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domingo, 4 de dezembro de 2016

EMISSÕES DE CO2 NO SETOR DE ENERGIA POR MEIO DE TRANSPORTE 1990-2014 (MTCO2E)


Os meios de transportes que mais contribuem para as emissões de energia são os caminhões e os automóveis. Juntos, representaram em torno de 70% das emissões deste setor entre 1990 e 2014, sendo que as emissões do transporte individual têm crescido significativamente nos últimos anos.

Fonte: http://climaesociedade.org/desafios/#desafios-globais

                                                       Foto: Internet



sábado, 3 de dezembro de 2016


Eficiência energética ajuda empresas a reduzir custos com sustentabilidade

Fonte: Procel Info



Brasil - Com certeza já ouviu muito sobre a sustentabilidade e a importância para o meio ambiente. Além disso, com o consumidor cada vez mais exigente e preocupado com a natureza, as empresas estão se adequando ao conceito que visa diminuir o impacto ambiental. Isso mostra que a marca que ele costuma consumir, está dentro do que ele considera como boas práticas para produzir o seu produto.

São diversos fatores que fazem com que a empresa seja reconhecida como sustentável, um dos fatores é a utilização da energia de forma consciente e sem desperdício. As empresas de sucesso passam por uma educação para o consumo de energia com os seus colaboradores até a utilização de equipamentos específicos que reduzem o consumo de suas máquinas.

De acordo com os dados da Balanço Energético Nacional feito em 2014, as indústrias chegam a consumir cerca de 34% da energia no país, logo depois vem o transporte de cargas e a mobilidade das pessoas (32%) e pelo próprio setor energético (10%). Um número muito alto, mas que deve diminuir por conta da necessidade de preservação do meio ambiente e de soluções que chegam no mercado que disponibilizam equipamentos de sistemas de vapor, refrigeração, gases líquidos e ar comprimido mais eficientes.

Mas não é apenas por conscientização ou redução de custos, as empresas devem investir em soluções como essas, mas por necessidade. Em 2001, o Brasil passou por uma crise de abastecimento no setor elétrico, isso trouxe à tona a discussão sobre o uso inteligente da energia elétrica. Diante deste cenário, as empresas começaram a investir em educação no uso da energia e a rever os conceitos da própria empresa sobre a eficiência da energia , com isso, as empresas que apresentam uma proposta sustentável mais eficaz tornam-se mais competitiva, além de ajudar a cuidar do planeta.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016


GÁS NATURAL LIQUEFEITO ( GNL ): 
CENÁRIOS GLOBAIS E OPORTUNIDADES PARA INDUSTRIA BRASILEIRA

Fonte:http://fgvenergia.fgv.br/pesquisas-aplicadas-e-estudos

                                                         foto: Internet


Com o aumento do consumo do Gás Natural e a deficiência da oferta nacional para atender a demanda, a importação foi uma das saídas encontradas, chegando hoje a representar 50% da oferta total de gás natural no Brasil.
O trabalho da CNI elaborado pela FGV Energia, traz asserções sobre o cenário do Gás Natural Liquefeito.
Onde, através da análise global da situação do GNL, é possível ter uma visão sobre a sua oferta e demanda, tornando possível observar oportunidades e desafios para a Indústria Brasileira.




FGV Energia, através da elaboração de estudos e pesquisas voltados para o setor energético, auxilia organizações públicas, empresariais e do terceiro setor, no Brasil e no exterior, na implementação de soluções inovadoras e na difusão de conhecimentos para o setor energético, nas áreas de petróleo, gás natural, energia elétrica, nuclear, biocombustíveis, fontes renováveis e eficiência energética.
Tais estudos e pesquisas são desenvolvidos por uma equipe altamente qualificada, formada por doutores, mestres e especialistas com sólida base acadêmica e buscam solucionar questões  deste setor que contribuam com a missão institucional da Fundação Getulio Vargas de promover o desenvolvimento econômico-social do Brasil.

