








O Monitor Mundial de Questões Energéticas é baseado em uma pesquisa anual, compreendendo 41 questões em quatro categorias:
Riscos macroeconômicos, geopolítica, ambiente de negócios e visão e tecnologia energética.
A pesquisa é completada por ministros, executivos-chefe e principais especialistas em quase 90 países que fazem parte da rede do Conselho Mundial de Energia. O monitor 2017 é baseado em insights de mais de 1300 líderes energéticos de 90 países.
Os dados para o 2017 World Energy Issues Monitor são introduzidos e normalizados utilizando software estatístico A fim de permitir comparações directas entre regiões e para diferentes anos. Os dados são normalizados
Pela média para dar uma ponderação central e desvios padrão para dar a propagação. O resultado
Monitores são então mais contextualizados pelas análises do Conselho Gerentes, comitês nacionais e suas redes nacionais mais amplas. O produto resultante é utilizado Como um relatório, um monitor interativo (www.worldenergy.org/data) para resultados personalizados e para Apresentações em reuniões e eventos.




Capítulo dedicado ao Brasil



Em 2016, as incertezas existentes nas agendas dos líderes de energia: 

1) Riscos com eventos Climáticos Extremos motivados por 'El Niño',
2) O crescimento das Energias Renováveis,
3) Continuação dos baixos preços de commodities
4) Alta dos preços da eletricidade com geração da hidrelétrica em queda, 
5) Eficiência Energética com baixo desempenho e 
6) Corrupção destacada pelo avanço das Investigações e resultados da operação Lava Jato.
A demanda total de energia para 2016 deverá diminuir em 1,5-2,5% em relação a 2015, como conseqüência do declínio da atividade económica (previsão de -3,4% do PIB em 2016). O setor industrial (-4,1%) e  comercial (-1,6%) apresentaram queda no consumo de eletricidade no ano corrente.
Em Setembro / 2016 registou-se igualmente uma quebra de produtos petrolíferos, com -1,9% no consumo total, -2,1% Diesel e + 2,9% na gasolina, devido a redução da atividade  industriais e de transporte. Entretanto, a produção de petróleo bruto aumentou em média 1,7% nos últimos 12 meses (novembro / 15 a outubro / 16), o que é esperado para reduzir a dependência externa do Brasil da energia.
A previsão de crescimento econômico para 2017 é de 0,8%, de acordo com uma pesquisa do Banco Central (Focus Report), o que deverá conduzir a um aumento do consumo de energia
Para o ano em curso, não se espera que problemas críticos impeçam este crescimento, uma vez que novas fontes deverão entrar em operação, na ordem de 17,8 GW, com 89% de renováveis de acordo com as previsões da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Em relação às perspectivas de investimento, a orientação governamental do presidente Temer é melhorar o ambiente no sector da energia, aumentando a atratividade dos investidores do setor privado.
Tanto a Petrobras no setor de petróleo como as empresas de energia elétrica estão altamente endividadas. Portanto, um revisão das carteiras corporativas está em andamento, com possibilidades de muitas fusões e aquisições de operações. Nesse sentido, algumas iniciativas têm sido desenvolvidas nos últimos meses,como a mudança no marco regulatório para a exploração e produção de petróleo e gás natural,Pre-Sal, que foi sancionado pelo Presidente Temer em 29 de novembro de 2016. De acordo com esta modificação, a Petrobras deixará de ser a única empresa operacional no Pré-sal. Em cada lance, a Petrobras terá a opção de participar ou não, dependendo de sua avaliação e de acordo com seus Interesses comerciais. No quadro normativo anterior, a Petrobras foi obrigada a participar de todas as operações do Pré-sal com uma participação mínima de 30%
.
Eventos meteorológicos extremos

