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sábado, 27 de junho de 2020




Maior raio já registrado na história ocorreu no Brasil

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br



Maiores raios da história - em distância e em duração.
[Imagem: WMO]



Maior raio do mundo

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estabeleceu oficialmente o novo recorde de maiores raios - e seus respectivos relâmpagos - já registrados na história.

Em termos de distância, o maior raio do mundo ocorreu no Brasil no dia 31 de Outubro de 2018, cruzando os céus por 709 km de leste a oeste da Região Sul, indo do Oceano Atlântico até a Argentina.

Em termos de tempo, o mais longo relâmpago do mundo ocorreu bem próximo, mas totalmente em território argentino. O relâmpago iluminou os céus do nordeste da Argentina durante 16,73 segundos, no dia 4 de Março de 2019.

Os dois novos recordes para "megarraios" mais do que dobraram os valores registrados anteriormente, nos EUA (distância) e na França (duração).

"São registros extraordinários de eventos únicos de raios. Extremos ambientais são medidas vivas do que a natureza é capaz, bem como do progresso científico em poder fazer essas medições. É provável que ainda existam extremos ainda maiores e que possamos observá-los à medida que a tecnologia de detecção de raios melhorar," disse o professor Randall Cerveny, da OMM.

Regra 30-30

Os raios - o relâmpago é a expressão luminosa do raio - representam um grande risco que tira muitas vidas todos os anos.

As descobertas desses eventos descomunais reforçam as preocupações de segurança pública em relações aos raios disparados por nuvens eletrificadas, pelas quais as descargas elétricas podem percorrer distâncias extremamente grandes.

Para se proteger, a regra do dedão é conhecida como "regra 30-30": se o tempo entre o relâmpago e o trovão for inferior a 30 segundos, entre em casa, e então aguarde 30 minutos após o último relâmpago para retomar suas atividades ao ar livre.

Os novos recordes ressaltam o desenvolvimento do monitoramento de raios por satélites, que permite capturar eventos muito maiores do que as estações em terra.

Os instrumentos espaciais fornecerão uma cobertura quase global dos raios totais (raios intranuvens e raios nuvem-terra).

Bibliografia:

Artigo: New WMO Certified Megaflash Lightning Extremes for Flash Distance (709 km) and Duration (16.73 seconds) recorded from Space
Autores: Michael J. Peterson, Timothy J. Lang, Eric C. Bruning, Rachel Albrecht, Richard J. Blakeslee, Walter A. Lyons, Stéphane Pédeboy, William Rison, Yijun Zhang, Manola Brunet, Randall S. Cerveny
Revista: Geophysical Research Letters
DOI: 10.1029/2020GL088888


Vc sabia que o ELAT é uma referência mundial nas pesquisas sobre RAIOS ?




Embora tenha sido criado oficialmente em 1995, o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) tem sua origem nas pesquisas científicas e tecnológicas em eletricidade  atmosférica desenvolvidas no INPE desde 1979 na  área de Ciências Espaciais e Atmosféricas. O ELAT é o primeiro grupo de pesquisa sobre raios  criado no Brasil e faz parte do Centro de Ciências do  Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. É considerado uma referência mundial nas  pesquisas sobre eletricidade atmosférica.





RAIOS PELO MUNDO


Fonte: Internet

domingo, 14 de junho de 2020


Queda nos custos da energia limpa pode impulsionar ação climática na recuperação pós-COVID








Enquanto a indústria de combustíveis fósseis está sendo atingida pelos impactos do COVID-19, as energias renováveis ​​atingiram seu pico de lucratividade, de acordo com um novo relatório divulgado . A redução de custos é uma oportunidade para que pacotes de recuperação econômica pós-pandemia priorizem as energias limpas, além de aproximar o mundo do alcance dos objetivos do Acordo de Paris.


O relatório “Tendências Globais no Investimento em Energia Renovável 2020”, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Centro de Colaboração da Escola de Frankfurt-PNUMA e BloombergNEF (BNEF), analisa as tendências de investimento de 2019 e os compromissos assumidos pelos países e empresas com a energia limpa na próxima década.



O estudo identificou compromissos que resultam em 826 GW de energia renovável não hidrelétrica, a um custo provável de cerca de US$ 1 trilhão, até 2030. Para limitar o aumento da temperatura global em até 2 graus Celsius – o principal objetivo do Acordo de Paris, seria necessário atingir 3.000 GW até 2030. A quantidade exata, entretanto, depende da combinação de tecnologias escolhidas.