ONS defende retomada da construção da hidrelétrica de Tapajós

Fonte:http://istoe.com.br/ons-defende-retomada-da-construcao-da-hidreletrica-de-tapajos/



O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata, defendeu a retomada do projeto de construção do complexo hidrelétrico São Luiz do Tapajós, que teve o licenciamento ambiental arquivado pelo Ibama em agosto deste ano. Barata participa de seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), quinta-feira, 1º de dezembro, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, disse contar com Tapajós para aumentar a capacidade de geração de energia da estatal a partir de 2022.
“Vamos trabalhar para defender Tapajós, para esclarecer à sociedade que, a despeito das críticas dos ambientalistas, Tapajós é bom para o Brasil, para a sociedade, para a economia, mas, sobretudo, para as regiões onde vai ser instalada. Vamos por em evidência as críticas feitas à construção das hidrelétricas do rio Madeira e de Belo Monte (no rio Xingu). Se forem pertinentes, vamos trabalhar para superá-las. Não é razoável dispensar esse potencial”, afirmou Barata, após palestra.
Segundo o diretor-geral do ONS, há um “alinhamento” dos diferentes órgãos do governo em defesa da construção de hidrelétricas, preferencialmente, com reservatórios. À frente desse movimento, no entanto, devem estar o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O tema, no entanto, não chegou a ser debatido no governo, de acordo com Barata.
“É muito melhor partir para fazer o complexo do Tapajós com todas as adequações ambientais exigidas do que não ter hidrelétrica e ser obrigado a ir para térmica”, disse o diretor-geral do ONS. Ele citou o exemplo do Canadá, que teria convidado a comunidade indígena para participar, em alguns casos, como sócia dos empreendimentos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O que é a tarifa de energia?





Fonte:http://www.abradee.com.br/setor-de-distribuicao/tarifas-de-energia/tarifas-de-energia

  • O que é a tarifa de energia?
Simplificadamente, a tarifa de energia é o preço cobrado por unidade de energia (R$/kWh). Em essência, é de se esperar que o preço da energia elétrica seja formado pelos custos incorridos desde a geração até a sua disponibilização aos consumidores, na tomada elétrica. É necessário compreender também - já que a energia elétrica é um bem essencial - não se paga somente pelo consumo propriamente dito, mas também pela sua disponibilidade - 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Assim, espera-se que o preço da energia seja suficiente para arcar com os custos de operação e expansão de todos os elementos elétricos que compõem o sistema, desde a usina geradora até o ramal de ligação dos consumidores de baixa tensão. Basicamente, estes custos devem cobrir os investimentos realizados na rede e a sua operação diária, que devem resultar em baixos índices de falhas e menores tempos para eventuais consertos.
Como não poderia deixar de ser, além destes custos, que são diretamente relacionados aos componentes físicos do sistema, existem os encargos e os impostos, que no Brasil não são poucos. Em 2012, os consumidores cativos[1]brasileiros pagavam 10 encargos setoriais e 4 impostos e contribuições destinados aos governos federal, municipal e estadual. Em setembro de 2012, o Governo Federal propôs a eliminação dos encargos setoriais CCC  e RGR. Veja mais detalhes abaixo, no subitem "Encargos Setoriais".
 
Em resumo, tarifa de energia elétrica dos consumidores cativos é, de forma um pouco mais detalhada, constituída por:

• Custos com a aquisição de energia elétrica;
• Custos relativos ao uso do sistema de distribuição;
• Custos relativos ao uso do sistema de transmissão;
• Perdas técnicas e não técnicas;
• Encargos diversos e impostos.
 
Os custos com a aquisição de energia são aqueles decorrentes da contratação de montantes de energia por meio dos leilões regulados. A empresa distribuidora compra uma quantidade de energia que considera suficiente para o atendimento do seu mercado cativo. Os custos com energia são alocados na chamada Tarifa de Energia (TE ) e repassados integralmente aos consumidores, sem auferir margens de lucro.

Os custos relativos ao uso do sistema de distribuição estão inseridos na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), como as despesas de capital e os custos de operação e manutenção das redes de distribuição.
 
Muitos encargos setoriais também estão inseridos na TUSD, assim como os custos relativos ao uso do sistema de transmissão, que são arrecadados por meio da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST). A indicação por setas indica para onde vai o recurso mencionado (TUSD ou TUST).
 
Explicação Gráfica sobre duas subcomponentes tarifárias (TUSD e TUST)

Obs.: No Gráfico, a tarifa de distribuição (para os consumidores cativos) representa a tarifa final (completa).

Os custos relativos às perdas elétricas dividem-se em dois: perdas técnicas e perdas não técnicas. As perdas técnicas são inerentes a qualquer circuito elétrico. Qualquer fio condutor possui resistência elétrica, que causará a transformação da passagem de corrente elétrica em calor. Assim, todos os consumidores pagam pelas perdas técnicas de energia ocasionadas pelo seu próprio consumo. Já as perdas não técnicas são resultantes de furtos e problemas de medição. No Brasil, dependendo da área de concessão, as perdas não técnicas respondem por boa parte do custo da energia elétrica. Isso significa que os consumidores regulares pagam parte do consumo irregular de consumidores que se utilizam de práticas ilegais em sua conexão com a distribuidora.
 
A ANEEL se utiliza de métodos regulatórios para determinar qual o nível máximo de perdas não técnicas que as distribuidoras podem repassar às tarifas. Esse método depende sobremaneira da área de concessão na qual a distribuidora está inserida. Áreas com maior complexidade social terão permissão de repasse maior das perdas não técnicas no valor das tarifas.


[1] Consumidor "cativo" é aquele que só pode comprar energia elétrica de sua distribuidora local. O Consumidor Residencial é um dos principais exemplos de Consumidor Cativo.

  • Composição tarifária
Como visto, a Tarifa de energia é um agregado complexo de custos, os quais envolvem custos com Geração, Transmissão e Distribuição; Perdas de Energia (técnicas e não-técnicas), impostos, tributos, encargos; entre outros.  Os tributos da conta são: PIS/PASEP, COFINS e ICMS. Vale ressaltar que, somente o ICMS, que varia de estado para estado, pode responder – sozinho - por mais de 30% da conta de luz.
Logo abaixo, apresentamos um gráfico de elaboração da Abradee, que indica a atual composição tarifária média do Brasil (incluindo todos os consumidores brasileiros) em 2015. Ressalte-se que a resultante abaixo consolida a Receita de todas as faixas de consumo, bem como de todos os tipos de consumidores (industriais, comerciais, residenciais, baixa-renda, etc.), em todos os Estados:

Como se vê, o Gráfico acima mostra que a atual estrutura tarifária brasileira proporciona só 6% de remuneração do capital investido (lucro) pelo setor de distribuição. Mesmo assim, o setor investe, por ano, 11,5 bilhões de reais em ampliação de redes, pesquisa, etc.
Ainda que com perspectivas de redução de sua lucratividade pela renovação das concessões, o setor de distribuição é, sem sombra de dúvidas, um dos que mais acredita e investe no Brasil, isso principalmente por ter, como norteadores, a qualidade dos serviços prestados e a satisfação dos brasileiros pelo acesso à energia elétrica.

Aneel vai propor leilão para contratação de 6 GW de térmica na base para o Nordeste


Agentes concordam que geração térmica na base pode ajudar a salvar rio São Francisco
Fonte:energia.sp.gov.br/2016/11/aneel-vai-propor-leilao-para-contratacao-de-6-gw-de-termica-na-base-para-o-nordeste/

A seca prolongada que assola a região Nordeste há quase seis anos abriu uma discussão importante sobre qual deverá ser a prioridade para o uso da água do rio São Francisco nos próximos anos. A principal solução apoiada por diversos agentes do setor é a instalação de usinas térmicas na base, por ser a única fonte que reúne as características necessárias para compensar a geração hidrelétrica e promover a segurança energética da região.
O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, Reive Barros, informou que vai sugerir ao Ministério de Minas e Energia a realização de leilão regional para contratação de 6 GW de capacidade térmica movida a gás natural a ciclo combinado para geração na base e instalação até 2030. O diretor, inclusive, sugeriu o preço teto de R$ 270/MWh para essa energia.
Segundo Barros, a medida promoveria alguns benefícios, a saber: o desenvolvimento do mercado de gás na região; a segurança energética; a recuperação dos reservatórios hidrelétricos; além de firmar a geração eólica que está em franca expansão na região.
“Estamos com um problema de segurança energética. Hoje a carga do Nordeste está na faixa de quase 11 GW e tem uma perspectiva de crescer 47% até 2024”, alertou Barros, que participou do Fórum Pernambuco e o Setor Elétrico Nacional, 4 de novembro. “A nossa provocação é que em cada capital do Nordeste tenha uma térmica na base, aproveitando os terminais de regaseificação, trazendo num primeiro momento gás importado e num segundo momento gás do próprio pré-sal”, sugeriu Reive. “O novo governo está querendo revisitar todos os conceitos e nós estamos querendo introduzir esse conceito que precisa ser analisado.” Para ele, com a restrição hídrica do rio São Francisco, a destinação da água do rio vai ser para usos “mais nobres”.
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, disse que o estudo para ampliação do mercado de gás é uma das prioridades do governo. Nesse momento, a equipe do ministério está costurando um modelo que viabilize a contratação dessas usinas um preço adequado. Segundo Azevedo, já no próximo ano o governo deve publicar alguma novidade sobre o assunto. Contudo, ele destacou que qualquer mudança será previamente discutida com o mercado. “A gente não tem a pretensão de lançar nada sem consultar o mercado”, garantiu.
O presidente da Chesf, José Carlos Miranda, concordou que o sistema elétrico precisa de mais energia firme na base. Para ele, com mais térmicas será possível deslocar a geração hidrelétrica para atendimento dos picos de carga. Ele lembrou que a companhia, em parceira com o MME, tem tocado um projeto que pretende recuperar as margens da bacia do rio São Francisco. A Chesf já plantou 1 milhão de mudas no baixo São Francisco. “Um dos pontos importantes é o da captação da água do rio. A gente não sabe quanto de água está sendo retirada do São Francisco para irrigação e se está sendo eficiente”, alertou. “Essa questão do São Francisco é fundamental.”


Empresa italiana ( ENEL ) arremata Celg D em leilão de privatização

Fonte:http://exame.abril.com.br/negocios/empresa-italiana-arremata-celg-em-leilao-de-privatizacao/



          Celg: leilão ocorreu hoje às 9h na sede da BM&F, em São Paulo (Divulgação/Celgpar)

São Paulo – A elétrica italiana Enel arrematou por 2,187 bilhões de reais a distribuidora de energia elétrica goiana Celg-D, controlada pela Eletrobras, ao ser a única a apresentar proposta no leilão que marcou a primeira privatização no setor elétrico do governo Michel Temer.
O resultado do certame nesta quarta-feira, na sede da BM&FBovespa, surpreendeu autoridades pelo ágio de 28 por cento em relação ao preço teto que havia sido estabelecido para a fatia de cerca de 95 por cento da Celg que foi colocada à venda.
O ágio ocorreu mesmo com a Enel sendo única a apresentar oferta da última sexta-feira. A Reuters antecipou naquele dia que apenas uma proposta havia sido feita, com base em uma fonte com conhecimento do assunto.
A licitação também satisfez as autoridades porque a companhia italiana já atua no Brasil, onde possui distribuidoras no Ceará e no Rio de Janeiro. A elétrica também anunciou recentemente que pretende investir 3,2 bilhões de euros no Brasil até 2019.
“Estamos nos deparando com um grupo consagrado, que já conhece as regras e o sistema”, comemorou o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, em coletiva de imprensa após a licitação.
O diretor da Enel para o Brasil, Carlo Zorzoli, disse que a companhia pagará pela compra da Celg no final de janeiro, à vista, e que o grupo ainda tem fôlego para novos negócios no país.
“O desenvolvimento do grupo Enel no Brasil não acaba hoje… temos não só crescimento em novas oportunidades, mas também um plano de investimento em nossas concessões focado em qualidade, modernização”, disse.
Agora, com a concretização do negócio, a Eletrobras receberá 1,065 bilhão por sua fatia na Celg-D, enquanto o restante do valor a ser pago pela Enel irá para os cofres do governo de Goiás, que era minoritário na empresa.
Segundo o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., os recursos serão utilizados para pagar dívidas mais caras e curtas da estatal e também para bancar o plano de investimentos da companhia, que prevê aportes de 35,8 bilhões de reais entre 2017 e 2021.

Novas Privatizações

O presidente da Eletrobras também ressaltou que a estatal pretende vender mais seis distribuidoras de energia elétrica até o final de 2017 e que o resultado do leilão da Celg-D mostra que deve haver apetite por esses ativos.
As distribuidoras que a Eletrobras pretende privatizar em seguida atuam em Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima, Piauí.
“Tem muito valor nessas companhias… não tenho dúvida de que há muito valor a ser extraído dessas concessões… elas têm perdas (de energia) muito altas, e isso é uma coisa boa para bons operadores. E também estão em Estados em que, a economia entrando agora em um processo de recuperação, certamente têm potenciais muito grandes de crescimento”, disse Ferreira.
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, também disse que as demais distribuidoras da Eletrobras irão brevemente ser oferecidas ao mercado e que o governo prevê sucesso também nesses leilões.
“Até 2017 essas empresas serão vendidas, agora estamos discutindo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) (a metodologia de venda) para capturar melhor o valor delas. A venda ocorrerá até o final de 2017”, disse