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) antecipa a recuperação de reservatórios hidrelétricos em 2017, de acordo com informações de seu diretor-geral Luiz Eduardo Barata, divulgado pela Reuters em 27 de outubro, o que significa que o Brasil estará mais preparado para enfrentar as condições climáticas extremas nos próximos meses. As hidrelétricas do Sudeste, que concentram os maiores reservatórios, deverão ser 40-50% em novembro de 2017, o que seria quase o dobro dos 27% esperados para o mesmo período deste ano. De acordo com o diretor-geral do ONS, espera-se que as barragens se recuperem de um período úmido próximo da média histórica no Sudeste e no Sul, embora sinais sejam que a severa seca no Nordeste deve continuar.
"Os sinais que o clima está dando é que nós devemos ter um verão (com chuvas) em torno d a média no Sudeste e no Sul. Para o Nordeste não deveríamos ter mudanças ", disse Barata. E se espera a recuperação  dos reservatórios do Sudeste, o ONS poderá optar por termoelétricas, que têm uma geração mais cara "Isso. O que queremos são tarifas mais baratas com segurança energética ", disse ele.

As usinas hidrelétricas do Sudeste representam atualmente 35% da capacidade. As usinas fecharam Novembro de 2015 com 27,5%, enquanto em 2014 o mês terminou com 16% de armazenamento nas barragens da região.

Energia renovável

Hidrelétricas, apresentam expectativa positiva para 2017: crescimento da geração instalada
e aumento dos níveis de reservatório das plantas na região Sudeste, o que deve resultar em um aumento da geração em 2017, quando comparado com os níveis alcançados em 2015 e 2016.
Com relação à expansão da energia eólica, o Brasil acaba de chegar aos 10 GW  distribuídos em 400 parques e mais de 5.200 aerogeradores. Em termos comparativos ,  a hidrelétrica de Belo Monte  tem uma capacidade de pouco mais de 11 GW. Em 2015, a energia eólica foi a que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, representando 39,3% da expansão, seguida de hidrelétricas (35,1%) e energia termoelétrica (25,6%).
Em termos mundiais, o Brasil tem se destacado. De acordo com o GWEC - Conselho Global de Energia Mundial, o Brasil foi o quarto maior país de energia eólica do mundo em 2015, considerando a capacidade instalada  da China, Estados Unidos e Alemanha. Em termos percentuais, foi o maior país em crescimento no mundo. De acordo com o "Brasil e Boletim Mundial de Energia Eólica - Base 2015", Divulgado pelo Ministério de Minas e Energia em agosto de 2016, o Brasil subiu sete posições no últimos dois anos, ocupando o oitavo lugar na geração.
Atualmente, a energia eólica representa 7% da matriz de geração de capacidade instalada no Brasil.
Considerando contratos já assinados, o país atingirá 2020 com mais de 18 GW e
 com  potencial de crescer ainda mais. Para um país como o Brasil, com tantos recursos naturais abundantes e um dos melhores ventos do mundo (fator de capacidade médio de 38%, contra a média mundial Indicador de 24%), este é um caminho não só natural, mas também estratégico, para investir para expandir a energia eólica.
A energia eólica tem um papel muito importante para ajudar a alcançar os objetivos do Brasil na COP21,
O impacto ambiental é muito baixo e a operação é praticamente nula.
A situação favorável da indústria eólica pode ser explicada pela excelente qualidade do ventos brasileiros e também pelo forte investimento das empresas que nos últimos cinco anos
Foi montada uma cadeia produtiva nacional para sustentar os compromissos assumidos e o enorme crescimento potencial desta fonte de energia. Os principais fabricantes de turbinas eólicas, lâminas, torres grandes componentes são instalados no Brasil, produzindo e contratando. Além disso, dezenas de empresas brasileiras foram criadas ou começaram a se dedicar a oferecer componentes para cadeia produtiva.

Energia solar

Quanto à expansão das usinas de energia solar no Brasil, ela ainda está em fase de incentivos. A redução da carga tributária do setor de energia solar está sendo discutida a nível governamental.em diversos fóruns.
Outro ponto para alavancar as plantas da área fotovoltaica, de acordo com o presidente da
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Lopes Sauaia, seria pelo menos dois leilões por ano de energia de reserva específica para a energia fotovoltaica
E que esses contratos passem  dos atuais 20 anos para 25 ou 30 anos, o que ajudaria a reduzir o preço da energia solar fornecida ao governo.

