Seguidores

Pesquisar este blog

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Por que as gigantes da tecnologia estão investindo em energia solar e eólica?

Pernambuco e Califórnia em busca de 

negócios sustentáveis




Arquipélago de Fernando de Noronha servirá como laboratório para práticas inovadoras. Parceria entre os dois Estados envolverá cooperação técnica e intercâmbio de experiências
Publicado em 29/10/2016, às 07h05 ( JC online)


Ilha de Fernando de Noronha servirá como laboratório para tecnologias inovadoras e sustentáveis
Foto: Heudes Régis / JC Imagem

JC Online

O Arquipélago de Fernando de Noronha será transformado em um laboratório para que sejam testadas tecnologias inovadoras e sustentáveis em diversas áreas, como a produção de energia, o gerenciamento da água e o controle de resíduos. O objetivo é reduzir os impactos ambientais e as emissões de gases que provocam o efeito estufa, principalmente o carbono. Para isso, o governo de Pernambuco firmou parceria com o Estado americano da Califórnia. Juntos, vão desenvolver cooperação técnica, com o desenvolvimento de projetos e intercâmbio de experiências. Pretendem também atrair empresas dos dois países para investir na ilha.

“Como um dos símbolos de Pernambuco, escolhemos Fernando de Noronha para montar lá uma grande base de inovação. Depois, queremos replicar para outros lugares e em larga escala. Incentivamos a economia de baixo carbono e com menos impacto ambiental no Estado”, explica o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier. 

O assunto foi tema de reuniões realizadas esta semana no Recife entre a pasta de Xavier e as Secretarias de Ciência e Tecnologia e de Desenvolvimento Econômico, além da administração de Noronha e Celpe. Participaram também o cônsul-geral dos Estados Unidos na capital, Richard Reiter, a cônsul dos Estados Unidos de Política e Economia no Recife, Paloma Gonzalez, e o comissário de energia da Califórnia, Andrew McAllister. 

“Devemos buscar sempre mais a eficiência energética. Não consumir é mais barato e melhor para o planeta do que ter que gerar a energia”, defende Andrew. Maior produtor americano de energia solar dos Estados Unidos, o Estado da Califórnia ajudará Pernambuco a ampliar a produção a partir do sol. Em Noronha, um dos desafios será justamente diminuir o carbono emitido pelos aviões (54% do CO2 liberado na ilha vem do combustível usado nas aeronaves).


INTERCÂMBIO

“Temos problemas semelhantes aos de Pernambuco como a gestão da água, a seca, a urbanização, a mobilidade. Essa troca de conhecimentos, com o envolvimento de especialistas dos dois países, será muito importante para os dois Estados”, afirma o cônsul Richard Reiter. A Califórnia, localizada na costa oeste americana, tem atualmente cerca de 38 milhões de habitantes e se fosse um país, seria a sétima economia mundial. A população de Pernambuco é de 9,4 milhões de pessoas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016










AIE: energia renovável crescerá rapidamente se houver recursos públicos





As energias renováveis vão se desenvolver mais rapidamente do que o previsto nos próximos cinco anos, com a condição de que tenham apoio financeiro público, assegura a Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório publicado recentemente.

Após anos de previsões prudentes, a AIE revisou em alta seus previsões para as energias verdes, como a eólica ou a solar, segundo seu informe anual, que aponta previsões de médio prazo.

A agência avalia em 825 gigawatts a capacidade das energias renováveis que serão instaladas no mundo até 2021, um aumento de 42% em relação a 2015, e 13% mais que em suas previsões anteriores.

Essas perspectivas mais otimistas são o resultado de um 2015 recorde no desenvolvimento da energia eólica terrestre (112 GW instalados) e das renováveis em geral (153 GW), indicou Paolo Frankl, diretor da divisão de renováveis na AIE em uma teleconferência.

Frankl cita, em particular, o apoio público às energias renováveis em países como China, Índia e México.

Estamos vivendo uma transformação dos mercados mundiais de eletricidade, graças às renováveis, afirmou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, citado em um comunicado.

Segundo a agência com sede em Paris, as energias renováveis representarão em 2021 28% da produção mundial de eletricidade, em comparação aos 23% de 2015.

A AIE explica esse avanço pela queda dos custos das energias eólica e solar, que aceleraram nos últimos anos e que se tornaram cada vez mais competitivas.

Além disso, nos próximos cinco anos, os custos da energia solar deveriam baixar em 25% e os da energia eólica em 15%. Essas duas energias representarão 75% das novas capacidades instaladas no período.