Os investimentos previstos até 2030 também ficaram muito abaixo dos US$ 2,7 trilhões comprometidos com energias renováveis ​​na última década.

O relatório também mostra que o custo da instalação de energia renovável está menor, o que significa que investimentos futuros resultarão em resultados melhores. Em 2019, a capacidade de energias renováveis, excluindo grandes barragens hidrelétricas de mais de 50 MW, aumentou 184 GW, 12% a mais que em 2018. Apesar disso, o valor em dólar do investimento em 2019 foi apenas 1% maior que no ano anterior, de US$ 282,2 bilhões.

Graças a melhorias tecnológicas, economias de larga escala e concorrência acirrada em licitações, o custo total ou nivelado da eletricidade continua caindo para energia de fontes eólica e solar. No segundo semestre de 2019, as novas usinas solares fotovoltaicas reduziram custos em 83%, em comparação à década anterior.


"Cada vez mais vozes estão pedindo aos governos que os pacotes de recuperação pós-pandemia sejam usados para criar economias sustentáveis. Essa pesquisa mostra que a energia renovável é um dos investimentos mais inteligentes e econômicos que podemos fazer”, afirma a diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen.

“Se os governos aproveitarem a queda no valor das energias renováveis ​​para colocá-las no centro da recuperação econômica pós-COVID-19, daremos um grande passo rumo a um mundo natural saudável, que é uma das nossas melhores chances contra futuras pandemias”, explica Andersen.

Na última década, as energias renováveis têm ocupado uma parte crescente do mercado de geração de energia elétrica baseado em combustíveis fósseis. Quase 78% dos novos GWs gerados em 2019 correspondem a energia eólica, solar, de biomassa, resíduos, geotérmica e pequenas hidrelétricas. Esse incremento, que exclui as grandes hidrelétricas, foi três vezes maior que o das novas usinas de combustíveis fósseis.

"As energias renováveis, como a eólica e a solar, já representam quase 80% da capacidade recém-instalada para a geração de eletricidade. O mercado e os investidores já estão convencidos de sua confiabilidade e competitividade", diz a Ministra do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, Svenja Schulze.

"A promoção de energias renováveis ​​pode ser um mecanismo poderoso para a recuperação da economia após a pandemia, criando empregos novos e seguros", acrescenta.

“Ao mesmo tempo, elas ​​melhoram a qualidade do ar, o que também protege a saúde pública. Ao promovê-las ​​no âmbito dos pacotes de estímulo econômico pós-coronavírus, temos a oportunidade de investir na prosperidade, na saúde e na proteção do clima".

O relatório também destaca outros recordes em 2019:

  • As maiores adições de energia solar em um ano, de 118 GW.
  • O maior investimento em energia eólica offshore em um ano, com US$ 29,9 bilhões – um aumento de 19% em relação ao ano anterior.
  • O maior financiamento para um projeto de energia solar, com US$ 4,3 bilhões, para o Al Maktoum IV nos Emirados Árabes Unidos.
  • O maior volume de contratos corporativos de compra de energia renovável, de 19,5 GW em todo o mundo.
  • A maior capacidade em licitações de energia renovável, de 78,5 GW em todo o mundo.
  • O maior investimento em energias renováveis em economias em desenvolvimento, sem considerar a China e a Índia, totalizando US$ 59,5 bilhões.
  • Investimentos cada vez maiores: um recorde de 21 países e territórios investindo mais de US$ 2 bilhões em energias renováveis.

“Vemos que a transição energética está em pleno andamento, com a maior capacidade de energias renováveis ​​já financiada. Enquanto isso, o setor de combustíveis fósseis foi duramente atingido pela crise do COVID-19, com muitos países enfrentando a queda nos preços do petróleo e na demanda por eletricidade movida a carvão e gás”, afirma o presidente da Escola de Finanças e Administração de Frankfurt, Nils Stieglitz.

“A crise climática e a crise do COVID-19, apesar de suas naturezas distintas, são rupturas que chamam a atenção tanto de formuladores de políticas públicas quando de gestores. Ambas demonstram a necessidade de maior ambição climática e de mudança das matrizes energéticas rumo às renováveis”.