Preços de combustível

Em 2016, a Petrobras iniciou uma nova política de preços para os produtos derivados do petróleo, visando. A nova política de preços previu ajustes pelo menos uma vez por mês,  a partir de outubro até dezembro de 2016 em alguns produtos petrolíferos, como o diesel, gasolina e gás de petróleo liquefeito,
Preços alterados para baixo ou para cima, devido à taxa de câmbio.

Preços combustíveis

Esta nova política de preços de combustíveis no Brasil representa uma mudança de paradigma em relação à adotada nos últimos anos. Quando os preços domésticos dos produtos petrolíferos e do gás natural não estavam alinhados com os preços
Mercado, geravam  enormes subsídios e perdas de receita para a Petrobras, especialmente quando os preços ultrapassaram US $ 100,00 / barril.

Preços da eletricidade


Os preços da eletricidade em 2016 estão aumentando perto dos níveis de inflação. Até setembro, em comparação com o mesmo período de 2015. as tarifas no setor residencial aumentaram em média 9,6% e no no setor industrial, 9,4%.
Em 2017, com maior participação da geração hidrelétrica no fornecimento de energia, a necessidade  de termo-geração de gás natural será menor, fatores que fazem com que os preços se comportem ao nível da inflação em 2017, ou mesmo com uma pequena diminuição.

Comentário CO2Energia: 
A adversidade climática está alterando esse planejamento. Por segurança energética , o governo brasileiro deu início a operação das térmicas, fato que já propiciou o acionamento das bandeiras tarifárias em março ( amarela ) e abril ( vermelha). A perspectiva é que até outubro, a bandeira seja vermelha
.
Eficiência energética

As iniciativas de eficiência energética no Brasil são coordenadas por dois programas institucionais: PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e CONPET: Programa de Racionalização do Uso dos derivados de petróleo e do gás natural). Ambos são gerenciados pelo O Ministério de Minas e Energia.
O PROCEL visa promover a eficiência energética através de ações de combate ao desperdício de energia elétrica, além de incentivar ações de redução do consumo.Criado  há mais de 30 anos, o PROCEL obteve resultados significativos.
Em 2015, foi responsável por economizar mais de 11 bilhões de kWh, ou aproximadamente 2,5% consumo elétrico.
Em 03 de maio de 2016, foi aprovada a Lei 13.280, reforçando a alocação de recursos ao PROCEL, que passou a beneficiar em 20% os recursos que os distribuidores de electricidade devem investir em  Eficiência Energética. Com base nos recursos alocados pelos distribuidores nos últimos anos, a lei pode direcionar ao PROCEL para aproximadamente R $ 100 milhões por ano. A nova lei também cria a Comitê de Gestão de Eficiência (CGEE) e atribui à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) a competência para definir o cronograma de coleta e a forma de pagamento dos recursos que devem ser investido no PROCEL.
Em relação ao CONPET, atua na eficiência energética da rotulagem de equipamentos (fogões e aquecedores) e veículos leves, qualidade de combustível, educação através de publicações em escolas e transporte.. Quanto aos veículos pesados, ​​tem como objetivo promover maior eficiência no uso de óleo diesel em ônibus e caminhões. Além da economia de combustível, há uma redução na fumaça preta e nos gases associados ao aquecimento global. As ações do programa são desenvolvidas através de parcerias com sindicatos e federações de transportadores,  estadual e municipal, secretarias de ambiente, refinarias, terminais de abastecimento, postos de combustível e área de engenharia da Petrobras. Como o PROCEL, estes parceiros são cruciais para assegurar o cumprimento dos objetivos do CONPET, 

Corrupção

As investigações e resultados da operação Lava Jato começaram em 2014 e já resultaram em detenção de vários executivos de empresas de serviços, da Petrobras e de políticos  importantes. Infelizmente, as incertezas políticas relacionadas com a corrupção continuam
e podem ter impactos negativos em 2017, à medida que novas revelações são avaliadas e julgadas  pela operação Lava Jato. A expectativa da sociedade civil brasileira é que as instituições continuem  a exercer o seu pleno desempenho e que a operação Lava Jato consiga êxito no combate a corrupção.

Comentário CO2Energia
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, determinou a abertura de inquéritos contra oito ministros do governo do presidente Michel Temer, além de 24 senadores e 39 deputados federais.
Os inquéritos foram abertos mediante pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht. Também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 23 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem direito ao chamado foro privilegiado, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.


segunda-feira, 10 de abril de 2017


PERSPECTIVAS PARA A ENERGIA DE TRANSIÇÃO

Os riscos crescentes do negócio em combustíveis fósseis


Fonte:https://www.bsr.org/en/our-insights/blog-view/the-growing-business-risks-in-fossil-fuels







Necessidades de investimento para um Sistema de Energia de Baixo Carbono




De acordo com um novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) , as mudanças radicais que afetam a indústria de energia poderiam deixar mais de US $ 10 trilhões em carvão, petróleo, gás e ativos relacionados encalhados. A IRENA fez esses relatórios em preparação para uma reunião do G20 sobre clima e energia, mas a notícia destaca um número crescente de relatórios indicando que a indústria de combustíveis fósseis está em terreno econômico precário - colocando novos riscos para as empresas que dependem de petróleo, gás e carvão .


sábado, 8 de abril de 2017

Nova tecnologia reduz custo de geração de eletricidade a partir da energia das ondas

Fonte: www.portal-energia.com/nova-tecnolcogia-reduz-custo-geracao-eletricidade-energia-das-ondas/





Vídeo institucional explicando o funcionamento da tecnologia


A ATME Eco Solutions, empresa especializada em eficiência energética e recursos hídricos, está trazendo para o Brasil uma tecnologia para produzir eletricidade a partir da energia das ondas do mar, a um preço inferior em relação a geração por outras fontes de energias renováveis, como eólica e solar.
O princípio desta nova tecnologia é um conversor de energia criado pela Eco Wave Power (EWP), de Israel. Projetado para ser simples e robusto, o equipamento oferece vantagens técnicas, quando comparados a sistemas concorrentes, entre outras razões, por utilizar materiais de baixo custo, despesas reduzidas com manutenção e expectativa de longa durabilidade.
Ainda ausente da matriz energética brasileira, a energia das ondas, ou maremotriz, pode gerar eletricidade a partir da energia cinética produzida pelo movimento das águas ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa.
Estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts) para produção deste tipo de energia no Brasil.
Teoricamente é possível extrair até 40 MW de potência por quilómetro de litoral onde há ondas suaves, de um metro de altura, e até 1.000 MW onde as ondas chegam a 5 metros de altura. Ao contrário da energia eólica e da solar, que podem ser interrompidas por causa dos ciclos do vento ou do sol, a maremotriz é gerada ininterruptamente e proporciona maior estabilidade.
O primeiro projeto de energia maremotriz no mundo foi a barragem La Rance na França, há 50 anos. Desde então, outros projetos foram implantados com a preocupação de superar desafios como reduzir o custo de investimento, o impacto ambiental e os riscos para a navegação.
    Tecnologia Eco Wave Power – Produção eletricidade a partir da energia das ondas
Na corrida por melhorias, o último avanço foi a tecnologia da EWP, que agora está disponível no Brasil através da ATME Eco Solutions. “Esta tecnologia que estamos trazendo representa um marco na geração energética pelas  ondas porque apresenta soluções sustentáveis, por preços acessíveis, para todos os pontos que eram considerados críticos na geração desse tipo de energia, afirma Avi Meizler, presidente da ATME Eco Solutions.
Um exemplo de ponto crítico é o funcionamento de equipamentos mar adentro liberando óleo e outros resíduos que poluem as águas. No caso da nova tecnologia este risco não existe porque tanques de óleo e equipamentos hidropneumáticos são instalados em terra firme, com total segurança. Desta forma, além de reduzir o impacto ambiental causam menos interferência na navegação.

Como funciona a Tecnologia de produção de eletricidade

Conversores extraem energia por meio de flutuadores exclusivamente projetados pela EWP, o “Wave Clapper” e o “Power Wing” , que sobem e descem acompanhando a movimentação das ondas e movimentando cilindros hidráulicos de alta pressão, que por sua vez acionam uma bobina elétrica.
Os flutuadores são presos por braços robustos para qualquer tipo de estrutura, tais como, (mas não se limitando a) quebra-mares, ancoradouros, mastros e plataformas fixas ou flutuantes. Uma das grandes vantagens deste sistema é que apenas os flutuadores e pistões ficam localizados na água e os demais equipamentos técnicos operam em terra, melhorando a e facilitando acesso para manutenção e reparos.

Comparação de custo de instalação


* De acordo com a altura das ondas, e não incluindo instalação e ligação à rede Flutuador Tipo Wave Clapper

sexta-feira, 7 de abril de 2017

CÂMARA FRANCESA DIVULGA RANKING DOS SETORES MAIS ATRATIVOS PARA OS FRANCESES

Pesquisa exclusiva realizada pela entidade mostra oportunidades principalmente nos setores saúde e farmácia, agroalimentar e TI



A Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP) acaba de fechar uma pesquisa entre os associados sobre os setores mais atrativos para investimentos. O ranking mostra que os franceses estão em busca de oportunidades principalmente nos setores de saúde e farmácia com 30%, agroalimentar com 16%, Tecnologia e Informação com 13% e energia e meio ambiente com 11%. 

O estudo mostra, ainda, as principais dificuldades apontadas pelos investidores franceses. “De todos os problemas que o Brasil apresenta no ambiente de negócios, os mais impactantes segundo os nossos associados são marco regulatório e burocracia, com 25% cada respectivamente”, afirma Thierry Fournier, presidente da CCIFB-SP. Em seguida, carga tributária com 20%, tributos federais, estaduais e municipais com 19,6%, abertura de conta bancária 19% e precificação de produtos com 18%. 

Entre as principais demandas solicitadas pelos investidores franceses estão fusão e aquisição, informações sobre distribuidores e importadores e dados mercadológicos. “Estamos visualizando uma retomada lenta, porém duradoura nos próximos anos. O Brasil tem a seu favor um enorme mercado interno e grandes oportunidades nos setores de infraestrutura, logística e energia”, conclui Fournier.


Comercializadora da Enel quer crescer vendas em 50% em 2017

Solidez do grupo e olhar para renováveis são trunfos para captação de clientes

Fonte: www.abraceel.com.br/zpublisher/materias/clipping_web.asp?id=116548






 Com objetivo de aumentar em até 50% o seu volume de vendas em 2017, a Enel Comercializadora não quer apenas aumentar esse montante, mas também quer buscar contratos com prazos maiores de atendimento e de relacionamento com o cliente. De acordo com é Matteo De Zan, responsável de Comercialização de Energia da Enel no Brasil, a empresa aposta na solidez do grupo italiano - que tem forte atuação no país na geração renovável e na distribuição de energia - para conquistar mais clientes. "Saber que a companhia tem, além de capacidade técnica e robustez financeira, um desejo de ser sustentável que vai desde o técnico que o atende até o acionista da empresa faz diferença na escolha do cliente", afirma o executivo.
Ainda de acordo com De Zan, a estratégia da comercializadora vai ser a de tanto buscar consumidores especiais migrantes ou que já estejam no ambiente de contratação livre quanto os consumidores livres que já estão no mercado e buscam novos contratos para uma próxima etapa de operação. Segundo o executivo, o preço ainda é o primeiro item que o consumidor vai atrás quando procura a comercializadora, mas outros fatores acabam se mostrando relevantes na decisão. "Produtos diferentes têm preços diferentes. Aspectos como flexibilidades de exercício de volumes do contrato e tipos de garantias financeiras a serem apresentados acabam tendo um destaque nesta procura do cliente", avisa.
A posição privilegiada que a empresa possui na geração de energias renováveis também vai ser um atrativo na captação de contratos. Para De Zan, existe a intenção de mostrar ao cliente que usar energia limpa pode gerar valor para ele. A Enel Green Power é o maior player solar do Brasil e o terceiro maior eólico, além de ter uma carteira de PCHs. Ele conta que os clientes vão atrás da energia que vai propiciar custo operacional menor, mas mesmo a energia incentivada não sendo a mais barata, o desconto na TUSD que a compra desse tipo de energia permite pode acabar levando a uma redução de custos. "Este mesmo raciocínio pode ser aplicado quando o cliente tem alguma meta ou algum custo associado à redução de emissão de CO2. Neste caso, se comprar energia renovável significa ter custo global da operação mais barato, a aquisição fará sentido e trará benefícios para toda a cadeia daquela operação", observa.

A recente aquisição da distribuidora Celg (GO), no ano passado, não deve trazer alterações na estratégia da comercializadora em Goiás. A Enel, que já tem a UHE Cachoeira Dourada, já atuava na comercialização de energia no ACL no estado com quadro próprio. "A estratégia em Goiás será a mesma que utilizamos em outras áreas do país. O que é determinante para se estabelecer no meio é a competência e a qualidade do produto que se oferece", conclui.
Enel e Enap conectam à rede a primeira usina geotérmica da América do Sul, Cerro Pabellón

Fonte:enel.com.br/pr/midia/news/d201704-enel-e-enad-conectam--rede-a-primeira-usina-geotrmica-da-amrica-do-sul-cerro-pabelln.html









A usina geotérmica de 48 MW, localizada a 4.500 metros acima do nível do mar em Ollagüe, no deserto de Atacama, começou a fornecer eletricidade para o sistema SING no norte do Chile
ï        A Cerro Pabellón é de propriedade da joint venture GDN, com 81,7% de participação da Enel Green Power Chile e 18,3% da ENAP
ï        A usina é a primeira instalação geotérmica em toda a América do Sul e é a primeira usina geotérmica de alta-entalpia  e grande escala no mundo  a ser construída em grande altitude
Roma e Santiago, 31 de março de 2017 - A primeira usina geotérmica da América do Sul, Cerro Pabellón, construída pela Enel Green Power Chile Ltda ("EGPC"), subsidiária de energia renovável chilena do Grupo Enel, e pela companhia estatal chilena de hidrocarbonetos Empresa Nacional do Petróleo (ENAP), começou a fornecer  eletricidade ao sistema interconectado do norte do Chile  (SING, ou Sistema Interconectado del Norte Grande).

Cerro Pabellón, de 48 MW, está localizada em Ollagüe, na região de Antofagasta, a 4.500 metros acima do nível do mar no deserto de Atacama, e é a primeira usina geotérmica de alta entalpia e grande escala no mundo a ser construída nesta altitude. A construção é composta por duas unidades, cada uma com capacidade instalada bruta de 24 MW, e é de propriedade da Geotérmica del Norte S.A. ("GDN"), uma joint venture controlada pela EGPC (81,7%) e com participação da ENAP (18,3%).
"A Cerro Pabellón começando a gerar eletricidade é um marco importante para nós no Chile", disse Guido Cappetti, Gerente Geral da GDN. "Graças à nossa experiência geotérmica única, conseguimos aproveitar parte do enorme potencial geotérmico do Chile, fortalecendo o compromisso da Enel e da Enap com a diversificação da matriz de geração chilena por meio de um novo recurso de energia renovável".
Quando estiver em pleno funcionamento, a planta será capaz de produzir cerca de 340 GWh por ano, equivalente às necessidades de consumo de mais de 165 mil residências chilenas, evitando a emissão anual de mais de 166 mil toneladas de CO2    na atmosfera.
Cerro Pabellón incorpora a mais avançada tecnologia geotérmica, o que a torna adequada às condições extremas de uma área marcada por fortes oscilações de temperatura e altitude muito alta. Para gerar energia, a usina extrai fluido geotérmico do reservatório encontrado durante a fase de exploração do projeto e, uma vez que o fluido tenha completado a geração de eletricidade, é injetado de volta para o reservatório, garantindo a sustentabilidade do recurso em longo prazo.