Para as demais energias renováveis, a perspectiva é menos favorável, e a AIE prevê a construção de menos centrais hidrelétricas, em particular na China e no Brasil.

Também crescerão a um ritmo mais lento a biomassa, a energia solar por concentração, a geotermia e as energias marítimas.

A AIE alerta também para a queda da aerotermia e dos biocombustíveis, que terão um desenvolvimento muito, muito lento, segundo Frankl, que atribuiu esse recuo ao impacto do baixo preço do petróleo.

A agência aumenta suas previsões principalmente em quatro países — Estados Unidos, China, Índia e México — pelas políticas favoráveis de seus governos às energias renováveis.

Nos Estados Unidos, as autoridades prorrogaram até 2021 as vantagens fiscais para o investimento em energias renováveis, enquanto a China definiu metas ambiciosas em seu novo plano econômico quinquenal.

A Ásia toma definitivamente a liderança no crescimento das energias verdes no mundo, explica Paolo Frankl, embora a região ainda seja dominada pelas energias fósseis.

A concorrência na Ásia entre as renováveis e o gás e o carvão será o fator-chave que decidirá se se ganha ou se perde a batalha contra as mudanças climáticas, adverte.





Câmara dos Deputados promove seminário para debater portabilidade da conta de energia elétrica

Fonte:www.abraceel.com.br/newsletter/201610e01/index.htm#5


A Frente Parlamentar Mista em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz, em conjunto com a EcoCâmara, realizará o seminário “O Novo ’Prosumidor’ – um debate sobre geração distribuída, energias renováveis, eficiência energética e portabilidade da conta de luz no contexto da economia de baixo carbono” no dia 09.11, na Câmara dos Deputados.

O evento discutirá, em especial, o Projeto de Lei 1917 de 2015 e o Projeto de Lei do Senado 232 de 2016. Ambos promovem alterações no modelo comercial do setor elétrico e asseguram a portabilidade da conta de luz a todos os brasileiros em 2023. Além do inalienável direito de escolha do seu fornecedor de energia, as mudanças propostas incentivam o uso de fontes renováveis de energia, além de criar uma nova figura no setor elétrico: o “prosumidor”, isto é, o consumidor que produz a sua própria energia.





A programação será a seguinte:

8h30 – 9h: Welcome Coffee

09h: Abertura 
• Ministro Fernando Bezerra Coelho Filha - Ministério de Minas e Energia;
• Ministro Sarney Filho – Ministério do Meio Ambiente;
• Deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PV/SP) – Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de luz e co-autor do Projeto de Lei 1917 de 2015, que cria a portabilidade da conta de luz; 
• Senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) – Autor do Projeto de Lei do Senado 232 de 2016, que cria a portabilidade da conta de luz;
• Deputado Fábio Garcia (PSB/MT) - Relator na Comissão de Minas e Energia do Projeto de Lei 1917 de 2015;
• Deputado João Fernando Coutinho (PSB/PE) - Relator na Comissão de Defesa do Consumidor do Projeto de Lei 1917 de 2015;
• Senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) - Relator na Comissão de Assuntos Econômicos do Projeto de Lei do Senado 232 de 2016
• Luiz Vicente, Coordenador Geral da EcoCâmara; 


10h: Painel 1 - O Futuro do Mercado Elétrico
Romeu Rufino, Diretor Geral da Aneel – A trajetória da regulação até 09 de novembro de 2026; 
Jeferson Soares, Superintendente de Assuntos Econômicos e Energéticos da EPE – Um cenário para o setor elétrico brasileiro em 09 de novembro de 2026; 
Reginaldo Medeiros, Presidente-Executivo da Abraceel – É possível um mercado livre para todos em 09 de novembro de 2026?; 
André Trigueiro, jornalista – A experiência de um consumidor à frente do seu tempo;

11h30: Painel 2 - economia de baixo carbono e oferta de energias renováveis
Professor Adilson de Oliveira, UFRJ – A nova economia mundial e a revolução elétrica – o Brasil estará incluso?;
Nelson Colaferro, Presidente do Conselho da Absolar – Um modelo de negócios sustentável para a difusão da micro e minigeração distribuída; 
Sandro Yamamoto, Diretor Técnico da Abeeólica – Financiamento de centrais eólicas de grande e pequeno porte num mercado aberto;
Rui Altieri, Presidente do Conselho da CCEE – O mercado elétrico de varejo;

13h: Encerramento

Para participar do evento, é necessário confirmar presença enviando e-mail para dep.antoniocarlosmendesthame@camara.leg.br ou pelo telefone (61) 3215-5915.