Em 2019, a participação de fontes renováveis na geração global de energia, sem considerar as grandes hidrelétricas, subiu para 13,4%, ante 12,4% em 2018 e 5,9% em 2009. Isso significa que as fontes de energias renováveis ​​impediram a emissão de aproximadamente 2,1 gigatoneladas de dióxido de carbono em 2019. Isso representa uma economia substancial, dadas as emissões globais de aproximadamente 13,5 gigatoneladas em 2019.

"A energia limpa se encontra em uma encruzilhada em 2020", explica o diretor executivo da BloombergNEF, Jon Moore.

“Tivemos um enorme progresso na última década, mas as metas oficiais para 2030 estão muito aquém do necessário para lidar com as mudanças climáticas. Quando a atual crise diminuir, os governos precisarão olhar não apenas para a energia renovável, mas também para a descarbonização dos meios de transportes, da construção civil e das indústrias”, conclui.

 Investimentos  energias renováveis  em 2019...



segunda-feira, 1 de junho de 2020



Energia renovável: 
caminho para recuperação da economia brasileira


Em meio a revisões de modos de produção e consumo, durante a pandemia de covid-19, a economia sustentável tem ganhado espaço nas discussões. No segmento energético, por exemplo, a aposta é nas alternativas limpas, como a fonte solar que representa 95% de todo o recurso renovável do planeta, de acordo com dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Competitiva, barata e alinhada à sustentabilidade que o mundo precisa, a energia solar no Brasil pode ajudar na recuperação da economia, a exemplo do que aconteceu em anos anteriores. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), nas crises de 2015 e 2016, a fonte cresceu 104% e 125%, respectivamente, ajudando no reaquecimento econômico. 
A contabilidade vai além, segundo estudo da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), que diz que a cada dólar investido em energias renováveis e em medidas de eficiência energética, há economia de até 8 dólares que seriam gastos para remediar impactos ambientais e sociais do uso de combustíveis fósseis, como mudanças climáticas e poluição do ar.


Já a expectativa de empregos no mundo é de que sejam criados mais de 42 milhões de postos de trabalho nos próximos 30 anos, sendo metade no segmento solar. O ganho acumulado no Produto Interno Bruto (PIB) global será de US$ 98 trilhões até 2050, como indica a Agência IRENA. 

Na avaliação do presidente executivo da Absolar, esse caminho será possível se governos federal e estaduais adotarem a energia renovável como ferramenta estratégica para recuperação da economia brasileira, adotando políticas e programas específicos. “É uma possibilidade importante de geração de emprego e renda rápida e distribuída nos municípios porque as pessoas podem gerar sua própria energia em casa, no pequeno comércio, na indústria, nos prédios públicos ou em propriedades rurais”, considera o mestre em Engenharia Elétrica voltada para Energias Renováveis e doutor em Engenharia de Materiais no segmento de Energia Solar, Rodrigo Lopes Sauaia. 
Atualmente, o Brasil alcançou a marca de 300 mil unidades instaladas, o que corresponde aos consumidores que utilizam energia solar fotovoltaica, como registra o conselheiro federal, eng. eletric. Daniel de Oliveira Sobrinho. “Ainda é muito pouco em relação aos 84 milhões de consumidores que há no país, ou seja, menos de 0,5% dos clientes adotaram essa alternativa”, observa Sobrinho. “Avançamos, mas continuamos atrasados quando pensamos que há vários países que contabilizam um ou dois milhões de consumidores. Na Austrália, por exemplo, uma a cada cinco residências gera sua própria energia solar, o que totaliza 20% da população”, complementa Sauaia, lembrando que a energia solar ocupa menos de 2% da matriz energética brasileira.

Por isso, é essencial aproveitar o Dia Mundial da Energia, celebrado neste 29 de maio, para “incentivar uma conscientização civil e política sobre a utilização de fontes renováveis”, como ressalta o conselheiro Sobrinho, que já pautou o assunto no plenário do Confea, reforçando a necessidade de o Conselho acompanhar de perto a tramitação do assunto junto à Agência Reguladora de Energia Elétrica e ao Congresso Nacional. 
Isso porque “falta um marco legal que garanta segurança jurídica aos consumidores e investidores”, como acrescenta o presidente da Absolar. “O setor se desenvolveu com base em uma regulamentação da Aneel, que pode mudar a qualquer tempo. Precisa-se, sim, de uma lei adequada, que traga estabilidade e previsibilidade, para assim o segmento pode avançar, gerar empregos e aquecer a economia”, defende Sauaia.


Julianna Curado 
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica